Arquivos de Categoria: Cirurgia do Aparelho Digestivo

Minimally Invasive Pancreatic Surgery

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Modern Concepts of Pancreatic Surgery

Captura de tela 2024-07-26 114955Operations on the gallbladder and bile ducts are among the surgical procedures most commonly performed by general surgeons. In most hospitals, cholecystectomy is the most frequently performed operation within the abdomen. Pancreatic surgery is less frequent , but because of the close relation between the biliary system and the pancreas, knowledge of pancreatic problems is equally essential to the surgeon. Acute and chronic pancreatitis and cancer of the pancreas are often encountered by surgeons, with apparently increasing frequency; their treatment remains difficult and perplexing. This review demonstrates the modern aspects of pancreatic surgery. Good study.


AULA: PRÍNCIPIOS MODERNOS DA CIRURGIA PANCREÁTICA


Palestras e Vídeoaulas

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Vejam nos links a seguir algumas de nossas palestras disponíveis para download no Canal do SlideShare  e Videoaulas presentes no You Tube.


Surgical treatment of ACUTE PANCREATITIS


 Acute pancreatitis is more of a range of diseases than it is a single pathologic entity. Its clinical manifestations range from mild, perhaps even subclinical, symptoms to a life-threatening or life-ending process. The classification of acute pancreatitis and its forms are discussed in fuller detail by Sarr and colleagues elsewhere in this issue. For the purposes of this discussion, the focus is on the operative interventions for acute pancreatitis and its attendant disorders. The most important thing to consider when contemplating operative management for acute pancreatitis is that we do not operate as much for the acute inflammatory process as for the complications that may arise from inflammation of the pancreas. In brieSurgical treatment of acute pancreatitisf, the complications are related to: necrosis of the parenchyma, infection of the pancreas or surrounding tissue, failure of pancreatic juice to safely find its way to the lumen of the alimentary tract, erosion into vascular or other structures, and a persistent systemic inflammatory state. The operations may be divided into three major categories: those designed to ameliorate the emergent problems associated with the ongoing inflammatory state, those designed to ameliorate chronic sequelae of an inflammatory event, and those designed to prevent a subsequent episode of acute pancreatitis. This article provides a review of the above.


SURGICAL TREATMENT OF ACUTE PANCREATITIS

O TEMPLO DO CIRURGIÃO.

BLOCO CIRÚRGICO: O TEMPLO DO CIRURGIÃO.

BLOCO CIRÚRGICO: O TEMPLO DO CIRURGIÃO.


Templo (do latim templum, “local sagrado”) é uma estrutura arquitetônica dedicada ao serviço religioso. O termo também pode ser usado em sentido figurado. Neste sentido, é o reflexo do mundo divino, a habitação de Deus sobre a terra, o lugar da Presença Real. É o resumo do macrocosmo e também a imagem do microcosmo: ‘o corpo é o templo do Espírito Santo’ (I, Coríntios, 6, 19).

Dos locais especiais, O corpo humano (morada da alma), a Cavidade Peritoneal e o Bloco Cirúrgico, se bem analisados, são muito semelhantes e merecem atitudes e comportamentos respeitáveis. O Templo, em todos os credos, induz à meditação, absoluto silêncio tentando ouvir o Ser Supremo. A cavidade peritoneal | abdominal , espaço imaculado da homeostase, quando injuriada, reage gritando em dor, implorando uma precoce e efetiva ação terapêutica.

O Bloco Cirúrgico, abrigo momentâneo do indivíduo solitário, que mudo e quase morto de medo, recorre à prece implorando a troca do acidente, da complicação, da recorrência, da seqüela, da mutilação, da iatrogenia e do risco de óbito pela agressiva e controlada intervenção que lhe restaure a saúde, patrimônio magno de todo ser vivo.

O Bloco Cirúrgico clama por respeito ao paciente cirúrgico, antes mesmo de ser tomado por local banal, misturando condutas vulgares, atitudes menores, desvio de comportamento e propósitos secundários. Trabalhar no Bloco Cirúrgico significa buscar a perfeição técnica, revivendo os ensinamentos de William Stewart Halsted , precursor da arte de operar, dissecando para facilitar, pinçando e ligando um vaso sangüíneo, removendo tecido macerado, evitando corpos estranhos e reduzindo espaço vazio, numa síntese feita com a ansiedade e vontade da primeira e a necessidade e experiência da última.

Mas, se a cirurgia e o cirurgião vêm sofrendo grande evolução, técnica a primeira e científica o segundo, desde o início do século, a imagem que todo doente faz persiste numa simbiose entre mitos e verdades. A cirurgia significa enfrentar ambiente desconhecido chamado “sala de cirurgia” onde a fobia ganha espaço rumo ao infinito. O medo ainda prepondera em muitos.

A confiança neste momento além de um reconhecimento é um troféu que o cirurgião recebe dos pacientes e seus familiares. Tanto a CONFIANÇA quanto a SEGURANÇA  têm que ser preservadas a qualquer custo. Não podem correr o risco de serem corroídas por palavras e atitudes de qualquer membro da equipe cirúrgica. Não foi tarefa fácil transformar, para a população, o ato cirúrgico numa atividade científica, indispensável, útil e por demais segura. Da conquista da cirurgia, como excelente arma terapêutica para a manutenção de um alto padrão de qualidade técnica, resta a responsabilidade dos cirurgiões, os herdeiros do suor e sangue, que se iniciou com o trabalho desenvolvido por Billroth, Lister, Halsted, Moyniham, Kocher e uma legião de figuras humanas dignas do maior respeito, admiração e gratidão universal.

No ato operatório os pacientes SÃO TODOS SEMELHANTES EM SUAS DIFERENÇAS, desde a afecção, ao prognóstico, ao caráter da cirurgia e especialmente sua relação com o ato operatório.  Logo, o cirurgião tem por dever de ofício entrar no bloco cirúrgico com esperança e não deve sair com dúvida. Nosso trabalho é de equipe,  cada um contribui com uma parcela, maior ou menor, para a concretização do todo, do ato cirúrgico por completo, com muita dedicação, profissionalismo e sabedoria.  Toda tarefa, da limpeza do chão ao ato de operar, num crescendo, se faz em função de cada um e em benefício da maioria, o mais perfeito possível e de uma só vez, quase sempre sem oportunidade de repetição e previsão de término.

O trabalho do CIRURGIÃO é feito com carinho, muita dignidade, humildade e executado em função da alegria do resultado obtido aliado a dimensão ética do dever cumprido que transcende a sua existência. A vida do cirurgião se materializa no ato operatório e o bloco cirúrgico, palco do nosso trabalho não tolera e jamais permite atitudes menores, inferiores, ambas prejudiciais a todos os pacientes e a cada cirurgião. Como ambiente de trabalho de uma equipe diversificada, precisamos manter, a todo custo, o controle de qualidade, eficiência, eficácia e efetividade técnina associados aos mais altos valores ético, pois lidamos com o que há de mais precioso da criação divina na Terra: O SER HUMANO.

 

Tem presença de Deus, como já a tens. Ontem estive com um doente, um doente a quem quero com todo o meu coração de Pai, e compreendo o grande trabalho sacerdotal que os médicos levam a cabo. Mas não se ponham orgulhosos, porque todas as almas são sacerdotais. Devem pôr em prática esse sacerdócio! Ao lavares as mãos, ao vestires a bata, ao calçares as luvas, pensa em Deus, e pensa nesse sacerdócio real de que fala São Pedro, e então não se te meterá a rotina: farás bem aos corpos e às almasSão Josemaria Escriva

 

Bariatric Complications


Over the past decade, following the publication of several long-term outcome studies that showed a significant improvement in cardiovascular risk and mortality after bariatric surgery, the number of bariatric procedures being carried out annually in the UK has grown exponentially. Surgery remains the only way to produce significant, sustainable weight loss and resolution of comorbidities. Nevertheless, relatively few surgeons have developed an interest in this field. Most bariatric surgery is now performed in centres staffed by surgeons with a bariatric interest, usually as part of a multidisciplinary team.

The commonest weight loss procedures performed around the world at present are the gastric band, the gastric bypass and the sleeve gastrectomy. In very obese patients, an alternative operation is the duodenal switch, while the new ileal transposition procedure represents one of the few purely metabolic operations designed specifically for the treatment of type II diabetes. Older operations such as vertical banded gastroplasty and jejuno-ileal bypass are now obsolete, although patients who have undergone such procedures in the distant past may still present to hospital with complications. The main endoscopic option at present is insertion of a gastric balloon, with newer procedures like the endoscopic duodenojejunal barrier and gastric plication on the horizon. Implantable neuroregulatory devices (gastric ‘pacemakers’) represent a new direction for surgical weight control by harnessing neural feedback signals to help control eating.

It should be within the capability of any abdominal surgeon to manage the general complications of bariatric surgery, which include pulmonary atelectasis/pneumonia, intra-abdominal bleeding, anastomotic or staple-line leak with or without abscess formation, deep vein thrombosis (DVT)/pulmonary embolus and superficial wound infections. Patients may be expected to present with malaise, pallor, features of sepsis or obvious wound problems. However, clinical features may be difficult to recognise owing to body habitus. Abdominal distension, tenderness and guarding may be impossible to determine clinically due to the patient’s obesity. Pallor is non-specific. Fever and leucocytosis may be absent. Wound collections may be very deep. These complications in a bariatric patient should be actively sought with appropriate investigations. In particular, it is vital for life-threatening complications such as bleeding, sepsis and bowel obstruction to be recognised promptly and treated appropriately. A persistent tachycardia may be the only sign heralding significant complications and should always be taken seriously. It is useful to classify complications as ‘early’, ‘medium’ and ‘late’ because, from the receiving clinician’s point of view, the differential diagnosis will differ accordingly.

Complications of bariatric surgery presenting to the GENERAL SURGEON

A “PROFISSÃO” CIRÚRGICA

Reassuring Worried Mother“A arte de curar vem do coração e da mente mais do que das mãos.” – Hipócrates

Na complexa tapeçaria da sociedade moderna, as profissões desempenham papéis fundamentais na organização dos serviços necessários ao bem-estar coletivo. Definida pelo American College of Surgeons, uma profissão é um campo onde a maestria de um corpo complexo de conhecimento e habilidades é essencial. É uma vocação em que o conhecimento científico ou a prática de uma arte, fundamentada nesse conhecimento, é empregada em benefício dos outros. O compromisso com a competência, a integridade e a moralidade forma a base de um contrato social entre a profissão e a sociedade, que concede à profissão um monopólio sobre o uso de seu conhecimento, considerável autonomia na prática e o privilégio da auto-regulação. Em troca, a profissão deve prestar contas a quem serve e à sociedade como um todo.

Os Elementos Essenciais da Profissão

No cerne de toda profissão estão quatro elementos fundamentais:

  1. Monopólio do Conhecimento Especializado: Profissionais detêm o direito exclusivo de utilizar conhecimentos e habilidades especializados, o que lhes confere uma posição única na sociedade.
  2. Autonomia e Auto-Regulação: Em troca deste monopólio, profissionais desfrutam de uma relativa autonomia na prática e são responsáveis pela sua própria regulação.
  3. Serviço Altruísta: A profissão deve servir tanto indivíduos quanto a sociedade de forma altruísta, colocando o bem-estar do paciente acima de outros interesses.
  4. Responsabilidade pela Manutenção e Expansão do Conhecimento: Profissionais são responsáveis por atualizar e expandir continuamente seu conhecimento e habilidades.

O Que é Profissionalismo?

Profissionalismo descreve as qualidades cognitivas, morais e colegiais de um profissional. É o conjunto de razões pelas quais um pai se orgulha de dizer que seu filho é um médico e cirurgião. Profissionalismo é mais do que apenas conhecimento técnico; é uma combinação de ética, respeito e dedicação ao ofício e ao paciente.

Por Que Precisamos de um Código de Conduta Profissional?

A confiança é o alicerce da prática cirúrgica. O Código de Conduta Profissional esclarece a relação entre a profissão cirúrgica e a sociedade que serve, frequentemente referido como contrato social. Para os pacientes, o código cristaliza o compromisso da comunidade cirúrgica em relação aos indivíduos e suas comunidades. A confiança é construída, tijolo por tijolo.

O Código de Conduta Profissional

O Código de Conduta Profissional aplica os princípios gerais do profissionalismo à prática cirúrgica e serve como a fundação sobre a qual os privilégios profissionais e a confiança dos pacientes e do público são conquistados. Durante o cuidado pré-operatório, intraoperatório e pós-operatório, os cirurgiões têm a responsabilidade de:

  1. Advogar Eficazmente pelos interesses dos pacientes.
  2. Divulgar Opções Terapêuticas incluindo seus riscos e benefícios.
  3. Divulgar e Resolver Conflitos de Interesse que possam influenciar as decisões de cuidado.
  4. Ser Sensível e Respeitoso com os pacientes, compreendendo sua vulnerabilidade durante o período perioperatório.
  5. Divulgar Completamente Eventos Adversos e Erros Médicos.
  6. Reconhecer Necessidades Psicológicas, Sociais, Culturais e Espirituais dos pacientes.
  7. Incorporar Cuidados Especiais para Pacientes Terminais.
  8. Reconhecer e Apoiar as Necessidades das Famílias dos Pacientes.
  9. Respeitar o Conhecimento, Dignidade e Perspectiva de outros profissionais de saúde.

