A “PROFISSÃO” CIRÚRGICA
“A arte de curar vem do coração e da mente mais do que das mãos.” – Hipócrates
Na complexa tapeçaria da sociedade moderna, as profissões desempenham papéis fundamentais na organização dos serviços necessários ao bem-estar coletivo. Definida pelo American College of Surgeons, uma profissão é um campo onde a maestria de um corpo complexo de conhecimento e habilidades é essencial. É uma vocação em que o conhecimento científico ou a prática de uma arte, fundamentada nesse conhecimento, é empregada em benefício dos outros. O compromisso com a competência, a integridade e a moralidade forma a base de um contrato social entre a profissão e a sociedade, que concede à profissão um monopólio sobre o uso de seu conhecimento, considerável autonomia na prática e o privilégio da auto-regulação. Em troca, a profissão deve prestar contas a quem serve e à sociedade como um todo.
Os Elementos Essenciais da Profissão
No cerne de toda profissão estão quatro elementos fundamentais:
- Monopólio do Conhecimento Especializado: Profissionais detêm o direito exclusivo de utilizar conhecimentos e habilidades especializados, o que lhes confere uma posição única na sociedade.
- Autonomia e Auto-Regulação: Em troca deste monopólio, profissionais desfrutam de uma relativa autonomia na prática e são responsáveis pela sua própria regulação.
- Serviço Altruísta: A profissão deve servir tanto indivíduos quanto a sociedade de forma altruísta, colocando o bem-estar do paciente acima de outros interesses.
- Responsabilidade pela Manutenção e Expansão do Conhecimento: Profissionais são responsáveis por atualizar e expandir continuamente seu conhecimento e habilidades.
O Que é Profissionalismo?
Profissionalismo descreve as qualidades cognitivas, morais e colegiais de um profissional. É o conjunto de razões pelas quais um pai se orgulha de dizer que seu filho é um médico e cirurgião. Profissionalismo é mais do que apenas conhecimento técnico; é uma combinação de ética, respeito e dedicação ao ofício e ao paciente.
Por Que Precisamos de um Código de Conduta Profissional?
A confiança é o alicerce da prática cirúrgica. O Código de Conduta Profissional esclarece a relação entre a profissão cirúrgica e a sociedade que serve, frequentemente referido como contrato social. Para os pacientes, o código cristaliza o compromisso da comunidade cirúrgica em relação aos indivíduos e suas comunidades. A confiança é construída, tijolo por tijolo.
O Código de Conduta Profissional
O Código de Conduta Profissional aplica os princípios gerais do profissionalismo à prática cirúrgica e serve como a fundação sobre a qual os privilégios profissionais e a confiança dos pacientes e do público são conquistados. Durante o cuidado pré-operatório, intraoperatório e pós-operatório, os cirurgiões têm a responsabilidade de:
- Advogar Eficazmente pelos interesses dos pacientes.
- Divulgar Opções Terapêuticas incluindo seus riscos e benefícios.
- Divulgar e Resolver Conflitos de Interesse que possam influenciar as decisões de cuidado.
- Ser Sensível e Respeitoso com os pacientes, compreendendo sua vulnerabilidade durante o período perioperatório.
- Divulgar Completamente Eventos Adversos e Erros Médicos.
- Reconhecer Necessidades Psicológicas, Sociais, Culturais e Espirituais dos pacientes.
- Incorporar Cuidados Especiais para Pacientes Terminais.
- Reconhecer e Apoiar as Necessidades das Famílias dos Pacientes.
- Respeitar o Conhecimento, Dignidade e Perspectiva de outros profissionais de saúde.
A Necessidade do Código de Profissionalismo para Cirurgiões
Procedimentos cirúrgicos são experiências extremas que impactam os pacientes fisiológica, psicológica e socialmente. Quando os pacientes se submetem a uma experiência cirúrgica, devem confiar que o cirurgião colocará seu bem-estar acima de todas as outras considerações. O código escrito ajuda a reforçar esses valores, garantindo que a confiança e o compromisso sejam mantidos.
Princípios Fundamentais do Código de Conduta Profissional
- Primazia do Bem-Estar do Paciente: Os interesses do paciente sempre devem vir em primeiro lugar. O altruísmo é central para esse conceito, e é o altruísmo do cirurgião que fomenta a confiança na relação médico-paciente.
- Autonomia do Paciente: Pacientes devem entender e tomar suas próprias decisões informadas sobre o tratamento. Os médicos devem ser honestos para que os pacientes façam escolhas educadas, garantindo que essas decisões estejam alinhadas com práticas éticas.
- Justiça Social: Como médicos, devemos advogar pelos pacientes individuais enquanto promovemos a saúde do sistema de saúde como um todo. Precisamos equilibrar as necessidades dos pacientes (autonomia) sem desviar recursos escassos que beneficiariam a sociedade (justiça social).
“Não há maior coisa a ser conquistada do que a confiança dos pacientes e da sociedade, pois ela é a base sobre a qual construímos nossas práticas e nossa profissão.” – William Osler
GOSSIPIBOMA
O termo “gossipiboma” refere-se a uma matriz de matéria têxtil envolvida por reacção de corpo estranho. O termo é derivado do latim “Gossypium”, algodão, e o Swahili “boma”, que significa “esconderijo”. Também conhecida como textiloma, originada de “textilis” (tecer em latim) e “oma” (doença, tumor ou inchaço em grego). O primeiro caso foi descrito por Wilson em 1884. Gossipibomas foram relatados após operações em muitos processos, e em diferentes órgãos e localização. Mas, o local mais comum é o abdominal. Gaze e compressas são os materiais mais comumente retidos após laparotomia. A incidência de gossipibomas é variável e subnotificada, principalmente devido às implicações legais de sua detecção, mas também porque muitos pacientes permanecem assintomáticos. A apresentação clínica é também variável. O tratamento recomendado é a excisão que pretende evitar as complicações que conduzem a taxa de mortalidade entre11-35%.
Epidemiologia
Ele ocorre entre 1/1000 a 1/1500 nas operações intra-abdominais. A apresentação clínica é variável e depende da localização do corpo estranho e sobre o tipo de reação inflamatória apresentada pela hospedeiro. Podem existir formas agudas e crônicas. A forma aguda tende a apresentar-se com fístulas e abcessos cutâneos, enquanto que a crônica como massa encapsulada (granuloma de corpo estranho) e sintomas inespecíficos. Gossipibomas ocorrem mais comumente após operação abdominal e pélvica. Eles são mais frequentes em pacientes obesos e quando a operação é realizada em emergência. A incidência é maior em nove vezes após operação de emergência, e de quatro em procedimentos não planejados no decorrer de uma intervenção, mudando o que se pretendia realizar. Outros fatores predisponentes incluem operações em campo de batalha, complicações intra-operatórias, tais como perda intensa de sangue, a incapacidade de realizar contagem de materiais cirúrgicos no final do processo, tempo de operação prolongado e as mudanças no pessoal médico e de enfermagem durante o operação.
Evolução clínica
O tempo entre a operação e