A Necessidade do Código de Profissionalismo para Cirurgiões

Procedimentos cirúrgicos são experiências extremas que impactam os pacientes fisiológica, psicológica e socialmente. Quando os pacientes se submetem a uma experiência cirúrgica, devem confiar que o cirurgião colocará seu bem-estar acima de todas as outras considerações. O código escrito ajuda a reforçar esses valores, garantindo que a confiança e o compromisso sejam mantidos.

Princípios Fundamentais do Código de Conduta Profissional

  1. Primazia do Bem-Estar do Paciente: Os interesses do paciente sempre devem vir em primeiro lugar. O altruísmo é central para esse conceito, e é o altruísmo do cirurgião que fomenta a confiança na relação médico-paciente.
  2. Autonomia do Paciente: Pacientes devem entender e tomar suas próprias decisões informadas sobre o tratamento. Os médicos devem ser honestos para que os pacientes façam escolhas educadas, garantindo que essas decisões estejam alinhadas com práticas éticas.
  3. Justiça Social: Como médicos, devemos advogar pelos pacientes individuais enquanto promovemos a saúde do sistema de saúde como um todo. Precisamos equilibrar as necessidades dos pacientes (autonomia) sem desviar recursos escassos que beneficiariam a sociedade (justiça social).

“Não há maior coisa a ser conquistada do que a confiança dos pacientes e da sociedade, pois ela é a base sobre a qual construímos nossas práticas e nossa profissão.” – William Osler

Tratamento Cirúrgico da Hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas | Hipertensão Porta

HIPERTENSÃO PORTAL


O sistema portal é uma rede venosa de baixa pressão, com níveis fisiológicos <5 mmHg. Desta forma, o termo hipertensão portal (HP) designa uma síndrome clínica caracterizada pelo aumento mantido na pressão venosa em níveis acima dos fisiológicos. Ela é considerada clinicamente significante quando acima de 10 mmHg; neste nível existe o risco de surgimento de varizes esofagogástricas (VEG). Por sua vez, valores acima de 12 mmHg cursam com risco de rompimento dessas varizes, sua principal complicação.

ARTIGO DE REVISÃO – HIPERTENSÃO PORTAL

O aumento do fluxo como fator preponderante inicial da HP é raro e representado por fístulas arterioportais congênitas, traumáticas ou neoplásicas. O aumento da resistência é a condição fisiopatológica inicial mais comum e pode ser classificada de acordo com o local de obstrução ao fluxo em: pré-hepática, intra-hepática e pós-hepática. A HP intra-hepática responde pela grande maioria dos casos e pode ser subdividida de acordo com o local de acometimento estrutural no parênquima hepático em: pré-sinusoidal (ex: esquistossomose hepatoesplênica – EHE), sinusoidal (ex: cirrose hepática) e pós-sinusoidal (ex: doença venoclusiva). Em nosso meio, a maioria dos casos é decorrente da EHE e das hepatopatias crônicas complicadas com cirrose.

O tratamento da HP depende da causa subjacente, da condição clínica e do momento em que é realizado. Pacientes com função hepática comprometida têm abordagem diversa daqueles com ela preservada, como os portadores de EHE. Além disso, o tratamento pode ser emergencial (durante episódio agudo de hemorragia) ou eletivo, como profilaxia pré-primária, primária ou secundária. Por essa diversidade de situações clínicas, não existe modalidade única de tratamento.

O objetivo da aula abaixo foi avaliar os avanços e as estratégias atuais empregadas no tratamento emergencial e eletivo da hemorragia digestiva varicosa em pacientes cirróticos e esquistossomóticos.

AULA: TRATAMENTO CIRÚRGICO DA HIPERTENSÃO PORTAL

FERIDA PÓS-OPERATÓRIA

A avaliação e os cuidados de feridas pós-operatórias deve ser do domínio de todos os profissionais que atuam na clínica cirúrgica. O conhecimento a cerca dos processos relacionados a cicatrização tecidual é importante tanto nos cuidados como na prevenção de complicações, tais como: infecções e deiscência. Como tal, todos os profissionais médicos, sendo eles cirurgiões ou de outras especialidades, que participam do manejo clínico dos pacientes no período perioperatório devem apreciar a fisiologia da cicatrização de feridas e os princípios de tratamento de feridas pós-operatório. O objetivo deste artigo é atualizar os profissionais médicos de outras especialidades sobre os aspectos importantes do tratamento de feridas pós-operatório através de uma revisão da fisiologia da cicatrização de feridas, os métodos de limpeza e curativo, bem como um guia sobre complicações de feridas pós-operatórias mais prevalentes e como devem ser manejados nesta situação.

MANEJO CLÍNICO DA FERIDA OPERATÓRIA

Causas de conversão da VIDEOCOLECISTECTOMIA

Visão Crítica de Segurança

Atualmente, a colecistectomia laparoscópica é a abordagem preferida para o tratamento da litíase biliar, representando cerca de 90% dos procedimentos realizados, uma marca alcançada nos Estados Unidos em 1992. A popularidade dessa técnica se deve a suas vantagens evidentes: menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida, redução dos dias de trabalho perdidos e menor tempo de hospitalização. Apesar de ser considerada o padrão-ouro na cirurgia biliar, a colecistectomia laparoscópica não está isenta de desafios. Entre 2% e 15% dos casos podem exigir a conversão para cirurgia convencional. Os motivos mais comuns para essa conversão incluem dificuldades na identificação da anatomia, suspeita de lesão da árvore biliar e controle de sangramentos. Identificar os fatores que contribuem para uma maior taxa de conversão é essencial para a equipe cirúrgica. Isso não apenas permite uma avaliação mais precisa da complexidade do procedimento, mas também ajuda na preparação do paciente para possíveis riscos e na mobilização de cirurgiões mais experientes quando necessário. Em um cenário onde a precisão e a segurança são cruciais, a compreensão dos desafios e a preparação adequada podem fazer toda a diferença no resultado da cirurgia.

Relacionados ao Paciente: 1. Obesidade (IMC > 35), 2. Sexo Masculino, 3. Idade > 65 anos, 4. Diabetes Mellitus e 5. ASA > 2.

Relacionadas a Doença: 1. Colecistite Aguda, 2. Líquido Pericolecístico, 3. Pós – CPRE, 4. Síndrome de Mirizzi e 5. Edema da parede da vesícula > 5 mm.

Relacionadas a Cirurgia: 1. Hemorragia, 2. Aderências firmes, 3. Anatomia obscura, 4. Fístulas internas e 5. Cirurgia abdominal prévia.

POST-HEPATECTOMY ADVERSE EVENTS

HEPATECTOMY_OZIMOGAMA

Hepatectomia Esquerda – Metástase CR


Hepatic resection had an impressive growth over time. It has been widely performed for the treatment of various liver diseases, such as malignant tumors, benign tumors, calculi in the intrahepatic ducts, hydatid disease, and abscesses. Management of hepatic resection is challenging. Despite technical advances and high experience of liver resection of specialized centers, it is still burdened by relatively high rates of postoperative morbidity and mortality. Especially, complex resections are being increasingly performed in high risk and older patient population. Operation on the liver is especially challenging because of its unique anatomic architecture and because of its vital functions. Common post-hepatectomy complications include venous catheter-related infection, pleural effusion, incisional infection, pulmonary atelectasis or infection, ascites, subphrenic infection, urinary tract infection, intraperitoneal hemorrhage, gastrointestinal tract bleeding, biliary tract hemorrhage, coagulation disorders, bile leakage, and liver failure. These problems are closely related to surgical manipulations, anesthesia, preoperative evaluation and preparation, and postoperative observation and management. The safety profile of hepatectomy probably can be improved if the surgeons and medical staff involved have comprehensive knowledge of the expected complications and expertise in their management.

Classroom: Hepatic Resections

The era of hepatic surgery began with a left lateral hepatic lobectomy performed successfully by Langenbuch in Germany in 1887. Since then, hepatectomy has been widely performed for the treatment of various liver diseases, such as malignant tumors, benign tumors, calculi in the intrahepatic ducts, hydatid disease, and abscesses. Operation on the liver is especially challenging because of its unique anatomic architecture and because of its vital functions. Despite technical advances and high experience of liver resection of specialized centers, it is still burdened by relatively high rates of postoperative morbidity (4.09%-47.7%) and mortality (0.24%-9.7%). This review article focuses on the major postoperative issues after hepatic resection and presents the current management.

REVIEW_ARTICLE_HEPATECTOMY_COMPLICATIONS

PANCREATIC PSEUDOCYST

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Pancreatic Pseudocyst

Classroom: Principles of Pancreatic Surgery

The pancreatic pseudocyst is a collection of pancreatic secretions contained within a fibrous sac comprised of chronic inflammatory cells and fibroblasts in and adjacent to the pancreas contained by  surrounding structures. Why a fibrous sac filled with pancreatic fluid is the source of so much interest, speculation, and emotion amongst surgeons and gastroenterologists is indeed hard to understand. Do we debate so vigorously about bilomas, urinomas, or other abdominal collections of visceral secretions? Perhaps it is because the pancreatic pseudocyst represents a sleeping tiger, which though frequently harmless, still can rise up unexpectedly and attack with its enzymatic claws into adjacent visceral and vascular structures and cause lifethreatening complications. Another part of the debate and puzzlement about pancreatic pseudocysts is related to confusion about pancreatic pseudocyst definition and nomenclature. The Atlanta classification, developed in 1992, was a pioneering effort in describing and defining morphologic entities in acute pancreatitis. Since then, a working group has been revising this system to incorporate more modern experience into the terminology. In the latest version of this system, pancreatitis is divided into acute interstitial edematous pancreatitis (IEP) and necrotizing pancreatitis (NP), based on the presence of pancreatic tissue necrosis. The fluid collections associated with these two “types” of pancreatitis are also differentiated. Early (<4 weeks into the disease course) peripancreatic fluid collections in IEP are referred to as acute peripancreatic fluid collections (APFC), whereas in NP, they are referred to as postnecrotic peripancreatic fluid collections (PNPFC). Late (>4 weeks) fluid collections in IEP are called pancreatic pseudocysts, and in NP, they are called walled-off pancreatic necrosis (WOPN). 

THE CURRENT MANAGEMENT OF PANCREATIC PSEUDOCYST

Review of POSTGASTRECTOMY SYNDROMES

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The first postgastrectomy syndrome was noted not long after the first gastrectomy was performed: Billroth reported a case of epigastric pain associated with bilious vomiting as a sequel of gastric surgery in 1885. Several classic treatises exist on the subject; we cannot improve on them and merely provide a few references for the interested reader. Surgical procedures on the stomach, performed for reasons such as peptic ulcer disease, cancer, obesity, or gastroesophageal reflux disease, can result in various post-gastrectomy syndromes. These syndromes include chronic symptoms that range from mild discomfort to life-altering conditions. This guide covers the most common syndromes and their characteristics.

GASTRECTOMY VIDEO SURGERY

Dumping Syndrome

Dumping Syndrome is characterized by gastrointestinal and vasomotor symptoms that occur after food intake due to rapid gastric emptying. This syndrome can occur after surgeries that alter the regulation of gastric emptying or gastric compliance, such as gastrectomy, proximal vagotomy, sleeve gastrectomy, fundoplication, pyloroplasty, and gastrojejunostomy (GJ). Depending on the speed of emptying and the osmolarity of gastric contents, symptoms can vary.

  • Early Dumping: Occurs within 30 minutes after food intake and is characterized by palpitations, tachycardia, fatigue, a need to lie down after meals, flushing or pallor, sweating, dizziness, hypotension, headache, and possibly syncope. Abdominal symptoms include early satiety, epigastric fullness, abdominal pain, bloating, hypermotility, and splenic blood pooling.
  • Late Dumping: Appears 1 to 3 hours after eating, due to reactive hypoglycemia caused by an initially high glucose load leading to an inappropriately high insulin response. Symptoms include sweating, faintness, difficulty concentrating, and altered levels of consciousness.

Diagnosis is confirmed through an oral glucose tolerance test or a gastric emptying scintigraphy study.

Post-Vagotomy Diarrhea

Post-vagotomy diarrhea is a common complication after vagotomy, characterized by frequent episodes of watery diarrhea. It can be attributed to changes in intestinal motility and bile secretion.

Gastric Stasis

Gastric stasis or delayed gastric emptying can occur due to disruption of normal gastric motility. Symptoms include nausea, vomiting, and a feeling of fullness. Diagnosis is confirmed through gastric emptying studies.

Bile Reflux Gastritis

Bile reflux gastritis is caused by the reflux of bile into the stomach, resulting in epigastric pain and bilious vomiting. Diagnosis can be confirmed through upper endoscopy and gastric pH monitoring.

Afferent and Efferent Loop Syndromes

Afferent loop syndrome occurs after Billroth II reconstruction and is characterized by abdominal pain, bilious vomiting, and distention. Efferent loop syndrome occurs when there is an obstruction of the efferent loop, leading to similar symptoms.

Roux Syndrome

Roux syndrome is a complication of Roux-en-Y procedures, characterized by postprandial abdominal pain and vomiting. Diagnosis is made through a contrast gastrointestinal transit study.

Therapeutic Approach

Management of post-gastrectomy syndromes includes dietary modifications, such as eating small frequent meals, separating liquids and solids, increasing protein and fat intake, and reducing simple sugars. In some cases, additional pharmacological or surgical interventions may be necessary. Understanding these syndromes and their therapeutic approaches is crucial to providing effective care and improving the quality of life for post-gastrectomy patients. 

This article focuses on the small proportion of patients with severe, debilitating symptoms; these symptoms can challenge the acumen of the surgeon who is providing the patient’s long-term follow-up and care.

POSTGASTRECTOMY_SYNDROMES_REVIEW_ARTICLE

Complications of HEMORROIDH SURGERY

Hemorroidectomia_DrOzimoGama

Symptomatic hemorrhoids require a number of therapeutic interventions each of which has its own complications. Office-based therapy such as rubber band ligation carries the risk of pain and bleeding, which are self-limited, but also carries the risk of rare complications such as sepsis, which may be life threatening. Operative treatment of hemorrhoids includes conventional hemorrhoidectomy, stapled hemorrhoidectomy, and the use of energy devices. Complications of pain and bleeding are common but self-limited. Late complications such as stenosis and fecal incontinence are rare. Recurrent disease is related to the initial grade and therapeutic approach. Treatment of recurrent hemorrhoids should be individualized based on previous treatments and the grade of disease. Anesthetic complications, especially urinary retention, are common and related to the anesthetic technique. Practitioners should council their patients as to the risks of the various approaches to treating symptomatic hemorrhoids.

HEMORRHOID SURGERY COMPLICATIONS_REVIEW

Laparoscopic Surgery for Morbid Obesity

The morbid obesity epidemic continues to spread throughout industrialized nations. It is a condition with a heterogeneous etiology, including genetic, psychosocial, and environmental factors. Prevention methods have currently been unable to halt the further spread of this disease. Obesity has been linked to increased healthcare costs, common physiologic derangements, reduced quality of life, and increased overall mortality. More than one third of adults and almost 17% of children in the United States are obese.

Medical therapy that can cause sustained significant weight loss may be years away. Bariatric surgery, when combined with a multidisciplinary team, continues to be the only proven method to achieve sustained weight loss in most patients. Bariatric procedures modify gastrointestinal anatomy and, in some cases, enteric hormone release to reduce caloric intake, reduce absorption, and alter metabolism to achieve weight loss. Currently, the three most common bariatric operations in the United States are Roux-en-Y gastric bypass, adjustable gastric band, and the vertical sleeve gastrectomy.

LAPAROSCOPIC SURGERY FOR MORBID OBESITY

PRINCIPLES OF OSTOMY MANAGEMENT

The creation of a stoma is a technical exercise. Like most undertakings, if done correctly, the stoma will usually function well with minimal complications for the remainder of the ostomate’s life. Conversely, if created poorly, stoma complications are common and can lead to years of misery. Intestinal stomas are in fact enterocutaneous anastomoses and all the principles that apply to creation of any anastomosis (i.e., using healthy intestine, avoiding ischemia and undue tension) are important in stoma creation.

PRINCIPLES OF OSTOMY MANAGEMENT

PREVENTION COMPLICATIONS OF COLON SURGERY

COMPLICATIONS OF COLON SURGERY_REVIEW ARTICLE


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Colon surgery represents a high number of patients treated at a department of gastrointestinal surgery and is not limited to colon cancer. It includes other non-neoplastic pathologies such as inflammatory bowel disease, diverticular disease or colonic volvulus. As with any major procedure, colon surgery patients may present serious or even fatal complications. The incidence of postoperative complications from colon surgery has been estimated at between 10% and 30% according to selected series. Preventive measures against surgical complications include selection of an appropriate procedure for the patient as well as good preoperative care, appropriate surgical technique and good postoperative management. When diagnosis has been established, risks for patient should be assessed according to patient’s health conditions and type of surgery accomplished. When the patient meets the surgical requirements, an appropriate course of preoperative care should be carried out including colon wash  antibiotics and antithrombotic prophylaxis. Postoperative period will be equivalent to any major abdominal surgery. Typically, it was considered appropriate to wait a few days before initiating feeding in order to protect anastomosis; however, some authors agree that an early oral diet hours after intervention is not associated with a higher risk of anastomotic dehiscence and other complications.


Sleeve Gastrectomy: Complications and Management

SLEEVE GASTRECTOMY COMPLICATIONS_REVIEW ARTICLE


Obesity is a common disease affecting adults and children. The incidence of obesity in worldwide is increasing. Laparoscopic sleeve gastrectomy (LSG) is a relatively new and effective procedure for weight loss. Owing to an increase in the number of bariatric surgical procedures, general surgeons should have an understanding of the complications associated with LSG and an approach for dealing with them. Early postoperative complications following LSG that need to be identified urgently include bleeding, staple line leak and development of an abscess. Delayed complications include strictures, nutritional deficiencies and gastresophageal reflux disease. We discuss the principles involved in the management of each complication.

EARLY COMPLICATIONS IN BARIATRIC SURGERY

REVIEW ARTICLE_BARIATRIC SURGERY COMPLICATIONS


ImagemThe risk of complications and mortality in bariatric surgery is associated with certain factors that are common to other patients and procedures, including age above 65 years, the presence of associated diseases (cardiovascular and pulmonary disease, chronic renal failure, liver cirrhosis, etc.), prior abdominal surgery, and the experience of the surgeon and the institution, especially concerning the ability to make an early diagnosis and address complications. The surgical complications observed in the early postoperative period following surgeries performed to treat severe obesity are similar to those associated with other major surgeries of the gastrointestinal tract. However, given the more frequent occurrence of medical comorbidities (such as diabetes, arterial hypertension, and sleep apnea), as well as the difficulty in making an early diagnosis of the complications (due to limitations of the clinical abdominal workup and imaging methods, such as ultrasonography and computed tomography, particularly in highly obese patients with body mass indices >50 kg/m²), these patients require special attention in the early post operative follow-up. Pulmonary thromboembolism, a complication associated with bariatric surgery, also requires greater attention from the medical team given the high mortality rate associated with this condition. Early diagnosis and appropriate treatment of these complications are directly associated with a greater probability of control.

Ebook: Princípios da Cirurgia Hepatobiliar

Captura de tela 2016-11-09 20.48.47

Cirurgia Hepatobiliar


Considera-se que a cirurgia hepática começou após o advento da anestesia e da anti-sepsia. No entanto, muito antes disso, diversos autores já relatavam suas experiências com ressecções do fígado. As primeiras descrições de “cirurgias hepáticas” consistiam no relato de avulsões parciais ou totais de porções do fígado após lesões traumáticas do abdome. O relato de Elliot (1897) exemplifica muito dos temores dos cirurgiões da época: “O fígado (…) é tão friável, tão cheio de vasos e tão evidentemente impossível de ser suturado que parece ser improvável o manejo bem sucedido de grandes lesões de seu parênquima”.


CIRURGIA HEPATOBILIAR_ASPECTOS BÁSICOS

Lymph Node Dissection in Gastric Adenocarcinoma

LINFATICOS GASTRICOS

Extent of lymph node dissection has been an area of controversy in gastric adenocarcinoma for many years. Some surgeons believe that cancer metastasizes through a stepwise progression, and an extensive lymphadenectomy is necessary to improve survival and/or cure the patient. Other physicians argue that extensive ly-mphadenectomies only add pe-rioperative morbidity and mor-tality and do not improve survival. Asian countries have been performing extended lymphadenectomies routinely for many years with promising survival data, although Western countries have not been able to reproduce those results. Much of the controversy surrounding lymphadenectomies started in the 1980s when Japanese studies reported superior survival rates matched stage for stage, compared to the United States. This was theorized to be secondary to the more extensive lymphadenectomy performed in Japan compared to the United States

Resultado de imagem para gastric cancer linfadenectomy d2

A United Kingdom study randomized 400 patients to either a D1 or a D2 lymph node dissection. Those patients with tumors in the upper or middle third of the stomach underwent a distal pancreaticosplenectomy to obtain retropancreatic and splenic hilar nodes. While the 5-year survival rates were not statistically significant between the two groups, on multivariate analyses it was noted that those patients in the D2 group that did not undergo the distal pancreaticosplenectomy had an increased survival compared with the D1 group. A trial in the Netherlands randomized 380 gastric cancer patients to a D1 lymphadenectomy and 331 patients to a D2 lymphadenectomy. Similar to the United Kingdom study, there was not a significant difference in survival between the two groups, even when followed out to 11 years. There was a significant increase in postoperative complications in the D2 group compared with the D1 group (43 % vs. 25 %, respectively) as well as mortality (10 % vs. 4 %, respectively).

The data from these two studies suggest that a pancreaticosplenectomy performed to harvest lymph nodes seems to only add morbidity and mortality while not improving survival. One concern raised about the prior two studies was the variation in surgical technique and lack of standardization of surgeon experience. A Taiwanese study accounted for this by performing the study at a single institution with three surgeons, each of whom had completed at least 25 D3 lymph node dissections prior to the study. Patients with gastric cancer were randomized to a D1 lymph node dissection (defined as resection of perigastric lymph nodes along the lesser and greater curves of the stomach) or a D3 lymph node dissection (defined as resection of additional lymph nodes surrounding the splenic, common hepatic, left gastric arteries, nodes in the hepatoduodenal ligament, and retropancreatic lymph nodes). There was an overall 5-year survival benefit with the D3 group of 60 % compared with the D1 group of 54 %. A Japanese study evaluated a more aggressive lymph node dissection and randomized patients to a D2 dissection or a para-aortic lymph node dissection (PAND). There was no significant difference in 5-year survival between the two groups with a trend toward an increase in complications in the PAND group. Multiple studies have shown that the number of positive lymph nodes is a significant predictor of survival. Current AJCC guidelines stipulate that at least 15 lymph nodes are needed for pathologic examination to obtain adequate staging.

Laparoscopic techniques have become an integral part of surgical practice over the past several decades. For gastric cancer, multiple retrospective studies have reported the advantages of laparoscopic gastrectomy (LG) over open gastrectomy (OG). A recent meta-analysis of 15 nonrandomized comparative studies has also shown that although LG had a longer operative time than OG, it was associated with lower intraoperative blood loss, overall complication rate, fewer wound-related complications, quicker recovery of gastrointestinal motility with shorter time to first flatus and oral intake, and shorter hospital stayA randomized prospective trial comparing laparoscopic assisted with open subtotal gastrectomy reported that LG had a significantly lower blood loss (229 ± 144 ml versus 391 ± 136 ml; P< 0.001), shorter time to resumption of oral intake (5.1 ± 0.5 days versus 7.4 ± 2 days; P< 0.001), and earlier discharge from hospital (10.3 ± 3.6 days versus 14.5 ± 4.6 days; P< 0.001). 

 

Colonoscopia : Quais as principais complicações?


Colonoscopy is a commonly performed procedure for the diagnosis and treatment of a wide range of conditions and symptoms and for the screening and surveillance of colorectal neoplasia. Although up to 33% of patients report at least one minor, transient GI symptom after colonoscopy, serious complications are uncommon. In a 2008 systematic review of 12 studies totaling 57,742 colonoscopies performed for average risk screening, the pooled overall serious adverse event rate was 2.8 per 1000 procedures. The risk of some complications may be higher if the colonoscopy is performed for an indication other than screening. The colorectal cancer miss rate of colonoscopy has been reported to be as high as 6% and the miss rate for adenomas larger than 1 cm is 12% to 17%. Although missed lesions are considered a poor outcome of colonoscopy, they are not a complication of the procedure per se and will not be discussed further in this document. Over 85% of the serious colonoscopy complications are reported in patients undergoing colonoscopy with polypectomy. An analysis of Canadian administrative data, including over 97,000 colonoscopies, found that polypectomy was associated with a 7-fold increase in the risk of bleeding or perforation. However, complication data are often not stratified by whether or not polypectomy was performed. Therefore, complications of polypectomy are discussed with those of diagnostic colonoscopy. A discussion of the diagnosis and management of all complications of colonoscopy is beyond the scope of this document, although general principles are reviewed.


COLONOSCOPIA E SUAS COMPLICAÇÕES_ARTIGO DE REVISÃO

Laparoscopic Colorectal Surgery


With the introduction of laparoscopic colectomy nearly 20 years ago, a relatively slow adoption of laparoscopic colorectal surgery into surgical practice has taken place. It is estimated that 10% to 25% of all colorectal resections are performed utilizing laparoscopy. The persistent steep learning curve, the lack of high-volume colorectal surgery by general surgeons (who perform the bulk of colonic resection in the United States), and the modest advantages reported are but a few of the reasons that the percentage of laparoscopic colorectal procedures has not dramatically risen. With the publication of several large, prospective randomized trials for colon cancer, along with the interest in single-port surgery and natural orifice surgery, there appears to be a renewed interest in minimally invasive procedures for the colon and rectum. This chapter will provide an overview of these issues and offer a current assessment of the common diseases to which minimally invasive techniques have been applied.

Learning Curve

Numerous previous studies have evaluated the learning curve involved in laparoscopic colectomy. It is estimated by conventional laparoscopic techniques that the learning curve for laparoscopic colectomy is at least 20 cases but more likely 50 cases. The need to work in multiple quadrants of the abdomen, the need for a skilled laparoscopic assistant, and the lack of yearly volume has kept the learning curve relatively steep. The surgeon may also need to work in reverse angles to the camera. All of these combined add to the complexity of the procedure and result in the need to perform a number of cases before the surgeon and surgical team become proficient. More recent publications have suggested the learning curve is more than 20 cases. In a prospective randomized study of colorectal cancer in the United Kingdom, the CLASICC trial, surgeons had to perform at least 20 laparoscopic resections before they were allowed to enter the study. The study began in July 1996 and was completed in July 2002. Despite the surgeons’ prior experience, the rate of conversion dropped from 38% to 16% over the course of the study, suggesting that a minimum of 20 cases may not be enough to overcome the learning curve. In the COLOR trial from Europe, another prospective randomized study for colon cancer that required a prerequisite experience in laparoscopic colon resection before surgeons could enter patients in the study, surgeon and hospital volume were directly related to a number of operative and postoperative outcomes. The median operative time for high-volume hospitals (>10 cases/year) was 188 minutes, compared to 241 minutes for low-volume hospitals (<5 cases/year); likewise, conversion rates were 9% versus 24% for the two groups. High-volume groups also had more lymph nodes in the resected specimens, fewer complications, and shortened hospital stays. These two relatively recent multicenter studies suggest that the learning curve is clearly greater than 20 cases and that surgeons need to perform a minimum yearly number of procedures to maintain their skills.

Outcomes

There may not be another area in recent surgical history that has been more heavily scrutinized than laparoscopic colorectal surgery. The plethora of accumulated data allows a careful assessment of all outcome measures for nearly every colorectal disease and procedure. In comparison to conventional colorectal surgery, the benefits of laparoscopy for colorectal procedures compared to open techniques include a reduction in postoperative ileus, postoperative pain, and a concomitant reduction in the need for analgesics; an earlier tolerance of diet; a shortened hospital stay; a quicker resumption of normal activities; improved cosmesis; and possibly preservation of immune function. This is offset by a prolongation in operative time, the cost of laparoscopic equipment, and the learning curve for these technically challenging procedures. When reporting the outcomes of laparoscopic colectomy, a natural selection bias applies when comparing conventional and laparoscopic cases. The most complex cases are generally not suitable for a laparoscopic approach and therefore are performed via an open approach. Also, in many series the results of the successfully completed laparoscopic cases are compared to conventional cases, and the cases converted from a laparoscopic to a conventional procedure may be analyzed separately. Few studies, with the exception of the larger prospective randomized studies, leave the converted cases in the laparoscopic group as part of the “intention to treat” laparoscopic group. This clearly introduces selection bias.

Although the results of prospective randomized trials are available for almost every disease process requiring colorectal resection, the majority of studies of laparoscopic colectomy are retrospective case-control series or noncomparative reports. The conclusions regarding patient outcomes must therefore come from the repetitiveness of the results rather than the superiority of the study design. For any one study, the evidence may be weak; but collectively, because of the reproducibility of results by a large number of institutions, even with different operative techniques and postoperative management parameters, the preponderance of evidence favors a minimally invasive approach with respect to postoperative outcomes.

 Operative Time

Nearly all the comparative studies provide information regarding operative times. The definition of the operative time may vary with each series, and there may be different groups of surgeons performing the laparoscopic and conventional procedures. With the exception of a few reports, nearly all studies demonstrated a prolonged operative time associated with laparoscopic procedures. In prospective randomized trials, the procedure was roughly 40 to 60 minutes longer in the laparoscopic groups. As the surgeon and team gain experience with laparoscopic colectomy, the operating times do reliably fall, but rarely do they return to the comparable time for a conventional approach.

 Return of Bowel Activity and Resumption of Diet

Reduction in postoperative ileus is one of the proposed major advantages of minimally invasive surgery. Nearly all of the retrospective and prospective studies comparing open and laparoscopic colectomy have shown a statistically significant reduction in the time to passage of flatus and stool. Most series demonstrate a 1- to 2-day advantage for the laparoscopic group. Whether the reduction of ileus relates to less bowel manipulation or less intestinal exposure to air during minimally invasive surgery remains unknown. With the reduction in postoperative ileus, the tolerance by the patient of both liquids and solid foods is quicker following laparoscopic resection. The time to resumption of diet varies from 2 days to 7 days, but in the majority of comparative studies, this is still 1 to 2 days sooner than in patients undergoing conventional surgery. Again, the physician and patient were not blinded in nearly all studies, which may have altered patient expectations. However, the overwhelming reproducible data reported in both retrospective and prospective studies of laparoscopic procedures does likely favor a reduction of postoperative ileus and tolerance of liquid and solid diets.

 Postoperative Pain

To measure postoperative pain, a variety of assessments have been performed to demonstrate a significant reduction in pain following minimally invasive surgery; some studies utilize an analog pain scale, and others measure narcotic requirements. Physician bias and psychologic conditioning of patients may interfere with the evaluation of postoperative pain. There are also cultural variations in the response to pain. Three of the early prospective randomized trials have evaluated pain postoperatively, and all three have found a reduction in narcotic requirements in patients undergoing laparoscopic colectomy. In the COST study, the need both for intravenous and oral analgesics was less in patients undergoing successfully completed laparoscopic resections. Numerous other nonrandomized studies have shown a reduction in postoperative pain and narcotic usage.

 Length of Stay

The quicker resolution of ileus, earlier resumption of diet, and reduced postoperative pain has resulted in a shortened length of stay for patients after laparoscopic resection when compared to traditional procedures. Recovery after conventional surgery has also been shortened, but in the absence of minimally invasive techniques, it would seem unlikely that the length of stay could be further reduced. In nearly all comparative studies, the length of hospitalization was 1 to 6 days less for the laparoscopic group. Although psychological conditioning of the patient cannot be helped and likely has a desirable effect, the benefits of minimally invasive procedures on the overall length of stay cannot be discounted. The benefit, however, is more likely a 1 to 2 day advantage only. The more recent introduction of clinical pathways, both in conventional and laparoscopic surgery, has also narrowed the gap but appears to be more reliable in patients undergoing a minimally invasive approach.

 Hospital Costs

One of the disadvantages of laparoscopy is the higher cost related to longer operative times and increased expenditures in disposable equipment. Whether the total cost of the hospitalization (operative and hospital costs) is higher following laparoscopic colectomy is debatable. A case-control study from the Mayo Clinic looked at total costs following laparoscopic and open ileocolic resection for Crohn’s disease (CD). In this study, 66 patients underwent laparoscopic or conventional ileocolic resection and were well matched. Patients in the laparoscopic group had less postoperative pain, tolerated a regular diet 1 to 2 days sooner, and had a shorter length of stay (4 vs. 7 days). In the cost analysis, despite higher operative costs, the overall mean cost was $3273 less in the laparoscopic group. The procedures were performed by different groups of surgeons at the institution, and although the surgeons may have introduced biases, this study was undertaken during the current era of cost containment, in which all physicians are encouraged to reduce hospital stays. The results are similar for elective sigmoid diverticular resection with a mean cost savings of $700 to $800. Clearly, if operative times and equipment expenditure are minimized, the overall cost of a laparoscopic resection should not exceed a conventional approach.

Tratamento Laparoscópica da DIVERTICULITE AGUDA


O aumento da prevalência de doença diverticular fez o seu adequado manuseio mais um assunto de debate constante. Especialmente para os casos de diverticulite, progresso considerável tem sido feito em termos de diagnóstico e tratamento. Diagnóstico apropriado em TC e técnicas intervencionistas são agora amplamente disponíveis, bem como agentes antimicrobianos eficazes. Finalmente, como a ressecção cirúrgica do cólon envolvido é a única maneira de erradicar definitivamente essa condição, a colectomia eletiva laparoscópica surgiu como uma opção segura e interessante entre as opções de tratamento. Embora tenha sido recentemente contestada sobre a sua progressão, a história natural da diverticulite é assumida como sendo a de recorrência ao longo do tempo, pelo menos, em um terço dos pacientes. O medo das complicações desta doença benigna e prevalente tem motivado sociedades médicas e cirúrgicas para produzir orientações e consensos sobre o assunto. A mortalidade geralmente vem de sepse recorrente e/ou operações de emergência para casos mais complicados. Como resultado, o procedimento cirúrgico mais realizado, a sigmoidectomia eletiva, é normalmente indicada para todos os casos complicados e muitos dos não-complicados. A abordagem laparoscópica para a colectomia esquerda tem evoluído e condições seguras são oferecidas aos pacientes, quando realizado por cirurgiões experientes em laparoscopia.

Cystic Disorders of the Bile Ducts

Captura de tela 2024-07-26 103747OVERVIEW

Cystic disorders of the bile ducts, although rare, are well-defined malformations of the intrahepatic and/or extrahepatic biliary tree. These lesions are commonly referred to as choledochal cysts,which is a misnomer, as these cysts often extend beyond the common bile duct (choledochus).

EPIDEMIOLOGY

Cystic disorders of the bile ducts account for approximately 1% of all benign biliary disease. Also, biliary cysts are four times more common in females than males. The majority of patients (60%) with bile duct cysts are diagnosed in the first decade of life, and approxi-mately 20% are diagnosed in adulthood.

CLASSIFICATION

Cystic dilatation of the bile ducts occurs in various shapes—fusi-form, cystic, saccular, and so on—and in different locations through-out the biliary tree. The most commonly used classification is the Todani modification of the Alonso-Lej classification.

ETIOLOGY

The exact etiology of biliary cysts is unknown.

CLINICAL PRESENTATION

The initial clinical presentation varies significantly between children and adults. In children, the most common symptoms are intermittent abdominal pain, nausea and vomiting, mild jaundice, and an abdom-inal mass. The classical triad of abdominal pain, jaundice, and a pal-pable abdominal mass associated with choledochal cyst is observed in only 10% to 15% of children, and it is rarely seen in adults. Symp-toms in adults often mimic those seen in patients with biliary tract disease or pancre-atitis.

SURGICAL MANAGEMENT

The definitive treatment of bile duct cysts usually includes surgical excision of the abnormal extrahepatic bile duct with biliary-enteric reconstruction. This approach relieves biliary obstruction, prevent-ing future episodes of cholangitis, stone formation, or biliary cirrho-sis and thus interrupting the inflammatory liver injury cycle. It also stops pancreatic juice reflux, and more importantly, it removes tissue at risk of malignant transformation.

Transanal Endoscopic Microsurgery for Rectal Tumors

Cancer of the rectum is the fifth most common form of cancer in adults worldwide. In 2012, an estimated 40,300 new rectal cancers will be diagnosed in the US with a median age 69 years. Five-year survival rates for rectal cancer are high for early stage disease (90% for Stage I disease) but drop significantly with worsening stage (7% for metastatic Stage IV disease). Recently, advances in neoadjuvant and adjuvant therapy have decreased the rate of local recurrence and improved long-term survival for some patients. Although the treatment for rectal cancer has become increasingly multimodal, surgical excision of the primary tumor remains essential for eradication of disease.

For a long time there has been a debate about the best surgical approach to early stage rectal cancer, whether treatment should involve radical excision (excision of the rectum) or local excision (tumor alone). Proponents of radical surgery argue that excision of the rectum with its surrounding lymphatic drainage offers the best chance for cure. On the other hand, advocates of local excision feel that a less-aggressive approach can avoid the potential ramifications of major pelvic surgery such as sepsis, poor anorectal function, sexual dysfunction, and difficulty with urination and can eliminate the potential need for a permanent stoma. Although the debate has gone back and forth on the adequacy of local excision, there is a growing body of scientific data that suggests that local excision can be sufficient in patients with early rectal cancer of the mid and distal rectum with good histologic features and preoperative imaging (computed tomography, magnetic resonance imaging, and endorectal ultrasound) that shows no evidence of lymph node involvement.

Traditionally, transanal excision has been performed with the conventional technique using traditional equipment. Although this conventional technique can give surgeons operative access to most distal rectal lesions, it can be difficult to conduct on mid-rectal tumors or in large patients with a deep buttock cleft. The technical difficulties experienced under such circumstances can lead to poor visualization, inadequate margins, or specimen fragmentation. In response to the technical limitations of conventional transanal excision, in the 1980s Professor Gehard Buess from Tubingen, Germany, began to develop the technique of transanal endoscopic microsurgery (TEM).

In collaboration with the Richard Wolf Company in Germany, Dr Buess developed the specialized instruments necessary to perform endoscopic surgery transanally. TEM was introduced into clinical practice in 1983, and was gradually implemented in several European countries and eventually introduced in North America and Asia. The last decade has witnessed international growth in the application of TEM yielding a significant amount of scientific data to support its clinical merits and advantages and also shedding some light on its limitations.

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Câncer de Esôfago

Epidemiologia, Diagnóstico Precoce e a Complexidade do Tratamento Multimodal

Autor: Prof. Dr. Ozimo Gama

Categoria: Oncologia Cirúrgica / Cirurgia do Aparelho Digestivo

Tempo de Leitura: 9 minutos

CEC

Introdução

O esôfago, um tubo musculomembranoso de aproximadamente 25 a 30 centímetros, desempenha a função vital de transportar o bolo alimentar da hipofaringe ao estômago através de peristalse coordenada. Apesar de sua anatomia aparentemente simples, desprovida de serosa, este órgão é sítio de uma das neoplasias mais agressivas e desafiadoras para o cirurgião do aparelho digestivo: o câncer de esôfago. Esta patologia é caracterizada por sua latência clínica. Em fases iniciais, a doença é assintomática, o que retarda o diagnóstico e compromete o prognóstico. Para o estudante de medicina e o residente de cirurgia, compreender a dualidade histológica predominante — Carcinoma Epidermoide (CEC) versus Adenocarcinoma — e seus respectivos fatores de risco é fundamental para a suspeição clínica e o rastreamento adequado.

Epidemiologia e o Cenário Brasileiro

O câncer de esôfago é uma questão de saúde pública global, com alta incidência em regiões do “cinturão do câncer de esôfago” (que se estende da China ao norte do Irã). No Brasil, a doença mantém-se relevante e letal. Dados atualizados da Estimativa 2023-2025 do Instituto Nacional de Câncer (INCA) projetam cerca de 10.990 novos casos anuais no país. A incidência é marcadamente maior no sexo masculino, ocupando a 6ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes nos homens (excetuando-se o câncer de pele não melanoma). Historicamente, o Carcinoma Epidermoide representa a grande maioria dos casos (cerca de 96% em séries históricas brasileiras), intimamente ligado ao tabagismo e etilismo. Contudo, observamos uma transição epidemiológica importante: o Adenocarcinoma distal tem apresentado um crescimento exponencial, impulsionado pela epidemia de obesidade e pela Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) que culmina no Esôfago de Barrett.

Fatores de Risco e Prevenção

A gênese do câncer esofágico é multifatorial, e a prevenção passa pela mitigação destes agentes:

  • Tabagismo e Etilismo: A combinação destes dois fatores tem efeito sinérgico, multiplicando exponencialmente o risco para o tipo Epidermoide.
  • Hábitos Alimentares: O consumo frequente de bebidas em temperaturas muito elevadas (comum em certas culturas regionais brasileiras) causa dano térmico crônico à mucosa. Dietas pobres em frutas e vegetais também são fatores predisponentes.
  • Condições Precursoras:
    • Acalasia: A estase alimentar crônica promove inflamação da mucosa.
    • Tilose: Hiperqueratose palmoplantar associada a alto risco de CEC.
    • Esôfago de Barrett: A metaplasia intestinal causada pelo refluxo ácido crônico é a lesão precursora do Adenocarcinoma.
    • Outros: Síndrome de Plummer-Vinson, ingestão de cáusticos e infecção pelo HPV.

Quadro Clínico: O Desafio do Silêncio

O grande obstáculo no manejo do câncer de esôfago é a ausência de sintomas precoces. A distensibilidade da parede esofágica permite que o tumor cresça significativamente antes de causar obstrução. Quando sintomático, o paciente tipicamente apresenta:

  1. Disfagia Progressiva: Inicialmente para sólidos, evoluindo para pastosos e líquidos.
  2. Perda Ponderal: Frequentemente severa (>10% do peso corporal), devido à disfagia e ao catabolismo tumoral.
  3. Odinofagia e Dor Retroesternal: Indicativos de invasão local ou ulceração.

Propedêutica e Diagnóstico

O padrão-ouro para o diagnóstico é a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) com biópsia.

CEC

Para o cirurgião e endoscopista, o uso de cromoscopia é vital. O Lugol é utilizado para corar o epitélio escamoso normal (rico em glicogênio), deixando áreas neoplásicas ou displásicas “não coradas” (amarelo-claras), facilitando a biópsia dirigida no Carcinoma Epidermoide. Já o Azul de Toluidina ou métodos digitais (NBI/FICE) auxiliam na detecção do Barrett e Adenocarcinoma precoces. O estadiamento deve ser rigoroso, utilizando Tomografia Computadorizada (tórax e abdome superior) e, idealmente, a Ecoendoscopia (Ultrassom Endoscópico) para avaliar a invasão da parede (T) e linfonodos regionais (N), além do PET-CT para exclusão de metástases à distância.

Abordagem Terapêutica: Multimodalidade

O tratamento depende estritamente do estadiamento e da localização tumoral (Cervical, Torácico ou Junção Esôfago-Gástrica).

  1. Doença Precoce (Tis/T1a): Pode ser passível de Ressecção Endoscópica (Mucosectomia ou ESD), preservando o órgão com taxas de cura elevadas (98%).
  2. Doença Localmente Avançada: A cirurgia isolada raramente é suficiente. O padrão atual envolve Terapia Neoadjuvante (Quimioterapia + Radioterapia pré-operatória) seguida de Esofagectomia com Linfadenectomia. A cirurgia é de alta complexidade, podendo ser realizada por via aberta, laparoscópica ou robótica (técnicas de Ivor Lewis ou McKeown).
  3. Doença Metastática ou Irressecável: O foco torna-se paliativo. A inserção de próteses autoexpansíveis (stents) endoscópicos restaura a via oral e a dignidade do paciente. A radioterapia e braquiterapia também desempenham papel no controle local da disfagia e sangramento.

Fluxograma

Pontos-Chave para a Prática Cirúrgica

  • Rastreamento: Pacientes com DRGE crônico (há mais de 5-10 anos) ou sintomas de alarme devem ser submetidos a endoscopia para rastreio de Barrett.
  • Anatomia: O esôfago não possui serosa, o que facilita a invasão precoce de estruturas mediastinais (traqueia, aorta, pericárdio).
  • Diagnóstico: Disfagia em adulto deve ser investigada com EDA imediatamente; não assuma benignidade sem visualização direta.

Conclusão

O câncer de esôfago exemplifica a necessidade da medicina moderna ser multidisciplinar. O cirurgião do aparelho digestivo não atua isolado, mas em concerto com o oncologista clínico, o radio-oncologista e o endoscopista. O diagnóstico precoce continua sendo a arma mais poderosa; contudo, mesmo em estágios avançados, a evolução das técnicas cirúrgicas e das terapias adjuvantes tem oferecido novas perspectivas de sobrevida e qualidade de vida aos nossos pacientes.

“A abordagem cirúrgica do esôfago foi, até recentemente, uma história de frustração. (…) O esôfago é um órgão que tolera a cirurgia mal, exceto quando executada com precisão absoluta.”Ivor Lewis (1946), cirurgião galês que revolucionou o tratamento do câncer de esôfago com a técnica de esofagectomia transtorácica.

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PÓLIPOS COLORRETAIS



Os pólipos colorretais são estruturas que se projetam na superfície da camada mucosa do intestino grosso, podendo ser neoplásicos ou não. Foi Morson, em 1976, quem melhor estabeleceu uma classificação para os diversos tipos de pólipos e a importância da progressão adenoma-câncer. Os pólipos foram divididos em: pólipos neoplásicos, caracterizados pelos adenomas e os carcinomas, e os pólipos não-neoplásicos, que incluem os tipos epiteliais hamartomatosos, inflamatórios, hiperplásicos ou metaplásicos. Os pólipos adenomatosos, que correspondem a cerca de 70% de todos os pólipos, são conhecidamente lesões pré-malignas que antecedem, em 10 a 15 anos, o câncer colorretal. Por conta dessa progressão lenta, a detecção de lesões pré-neoplásicas no intestino grosso é relevante na prevenção do surgimento e complicações do câncer colorretal. Os pólipos podem ser ressecados (polipectomia) antes da sua malignização, diminuindo sobremaneira a taxa de morbimortalidade do câncer colorretal.

A colonoscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico do câncer colorretal e para a detecção e ressecção endoscópica das lesões precursoras. A realização de polipectomias e biópsias permite, através da histopatologia, avaliar o tipo histológico, o grau de displasia e as margens de ressecção a fim de quantificar seu potencial de malignização. O câncer colorretal é a quinta neoplasia maligna mais frequente no Brasil, e se estima que 26.990 novos casos tenham sido diagnosticados no ano de 2008, o que evidencia sua alta frequência. Estes valores correspondem a um risco estimado de 13 casos novos a cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres. Associado a isso, a grande maioria dos tumores malignos se origina dos adenomas, e a detecção e retirada precoces evitam a progressão para o câncer.

Retromuscular Prefascial Mesh Hernia Repair (Jean RIVES – René STOPPA)

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An incisional hernia is usually defined as a chronic postoperative defect of the abdominal wall through which intra-abdominal viscera protrude. Progress in surgical techniques, even with laparoscopic surgery, has not led to the elimination of incisional hernias. On the contrary, the incidence of this complication seems to be increasing as more major and lengthy operations are being performed, especially in elderly patients with concomitant organic disease. The incidence of this condition has been reported to be as high as 11% of all laparotomies. Surgical repair is difficult in the patient with a large abdominal wall defect, especially if the herniated viscera has “lost its right of domain” in the abdominal cavity. It must be remembered that surgical repair of an incisional hernia is not the same thing as closure of a laparotomy. Weakening of the abdominal wall and the consequences of decreased abdominal pressure on diaphragmatic mobility and respiratory function must also be considered. Placement of a prosthetic mesh is essential because without mesh, the recurrence rate is prohibitive, varying from 30% to 60%.  The  which is the subject of this article, was popularized by Jean Rives and has been used in our department since 1966.


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SIGMOID DIVERTICULITIS : OPTIONS OF TREATMENT


Sigmoid diverticulitis is a common disease which carries both a significant morbidity and a societal economic burden.  Recently published data indicate that sigmoid diverticulitis does not mandate surgical management after the second episode of uncomplicated disease as previously recommended. Rather, a more individualized approach, taking into account frequency, severity of the attacks and their impact on quality of life, should guide the indication for surgery. On the other hand, complicated diverticular disease still requires surgical treatment in patients with acceptable comorbidity risk and remains a life-threatening condition in the case of free peritoneal perforation. Laparoscopic surgery is increasingly accepted as the surgical approach of choice for most presentations of the disease and has also been proposed in the treatment of generalized peritonitis. There is not sufficient evidence supporting any changes in the approach to management in younger patients. Conversely, the available evidence suggests  that surgery should be indicated after one attack of uncomplicated disease in immunocompromised individuals.


SIGMOID DIVERTICULITIS_ REVIEW ARTICLE

TRATAMENTO DA TROMBOSE HEMORROIDÁRIA

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A trombose hemorroidária é uma condição dolorosa e desconfortável que ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de uma hemorróida. Essa condição é mais comum em gestantes, pessoas com constipação intestinal crônica, e em situações que aumentam a pressão intra-abdominal, como exercícios físicos intensos e levantamento de peso. Neste artigo, exploraremos as causas, sintomas e opções de tratamento para a trombose hemorroidária, ajudando você a entender melhor essa condição e a buscar a melhor abordagem para o seu caso.

Causas da Trombose Hemorroidária

A trombose hemorroidária geralmente está relacionada a fatores de estilo de vida e hábitos pessoais. Os principais gatilhos incluem:

  • Obstipação (prisão de ventre): O esforço excessivo para evacuar aumenta a pressão nas veias do ânus, e as fezes endurecidas podem causar traumatismo no tecido anal.
  • Gravidez: A pressão adicional no abdômen durante a gravidez pode contribuir para o desenvolvimento da trombose.
  • Esforços prolongados e levantamento de peso: Atividades que aumentam a pressão intra-abdominal são fatores de risco.
  • Higiene inadequada: A falta de cuidados apropriados na região anal pode exacerbar a condição.
  • Fatores adicionais: Permanecer sentado por longos períodos, consumo excessivo de alimentos picantes e bebidas alcoólicas, e prática de sexo anal.

Sintomas da Trombose Hemorroidária

Os principais sinais de trombose hemorroidária incluem:

  • Dor intensa na região anal: A dor é geralmente súbita e pode ser bastante severa.
  • Sangramento: Frequentemente observado durante a evacuação.
  • Inchaço e aumento de volume: Um nódulo na região anal pode se tornar arroxeado ou preto, indicando a presença de um trombo.

Tratamentos Indicados

O tratamento da trombose hemorroidária varia conforme a gravidade da condição. Entre as abordagens recomendadas estão:

  • Uso de analgésicos e pomadas anestésicas: Para alívio da dor e desconforto.
  • Banhos de assento: Utilizar água morna para aliviar os sintomas e reduzir o inchaço.
  • Correção dos hábitos alimentares: Aumentar a ingestão de fibras e líquidos para prevenir a obstipação.
  • Tratamento cirúrgico: Em casos mais graves, pode ser necessário realizar uma cirurgia para remover a hemorróida e o trombo.

Se você apresenta sintomas semelhantes, é crucial consultar um médico para uma avaliação adequada e receber o tratamento adequado.

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Lembre-se: A informação aqui fornecida é para orientação geral. Sempre consulte seu médico para aconselhamento específico sobre sua situação.

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BILIARY-ENTERIC ANASTOMOSIS


ImagemThe operative conduct of the biliary-enteric anastomosis centers around three technical steps: 1) identification of healthy bile duct mucosa proximal to the site of obstruction; 2) preparation of a segment of alimentary tract, most often a Roux-en-Y jejunal limb; and 3) construction of a direct mucosa-to-mucosa anastomosis between these two. Selection of the proper anastomosis is dictated by the indication for biliary decompression and the anatomic location of the biliary obstruction. A right subcostal incision with or without an upper midline extension or left subcostal extension provides adequate exposure for construction of the biliary-enteric anastomosis. Use of retractors capable of upward elevation and cephalad retraction of the costal edges are quite valuable for optimizing visual exposure of the relevant hilar anatomy.

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Division of the ligamentum teres and mobilization of the falciform ligament off the anterior surface of the liver also facilitate operative exposure; anterocephalad retraction of the ligamentum teres and division of the bridge of tissue overlying the umbilical fissure are critical for optimal visualization of the vascular inflow and biliary drainage of segments II, III, and IV. Cholecystectomy also exposes the cystic plate, which runs in continuity with the hilar plate. Lowering of the hilar plate permits exposure of the left hepatic duct as it courses along the base of segment IVb. In cases of unilateral hepatic atrophy as a result of long-standing biliary obstruction or preoperative portal vein embolization, it is critical to understand that the normal anatomic relationships of the portal structures are altered. In the more common circumstance of  right-sided atrophy, the portal and hilar structures are rotated posteriorly and to the right; as a result, the portal vein, which is typically most posterior, is often encountered first; meticulous dissection is necessary to identify the common bile duct and hepatic duct deep within the porta hepatis.

BILIARY-ENTERIC ANASTOMOSIS_THECNICAL ASPECTS

GASTROINTESTINAL STROMAL TUMORS (GIST)

GIST


INTRODUÇÃO

GIST, da sigla em inglês gastrointestinal stromal tumors, pertence a um grupo de tumores chamados sarcoma de partes moles. Essa neoplasia se diferencia dos outros tipos de tumores por iniciar-se na parede dos órgãos, junto às camadas musculares do trato gastrointestinal, mais especificamente, nas células do plexo mioenterico, chamadas células de Cajal. Tais células são responsáveis pela motilidade intestinal, sendo consideradas o marca-passo do trato gastrointestinal.

O tumor de GIST é relativamente raro, com estudos atuais mostrando uma prevalência anual em torno de 20 a 40 casos por milhão de habitantes. É mais comum entre pessoas de 50 a 60 anos de idade, sendo extremamente raros até os 20 anos. Por representar um tumor raro, recomenda-se que seja tratado por serviços especializados com cirurgiões do aparelho digestivo, que tenham experiência multidisciplinar na condução e no tratamento dos pacientes com este tumor.

O GIST pode se originar em qualquer local do trato gastrointestinal, do esôfago ao ânus. Em relação à distribuição, 50% a 60% das lesões são provenientes do estômago, 20% a 30% do intestino delgado, 10% do intestino grosso, 5% do esôfago e 5% de outros locais da cavidade abdominal.

DIAGNÓSTICO

A apresentação clínica dos pacientes portadores de GIST não é especifica e depende da localização e do tamanho do tumor. O GIST tem uma característica biológica que é uma mutação genética, com ativação do proto-oncogene Kit e a superexpressão do receptor tirosina quinase (c-Kit). Geralmente, o diagnóstico é feito por uma biópsia da lesão, que a depender da localização, pode ser feita por endoscopia, colonoscopia, ou ecoendoscopia. A tomografia computadorizada do abdômen é importante para avaliação da extensão do tumor e também pode ser utilizada em alguns casos para realização de biópsia do tumor. Não apresentam sinais e/ou sintomas específicos. Podem causar náuseas, vômitos, hemorragias intestinais (vômitos com sangue ou evacuações com sangue ou fezes enegrecidas), sensação de plenitude após alimentação, dor e distensão abdominal, ou presença de uma massa ou tumor palpável no abdômen.

TRATAMENTO

O tratamento padrão para pacientes com GIST não metastático, ou seja, não provenientes de outros órgãos, é a ressecção cirúrgica completa da lesão. Muitas vezes é necessária a cirurgia radical e de grande porte, com a retirada de estruturas e órgãos aderidos, oferecendo a maior chance de cura. O tratamento com imatinib, e mais atualmente ao sunitinib, é utilizado para doença metastática ou irressecável, com intuito de diminuir o tamanho da lesão para que a cirurgia possa ser realizada em melhores condições locais. Tais drogas também podem ser utilizadas após a cirurgia. Para o tratamento sistêmico pode ser necessário estudo genético específico para saber qual a mutação presente no tumor, com intuito de guiar a terapia em relação à dose e tipo de medicação utilizada.

FATORES DE RISCO

Não há fatores de risco diretamente relacionados a essa neoplasia. Manter hábitos de vida saudáveis, uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos ajudam, de maneira geral, na prevenção do câncer.

PARA MAIS INFORMAÇÕES: http://www.gistsupport.org/

Avanços no tratamento cirúrgico das METÁSTASES HEPÁTICAS DE ORIGEM COLORRETAL

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O câncer colorretal é o terceiro tumor mais frequente no ocidente. Cerca de 50% dos pacientes desenvolvem metástases hepáticas na evolução da doença, as quais são responsáveis por, no mínimo, dois terços das mortes. O avanço nas técnicas cirúrgicas e a melhora dos esquemas quimioterápicos têm permitido oferecer tratamento com intuito curativo a um número cada vez maior de pacientes. Os avanços recentes do tratamento das metástases hepáticas, incluindo estratégias para aumentar as ressecções (por exemplo: embolização da veia porta, ablação por radiofrequência, hepatectomia em dois tempos, quimioterapia de conversão e estratégia inversa de tratamento) e hepatectomias na presença de doença extra-hepática possibilitam uma melhor sobrevida dos pacientes.


METÁSTASES HEPÁTICAS DE ORIGEM COLORRETAL ARTIGO DE REVISÃO

TRANSPLANTE DE FÍGADO

Este artigo é destinado a pacientes que irão passar por um transplante hepático e seus familiares. Ele visa esclarecer dúvidas comuns e fornecer informações importantes para enfrentar a experiência de forma mais tranquila e informada.


1. Quando está indicado o transplante?

O transplante hepático é recomendado em casos de:

  • Cirrose Hepática: Quando exames mostram função hepática diminuída ou sintomas como ascite, sangramento digestivo, encefalopatia hepática ou peritonite bacteriana.
  • Hepatocarcinoma: Tumores originários do fígado, muitas vezes associados à cirrose, podem ser tratados com transplante.
  • Colangite Esclerosante e Obstrução Intratável de Vias Biliares: Doenças que causam obstrução das vias biliares e infecções graves.
  • Hepatite Fulminante e Perda do Fígado Transplantado: Em casos de hepatite grave ou perda do enxerto transplantado dentro de 30 dias, a urgência é priorizada.

2. Quais são as contra-indicações ao transplante hepático?

Não é indicado realizar o transplante em situações como:

  • Doença avançada em outros órgãos.
  • Tumores fora do fígado.
  • Abuso atual de drogas ou álcool.
  • Incapacidade de seguir orientações médicas.
  • Infecção ativa (o transplante pode ser realizado após a infecção ser controlada).

A idade avançada não é mais uma contra-indicação absoluta, mas deve ser avaliada individualmente.

3. A fila de transplante

Atualmente, a fila de transplante no Brasil é organizada pelo sistema Meld/Peld, que prioriza pacientes com base na gravidade da doença. A fila é subdividida por grupo sanguíneo (A, B, AB, O) e compatibilidade com o tamanho do paciente. Pacientes com grupo sanguíneo raro (AB) podem receber órgãos de todos os grupos.

4. O fígado “não ideal” (marginal)

Órgãos “não ideais” ou marginais podem ter características menos perfeitas, como mais gordura ou doadores com condições subótimas. Eles são destinados a pacientes com necessidades urgentes, como aqueles com tumores hepáticos.

5. A equipe

A equipe de transplante é composta por diversos profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Cada paciente passa por avaliações detalhadas de todos esses profissionais.

6. Como proceder em caso de emergências durante a espera pelo transplante

Em situações urgentes, dirija-se ao pronto-socorro ou entre em contato com sua equipe médica. As emergências incluem:

  • Vômitos com sangue.
  • Fezes com sangue ou escurecidas.
  • Queda de pressão, mal-estar súbito.
  • Colangite (febre, dor abdominal, icterícia).
  • Peritonite (infecção abdominal).

7. As reuniões com a Coordenação de Enfermagem de Transplantes

Reuniões regulares são realizadas para pacientes na fila e seus familiares, oferecendo a oportunidade de trocar experiências, fazer perguntas e receber atualizações sobre a lista de espera.

8. A doação de órgãos através de doador em morte encefálica

A doação é um ato voluntário feito com consentimento familiar. O paciente deve estar em morte encefálica, uma condição onde não há atividade cerebral, mas o coração e outros órgãos ainda funcionam. A entidade responsável é o Rio Transplante e os dados do doador são confidenciais.

9. Chamada para o transplante

Mantenha-se disponível e acessível para a equipe de transplante, com telefone atualizado e a uma distância máxima de duas horas do hospital. Caso seja chamado, esteja preparado para o possível ajuste no órgão doado.


A CIRURGIA DE TRANSPLANTE HEPÁTICO

A cirurgia dura entre 5 a 8 horas e é dividida em duas etapas principais:

  1. Captação: Retirada do fígado doado, que pode ser considerado apto, marginal ou inapto.
  2. Transplante: O fígado doente é retirado e o novo órgão é implantado, com a realização das anastomoses das veias, artéria hepática e via biliar.

Pós-operatório Imediato

Você será monitorado na UTI por aproximadamente 48 horas. Equipamentos como tubos respiratórios, eletrodos, sondas e drenos serão usados para garantir segurança e monitoramento.

Pós-operatório

A internação média é de 2 semanas, variando conforme o paciente. É importante realizar exames regularmente e seguir orientações médicas para movimentação e exercícios respiratórios.

Medicação

Os imunosupressores, fornecidos pelo SUS, são essenciais para evitar a rejeição do transplante. Familiarize-se com o processo de obtenção e renovação desses medicamentos. Outras medicações de rotina devem ser providenciadas pela família.

Intercorrências após o Transplante

Monitorar sinais de rejeição e infecções é crucial. Mantenha-se saudável, evite álcool e siga as orientações médicas rigorosamente.

Alta Hospitalar

Antes da alta, você receberá orientações detalhadas e agendamentos para consultas e exames. Siga as recomendações de fisioterapia, nutrição e outros cuidados necessários.

Seguimento Inicial e Tardio

O acompanhamento pós-transplante é fundamental. As consultas variam ao longo do tempo, com exames laboratoriais e visitas regulares ao hospital.

Efeitos Colaterais

Os imunosupressores podem causar efeitos colaterais, como tremores e aumento da glicose. Informe seu médico sobre qualquer efeito adverso e não suspenda a medicação por conta própria.

Cuidados Gerais

Controle o peso, colesterol, glicose e pressão arterial. Evite bebidas alcoólicas, use máscara em locais públicos, evite contato com pessoas doentes e exposição solar excessiva. Mantenha acompanhamento ginecológico e dentário regular e consulte seu médico antes de tomar novos medicamentos. Este artigo é uma referência para ajudar você a entender e gerenciar o processo de transplante hepático. Mantenha-se em contato com sua equipe médica para qualquer dúvida ou preocupação.


 

Telas de Baixa Gramatura: PHS e UHS


EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA HERNIORRAFIA INGUINAL

As hérnias não diminuem com o tempo, muito pelo contrário – o estado de saúde do paciente só tende a piorar, aumentando o risco cirúrgico – e não existe medicação para tratá-las. Os primeiros registros do tratamento cirúrgico das hérnias abdominais datam de 1500 a.C,  mencionadas no Papiro de Ebers. Em 100 d.C.  Celso, realizando os primórdios da cirurgia convencional, extirpava o saco herniário e deixava intactos o cordão e o testículo. Já em 700 d.C. , numa conduta mais agressiva, Pablo de Egina, sacrificava o testículo. Utilizando o princípio da cauterização dos tecidos pelo calor, Albucasis em  1000 d.C., expunha o saco herniário e o cauterizava. Com o advento da técnica asséptica registra-se,  em 1869, a realização por Lister da primeira hérnia estrangulada em caráter de urgência com princípios antissépticos. O primeiro esboço de padronização da técnica operatória das hérnias abdominais ocorre a partir da publicação dos estudos de Edoardo Bassini, em 1887, primeiro estudo de reparo de hérnias com suturas. A técnica se propaga pelo mundo mas a deficiente comunicação e as múltiplas modificações levam a  resultados negativos. Já em 1940, Earle Shouldice, usando quatro planos de reforço, revoluciona a técnica com tensão, principalmente após 1950 com um melhor entendimento da anatomia, porém observam-se ainda recorrências altas, acima de 10%. Em 1967, René Stoppa e Jean Rives, utilizam a técnica pré-peritoneal com a introdução de um novo conceito: a prótese. Uma tela gigante recobrindo todos os possíveis orifícios herniários, obtendo excelente taxa de recidiva, às custas da necessidade de incisão mediana e descolamento amplo pré-peritoneal.

PADRÃO OURO

Somente em 1984 Irving Lichtenstein, por via anterior, utiliza uma tela de polipropileno. Esta técnica foi considerada uma grande evolução e passou,  nos anos 90, a ser considerado o Padrão Ouro nos reparos das hérnias inguinais possibilitando, pela primeira vez, o reparo ambulatorial com anestesia local e sedação. Com o inicio da cirurgia videolaparoscópica no início dos anos 90, desenvolveram-se diversas técnicas utilizando-se a tela pela técnica laparoscópica. Devido aos altos custos e complexidade do procedimento cirúrgico e anestésico em comparação à técnica por via aberta, estas não se estabeleceram como melhor opção. Finalmente, em 1997, Arthur  Gilbert, inicia o sistema PHS (“Prolene Hernia System”) que reúne as vantagens quanto a recidiva do reparo pré-peritoneal, a simplicidade de fixação da técnica de plug e eficácia da técnica de tela plana através de um reparo tridimensional com uma tela dupla colocada pela via anterior. Dois anos mais tarde, ocorre a publicação dos primeiros resultados do PHS – `Hernia Institute of Florida – USA, firmando o aspecto inovador e a eficácia da tela dupla, otimizando o conforto e segurança do paciente e proporcionando retorno mais precoce às atividades laborativas e utilizando facilmente anestesia local e sedação.

Veja AQUI COMO ESCOLHER A PRÓTESE para seu paciente com Hérnia Abdominal.


PREVENÇÃO DO TROMBOEMBOLISMO NA CIRURGIA DO CÂNCER DO APARELHO DIGESTIVO

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ARTIGO DE REVISÃO_TVP_CÂNCER  DO APARELHO DIGESTIVO


Tromboembolismo venoso é complicação frequente após tratamento cirúrgico em geral e, de um modo especial, na condução terapêutica do câncer. A cirurgia do aparelho digestivo tem sido referida como potencialmente indutora desta complicação. Ela tem maior representatividade em determinados segmentos anatômicos e nas condições em que se associam fatores de risco dos pacientes. A prevenção do tromboembolismo é tema de grande importância na prática diária dos cirurgiões. Várias são as formas físicas e medicamentosas que podem ser utilizadas. Nos últimos anos abordagens novas, tanto em relação às manobras físicas como em posologia medicamentosa, têm sido estudadas com boa metodologia. Estes novos enfoques ainda são pouco divulgados e talvez pouco conhecidos pela maioria dos cirurgiões. No câncer a importância desse tema é ainda maior que nas doenças benignas. A Medicina Baseada em Evidências incorpora dados obtidos com base nas mais recentes revisões sistemáticas disponíveis na literatura originando várias formas de contribuições científicas. BOM ESTUDO.

Lesão de Vias Biliares na Colecistectomia: Prevenção e Tratamento



A via laparoscópica tem sido reconhecida como padrão de excelência para a colecistectomias. Phillipe Mouret foi quem primeiro a realizou em 1987, mas outros procedimentos já haviam sido realizados por laparoscopia e foram descritos por ginecologistas. Desenvolvida no final da década de 80 e início dos anos 90, a videolaparoscopia mudou os conceitos de acesso cirúrgico e campo operatório, introduzindo a concepção de “cirurgia minimamente invasiva”.A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo. Com o advento da videolaparoscopia, tornou-se uma cirurgia menos traumática, mais estética, com períodos mais curtos de internação. Em contrapartida, observou-se o aumento da incidência de lesões de via biliar extra-hepática quando comparado ao procedimento aberto, fato preocupante devido à morbidade elevada desse tipo de lesão, cuja mortalidade não é desprezível.

PREVENÇÃO DO CÂNCER DO INTESTINO GROSSO

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O cólon, incluindo o reto, é o sítio mais freqüente de tumores primários do que qualquer outro órgão do corpo humano. Trata-se do quinto tipo de tumor maligno mais freqüente no Brasil.Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, estima-se que ocorrem no Brasil, cerca de 20.000 casos novos de câncer do intestino grosso (ou colorretal, ou do cólon e do reto) e que cerca de 7.000 brasileiros morrem por conta da doença anualmente. A chance de uma pessoa desenvolver câncer do intestino grosso ao longo de sua vida é de, em média, 1 em 20. O risco de se desenvolver câncer do intestino grosso após os 50 anos é de cerca de 1%.

POR QUE PREVENIR?

O câncer colorretal é um mal silencioso. A maioria dos tumores do intestino grosso não leva a qualquer sintoma até que tenha atingido um tamanho considerável o que diminui as chances de cura. A chance de obter cura para os indivíduos com câncer colorretal e com sintomas é de cerca de 50% e pouco melhorou nos últimos 50 anos apesar dos avanços alcançados no seu diagnóstico e tratamento. Por outro lado, a chance de curar um indivíduo para o qual foi feito diagnóstico de câncer antes de ele desenvolver sintomas é de 80%. Por isso, a melhor forma de se reduzir a chance de morrer de câncer colorretal é através de seu diagnóstico precoce. Só é possível diagnosticar precocemente se praticamos a prevenção, conhecida no meio médico como rastreamento. A maioria dos casos de câncer colorretal se origina a partir de precursores benignos, os pólipos. Se os pólipos forem removidos, o câncer pode ser evitado.

QUEM TEM MAIOR RISCO DE DESENVOLVER CÂNCER COLORRETAL?

Eis os grupos de indivíduos com maior chance de desenvolver câncer do cólon e do reto:

Toda a população com mais de 50 anos;

Os indivíduos com história familiar de:câncer do intestino,pólipos do intestino,câncer do endométrio (útero),câncer de mama, e câncer de ovário.

Os pacientes com doença inflamatória intestinal de longa evolução

De um modo geral, quanto mais jovens forem os antecedentes familiares dos tumores acima relacionados, maior o risco de se ter o tumor.

Existem também evidências acerca do papel das gorduras saturadas na origem do câncer do intestino grosso. A dieta pobre em gordura animal e rica em fibras (legumes, verduras, cereais e frutas) é fator protetor contra o câncer do intestino. Modernamente, a American Society of Cancer elaborou um modelo de dieta rica em frutas, vegetais e fibras e pobre em gorduras para prevenção do câncer colorretal.

Prevenção do câncer colorretal: Recomendações dietéticas

Limitar a ingestão de gordura em 25-30% das calorias diárias. Aumentar a quantidade e variedade de frutas e vegetais (5 porções diárias); Ingerir 20-30 gramas de fibras por dia; Introduzir 3 gramas de carbonato de cálcio por dia.

EXISTE RELAÇÃO COM A CONSTIPAÇÃO?

Nenhuma. Pacientes constipados não têm maior chance de vir a ter câncer do intestino grosso exclusivamente por causa da constipação. No entanto, entende-se que a permanência de carcinógenos (normalmente presentes na dieta) ingeridos por qualquer pessoa em contato com a parede do intestino por mais tempo, como acontece com os indivíduos constipados, pode teoricamente aumentar as chances de transformação maligna. Portanto, uma vez que a melhor forma de tratar a constipação intestinal é através da dieta de fibras, que protege contra o câncer do intestino grosso, pode-se dizer que combater a constipação provavelmente previne o câncer.

COMO SE FAZ A PREVENÇÃO?

Através de exames preventivos. Os exames devem ser solicitados pelo seu médico seja ele generalista ou especialista. Existem diretrizes ou protocolos de sociedades médicas já bem estabelecidos para esse fim. Cabe ao seu médico escolher qual a melhor forma de prevenção para você: ou seja quais exames serão solicitados e com qual freqüência eles devem ser realizados. Os exames que podem ser utilizados são:

a pesquisa de sangue oculto nas fezes,

a retossigmoidoscopia, e

a colonoscopia.

QUEM DEVE FAZER O QUÊ E QUANDO?

Cabe a seu médico e você decidirem qual o melhor programa de prevenção do câncer do intestino grosso para você e sua família. Procure conhecer seus antecedentes familiares de doenças graves. Se você não tem antecedente familiar de câncer do intestino grosso ou pólipos, a prevenção pode começar aos 50 anos de idade. Se você tem mais de 50 anos e nunca preveniu, já é hora de faze-lo. Se você tem um parente próximo que teve câncer do intestino grosso antes dos 50 anos, procure seu médico e fale sobre isso com ele. Sua prevenção deverá ter início antes dos 50 anos e procure saber desde já mais detalhes do caso e se esse seu parente foi o único da família. Se você já fez uma colonoscopia e foram encontrados um ou mais pólipos, a essa altura você já deve saber quando repetir o exame. Se não, procure um GASTROENTEROLOGISTA, CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO OU PROCTOLOGISTA.

Apendicectomia Convencional X Laparoscópica : Existe Vantagem?

A apendicite aguda é uma doença freqüente que acomete em sua maioria homens com uma idade média ao redor de 20 anos. O seu tratamento é cirúrgico e está bem estabelecido em sua abordagem convencional. O surgimento e o desenvolvimento da videolaparoscopia abriu uma nova opção para a abordagem cirúrgica dessa patologia, permitindo uma abordagem minimamente invasiva com todas as vantagens dessa técnica.

A primeira apendicectomia videolaparoscópica foi realizada há pouco mais de 20 anos. Nessas duas décadas muito se discutiu, e ainda discute-se, a respeito deste procedimento. Mesmo encontrando com freqüência vários estudos bem realizados na literatura, ainda não há um consenso a respeito das indicações precisas para a realização da apendicectomia laparoscópica; ou mesmo sobre qual método seria superior – o convencional ou o laparoscópico. No entanto, uma revisão atual da literatura nos permite observar que os novos estudos mostram a apendicectomia laparoscópica como um procedimento seguro e eficaz, que pode ser utilizado no tratamento da apendicite complicada em qualquer faixa etária e quando o diagnóstico é duvidoso. Por estes motivos, essa opção cirúrgica está ganhando cada vez mais aceitação sendo que vários trabalhos recentes apontam-na como procedimento de escolha no tratamento da apendicite aguda.


ARTIGO DE METANÁLISE

Úlcera Péptica Perfurada: Sutura ou Ressecção?



A perfuração tem sido a complicação da úlcera péptica mais operada nos últimos anos . Devido à grande eficiência dos novos medicamentos para o tratamento clínico das úlceras gastroduodenais, a cirurgia para o tratamento dessa doença tem ficado apenas para o caso de algumas complicações, principalmente a estenose e a perfuração. Também devido ao pequeno número de gastrectomias para o tratamento das úlceras pépticas, o treinamento dos jovens cirurgiões ficou prejudicado, sendo que esses têm pouca familiaridade com o procedimento. Devido a todos esses fatores, o tratamento cirúrgico da úlcera perfurada traz grandes dilemas ao cirurgião. A úlcera aguda perfurada , isto é , aquela que não apresenta o calo fibroso ao redor da perfuração, deve ser tratada com a simples sutura da lesão. Já a úlcera crônica perfurada deve ser tratada sempre que possível pela gastrectomia. Uma revisão da literatura mostrou que, em algumas situações, é prudente se evitar a ressecção gástrica e optar pela sutura. Essas situações podem ser resumidas em: inexperiência do cirurgião na realização de gastrectomia apropriada, cavidade abdominal muito contaminada, paciente em mau estado geral em que o prolongamento do ato operatório irá piorar o quadro clínico, pacientes com mais de 60 anos, mais de 24 horas de perfuração e perfuração gástrica ou duodenal maior que 5 milímetros. A sutura tem elevadas taxas de recidiva ulcerosa (+ de 50%) e baixas taxas de mortalidade, a vagotomia associada a alguma técnica de drenagem apresenta baixa mortalidade porém a taxa de recidiva ainda é alta (10%) e, finalmente, a gastrectomia parcial tem taxa de mortalidade pouco maior que a vagotomia porém a recidiva ulcerosa é extremamente baixa (<1%). A gastrectomia parcial é o procedimento por nós preferido quando a ressecção gástrica está indicada devido à sua segurança e às baixas taxas de recidiva. Podemos concluir, portanto, que o melhor tratamento para a úlcera péptica perfurada é aquele que leva em conta o tipo de perfuração, as condições clínicas do doente, as condições locais da cavidade abdominal e a experiência do cirurgião na realização da gastrectomia.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA


MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA_AVALIAÇÃO PRÉ_OPERATÓRIA


Reassuring Worried Mother

O médico CIRURGIÃO realiza a avaliação pré-operatória e define a necessidade de avaliação complementar, considerando a otimização das condições clínicas do paciente e a realização de exames complementares. Pacientes hígidos, com idade inferior a 40 anos, sem fatores de risco detectados na anamnese e no exame físico, a serem submetidos a cirurgias de pequeno porte, após a avaliação clínica básica poderão ser encaminhados à cirurgia após avaliação do Anestesiologista. Porém, nos casos em que o paciente tenha alguma comorbidade, idade maior de 60 anos, estado físico ASA II ou acima, obesidade, dependência funcional ou cirurgia de médio ou grande porte, estará indicado avaliação pré-operatória mais pormenorizada .

Colostomia Temporária: Quando está indicada a cirurgia de reversão?

COLOSTOMIA

I. INTRODUÇÃO

Apesar de uma diminuição global nas últimas décadas do número de realizações de colostomias temporárias, esta ainda é uma técnica cirúrgica de grande importância no arsenal de opções terapêuticas do CIRURGIÃO DIGESTIVO & COLOPROCTOLOGISTA.

II. EVENTOS ADVERSOS RELACIONADOS

As colostomias, também conhecidas como ostomias, geralmente realizadas em caráter de urgência são desagradáveis para os pacientes e podem trazer uma série de eventos adversos pela sua presença, em especial o risco de infecção de parede abdominal, prolapso (saída) do intestino pela colostomia, oclusão intestinal e as hérnias (enfraquecimento da parede abdominal) para-estomais (ao redor da colostomia), variando a incidência desses eventos adversos  em até 60% dos pacientes.

III. RECONSTRUÇÃO DO TRÂNSITO INTESTINAL

Até o momento não se encontra consenso na literatura médica em relação ao tempo ideal de fechamento de uma colostomia temporária. O período clássico de 8 a 12 semanas, encontrado na maioria das publicações, deve ser analisado com grande senso crítico. Os trabalhos científicos especializados identificam taxas de eventos adversos relacionados a cirurgia de fechamento da colostomia ou reconstrução do trânsito intestinal extremamente variadas, com índices que vão de 10% até quase 50% dos casos. O que podemos identificar a partir destes dados é que as cirurgias de decolostomias (cirurgia de reversão de colostomia) são cirurgias complexas e de difícil comparação entre os casos individuais em virtude da especificidade das indicações clínicas. Contudo os fatores inerentes ao próprio paciente, tais como:

1. idade (acima de 60 anos);

2. comorbidades associadas (presença de Diabetes e Hipertensão Arterial);

3. uso crônico de medicações (tais como Corticóides);

4. grau de desnutrição (Albumina sérica menor que 3,0 g/dl); e

5. doença de base que levou a cirurgia de colostomia exercem influência direta no aumento da morbidade (taxa de eventos adversos) dessas operações.

Desta forma, uma diverticulite aguda complicada, um tumor de cólon obstrutivo, uma lesão colônica por projétil de arma de fogo ou arma branca, ou ainda uma perfuração durante um exame endoscópico provocam, dependendo do paciente, respostas metabólicas e endócrinas variáveis, promovendo também efeitos diversos no processo de cicatrização das feridas no pós-operatórios. Portanto quando da programação das cirurgias de restituição do trânsito intestinal uma das avaliações clínicas de grande importância é a total recuperação do trauma cirúrgico anterior que levou a realização da colostomia que é peculiar de paciente para paciente.

IV. AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA

A programação do fechamento da colostomia através da cirurgia de DECOLOSTOMIA é realizada pela avaliação do estado clínico atual do paciente, assim também como a condição em que se encontram os segmentos intestinais envolvidos, que são apreciados pelos exames radiológicos contrastados (ENEMA OPACO – TRÂNSITO INTESTINAL) e  endoscópicos (COLONOSCOPIA) da porção intestinal a ser reconstruída. Outra avaliação  importante é que, do ponto de vista técnico, colostomias feitas em caráter de urgência e a presença de aderências intra-abdominais podem resultar na necessidade de ressecções adicionais de segmentos intestinais.

Técnicas de Reconstrução do Trânsito Intestinal

  1. Anastomose Colorretal
    Este procedimento consiste na reconexão do cólon ao reto, permitindo que as fezes sejam eliminadas pelo ânus. Trata-se de uma técnica indicada para determinados pacientes, dependendo das condições específicas e da avaliação do cirurgião.
  2. Rebaixamento do Cólon com Anastomose Coloanal
    Essa técnica envolve o rebaixamento de uma parte do cólon e sua conexão direta ao canal anal. É uma alternativa recomendada em casos específicos. A utilização de ferramentas como a manometria anorretal pode auxiliar na indicação dessa abordagem.
  3. Exteriorização do Reto e Anastomose em Segundo Tempo
    Em situações em que a cirurgia inicial envolveu a remoção do reto, o cirurgião pode optar por exteriorizar o cólon. Posteriormente, em um segundo procedimento cirúrgico, realiza-se a anastomose entre o canal anal ou reto e o cólon restante, restabelecendo o trânsito intestinal.

Observação Importante
A escolha da técnica mais adequada é altamente individualizada, considerando as condições específicas do paciente, bem como a experiência e o julgamento técnico do cirurgião. Devido à complexidade dessas intervenções, tais procedimentos geralmente são conduzidos por profissionais especializados em CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO & COLOPROCTOLOGIA.

V. PROGNÓSTICO

A cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal após colostomia é um procedimento cirúrgico complexo com expressiva morbimortalidade. Os eventos adversos mais comuns da cirurgia de reversão de colostomia são as INFECÇÕES e os VAZAMENTOS DA ANASTOMOSE (FÍSTULAS). Os resultados da cirurgia de reconstrução intestinal segundo Gomes da Silva (2010) foram: tempo operatório médio de 300 minutos (variando de 180 a 720 minutos); a reconstrução do trânsito intestinal foi alcançado em 93% dos casos; a fístula anastomótica ocorreu  em 7% e a infecção de sítio cirúrgico em 22%. A taxa de mortalidade, neste estudo foi de 3,4% ocorrendo principalmente por sepse abdominal ocasionada pela fístula. Dentre os fatores relacionados ao insucesso na reconstrução da colostomia a Hartmann observou-se associação significativa com a tentativa prévia de reconstrução (p = 0,007), a utilização prévia de quimioterapia (p = 0,037) e o longo tempo de permanência da colostomia (p = 0,025).

Referências: Fonseca et al. ABCD, 2017. & Silva et al. ABCD, 2010.

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Mais informações: Associação Brasileira de Apoio aos Ostomizados

Tratamento Cirúrgico do HEMANGIOMA HEPÁTICO

Introdução

O hemangioma é o tumor hepático mais comum, identificado em 5% a 7% das necropsias. Sua incidência é maior entre a terceira e a quinta décadas de vida, com prevalência nas mulheres. Este tumor pode aumentar de tamanho durante a gravidez e com o uso de estrogênios.

Conceito

Hemangiomas hepáticos são tumores benignos dos vasos sanguíneos do fígado. Apesar de sua causa não estar completamente esclarecida, há indícios do papel dos hormônios sexuais em seu desenvolvimento. Observações como a presença de receptores de estrogênio em alguns hemangiomas e o aumento de tamanho durante a puberdade, gravidez e uso de anticoncepcionais sugerem essa relação.

Epidemiologia

A maioria dos hemangiomas hepáticos é única e mede menos de 4 cm de diâmetro, com apenas 10% sendo múltiplos e podendo alcançar até 27 cm. Hemangiomas gigantes são definidos como aqueles com mais de 4 cm de diâmetro. Em geral, o tamanho da maioria dos hemangiomas permanece inalterado ao longo do tempo.

Diagnóstico

O diagnóstico de hemangioma hepático é geralmente realizado por exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Esses exames identificam padrões típicos de impregnação nodular periférica e descontínua, com aumento gradual da impregnação. Na ressonância magnética, os hemangiomas tipicamente apresentam um sinal alto nas sequências ponderadas em T2. A cintilografia com hemácias marcadas também é precisa para hemangiomas maiores que 2 cm, mas raramente necessária.

Indicações de Tratamento Cirúrgico

A maioria dos hemangiomas não requer tratamento. Não há evidências para interromper o uso de anticoncepcionais hormonais ou evitar a gravidez em pacientes com hemangioma, mesmo em casos de tumores gigantes. Complicações são raras, mas incluem inflamação, coagulopatia, sangramento e compressão de estruturas vizinhas. O tratamento cirúrgico é indicado apenas em casos de sintomas significativos, crescimento tumoral, síndrome de Kasabach-Merritt, ou quando não é possível excluir malignidade.

Conclusões

Hemangiomas hepáticos, em sua maioria, são assintomáticos e não necessitam de intervenção. O tratamento cirúrgico, apesar de raramente necessário, é realizado em casos selecionados para evitar complicações maiores. A decisão cirúrgica deve ser cuidadosa, considerando os riscos operatórios. Como disse William Osler, “A prática da medicina é uma arte, não um comércio; uma vocação, não um negócio; uma chamada em que seu coração será exercitado igualmente com sua cabeça.”

Tratamento Cirúrgico da COLECISTITE AGUDA



I. INTRODUÇÃO 

Os cálculos de vesícula (COLELITÍASE) estão presentes em mais de 10% da população ocidental e esta incidência aumenta com a idade. A colelitíase é a doença do aparelho digestivo com maior número de  indicação cirúrgica. Anualmente, cerca de 200.000 colecistectomias são realizadas nos Brasil. Os fatores de risco para o surgimento dos cálculos são: obesidade, diabetes mellitus, uso de estrogênio, gravidez, doença hemolítica, hereditariedade e cirrose. Acomete principalmente as mulheres na idade reprodutiva.

São várias as complicações da colelitíase, entre elas:

1. COLECISTITE AGUDA

2. PANCREATITE AGUDA

3. COLEDOCOLITÍASE

4. FÍSTULAS INTERNAS

5. CÂNCER DA VESÍCULA

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II. FISIOPATOLOGIA

A colecistite aguda é uma doença comum em emergências em todo o mundo. Na maioria dos casos, é causada pela inflamação da parede da vesícula secundária à impactação de um cálculo no ducto cístico obstruindo-o, o que causa uma crise repentina de dor abdominal, conhecido como ABDOME AGUDO.

Colecistite litiásica

A colecistite aguda está associada à colelitíase em mais de 90% dos casos. O quadro ocorre devido à obstrução do ducto cístico por um cálculo. Se a obstrução continua, a vesícula se distende e suas paredes tornam-se edematosas. O processo inflamatório inicia-se com espessamento da parede, eritema e hemorragia subserosa. Surgem hiperemia e áreas focais de necrose. Na maioria dos casos, o cálculo se desloca e o processo inflamatório regride. Se o cálculo não se move, o quadro evolui para isquemia e necrose da parede da vesícula em cerca de 10% dos casos. A formação de abscesso e empiema dentro da vesícula é conhecida como colecistite aguda gangrenosa. Com a infecção bacteriana secundária, principalmente por anaeróbios, há formação de gás que pode ocorrer dentro ou na parede da vesícula. Esse é um quadro mais grave conhecido com colecistite enfisematosa.

Colecistite aguda alitiásica 

A colecistite aguda também pode ocorrer sem a presença de cálculos em cerca de 5% dos casos. Tem uma evolução mais rápida e frequentemente evolui para gangrena, empiema ou perfuração. Ocorre em pessoas idosas ou em estado crítico após trauma, queimaduras, nutrição parenteral de longa data, cirurgias extensas, sepses, ventilação com pressão positiva e a terapia com opioides também parece estar envolvida. A etiologia é confusa, mas a estase, a isquemia, a injúria por reperfusão e os efeitos dos mediadores pró-inflamatórios eicosanoides são apontados como causas.

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III. QUADRO CLÍNICO

O quadro se inicia com uma cólica biliar caracterizada como dor no hipocôndrio direito com irradiação para escápula direita e região epigástrica. Como sintoma mais comum, o paciente apresenta dor e pressão no hipocôndrio direito, mais duradoura das que nas crises de cólica biliar a que ele frequentemente se refere. Esse é o primeiro sinal de inflamação da vesícula. A dor pode intensificar-se quando a pessoa respira profundamente e muitas vezes estende-se à parte inferior da escápula direita e à região epigástrica. A febre, assim como náuseas e vômitos, que podem ser biliosos, são habituais em 70% dos pacientes. A febre alta, os calafrios e a distensão abdominal com diminuição da peristalse costumam indicar a formação de um abscesso, gangrena ou perfuração da vesícula biliar. Nestas condições, torna-se necessária a cirurgia de urgência. A icterícia pode indicar coledocolitíase ou compressão externa do colédoco pela vesícula inflamada.

IV. AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

O hemograma habitualmente apresenta leucocitose com desvio para esquerda. O hepatograma está alterado com elevação das transaminases, da fosfatase alcalina, bilirrubinas e amilase. A hiperbilirrubinemia pode ser devido à compressão extrínseca pelo processo inflamatório grave, pela coledocolitíase ou pela síndrome de Mirizzi, que é causada pela impactação de um cálculo no infundíbulo que pode fistulizar para o colédoco e obstruí-lo. A hiperamilasemia pode ocorrer devido à obstrução do ducto pancreático levando à pancreatite concomitante.

A ultrassonografia é o exame inicial e permite a identificação de alterações que não são visíveis no exame físico e permite uma classificação. É considerado o exame “ouro” nesses casos. Tem alta sensibilidade para a detecção de cálculos e o espessamento da parede que é considerado anormal quando maior que 4 mm . Também pode haver visualização de líquido perivesicular, distensão da vesícula, cálculos impactados no infundíbulo e o sinal de Murphy ultrassonográfico. Este sinal é relatado quando, após a identificação da vesícula inflamada, o ultrassonografista comprime o abdômen na topografia da mesma com o transdutor e o paciente refere dor intensa. A ultrassonografia laparoscópica intraoperatória tem sido usada no lugar da colangiografia no diagnóstico da coledocolitíase.

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V. TRATAMENTO

A colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar) é o tratamento definitivo dos pacientes com colelitíase associada à colecistite aguda. Em geral, após sua hospitalização e preparo pré-operatório (hidratação, analgésicos e antibióticos)  realiza-se a cirurgia nas primeiras 72 horas de início do quadro. A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento de escolha na colecistite aguda litiásica e alitiásica. A cirurgia videolaparoscópica tem como característica básica diminuir a agressão e consequente trauma cirúrgico. Tem sido demonstrada, nesta abordagem, uma menor repercussão orgânica, representada por menor reação metabólica, inflamatória e imunológica quando comparada a uma cirurgia aberta. Isto representa um grande benefício para o paciente, principalmente àqueles mais graves, já com comprometimento de órgãos e sistemas, mesmo nos pacientes com idade avançada. A taxa de conversão de cirurgia videolaparoscópica para cirurgia aberta é maior nos casos de colecistopatia calculosa aguda do que na crônica, podendo ocorrer até em 30% dos casos. O fator que mais dificulta a realização do procedimento videolaparoscópico é a alteração anatômica ou se não há uma adequada visualização das estruturas. A colecistite aguda associada ao sexo masculino, IMC > 30, idade superior a 60 anos, cirurgia abdominal prévia, ASA elevado, espessamento da vesícula maior que 4 mm e diabetes são considerados fatores de risco para a conversão para a cirurgia aberta.

VI. CONCLUSÃO 

A colecistite aguda continua sendo uma doença com a qual o cirugião se depara frequentemente. A cirurgia videolaparoscópica veio mudar o manuseio e evolução dos pacientes tornando o pós-operatório mais curto e menos doloroso. A literatura médica tem levado alguns cirurgiões a retardarem a indicação cirúrgica, entretanto novos trabalhos, inclusive com análise de medicina baseada em evidências, têm demonstrado que a intervenção na primeira semana do início do quadro é a melhor conduta.

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PERIOPERATIVE MEDICINE


ARTICLE REVIEW_ PERIOPERATIVE MANAGEMENT


The outcome of patients who are scheduled for gastrointestinal surgery is influenced by various factors, the most important being the age and comorbidities of the patient, the complexity of the surgical procedure and the management of postoperative recovery. To improve patient outcome, close cooperation between surgeons and anaesthesiologists (joint risk assessment) is critical. This cooperation has become increasingly important because more and more patients are being referred to surgery at an advanced age and with multiple comorbidities and because surgical procedures and multimodal treatment modalities are becoming more and more complex. The aim of this review is to provide clinicians with practical recommendations for day-to-day decision-making from a joint surgical and anaesthesiological point of view. The discussion centres on gastrointestinal surgery specifically.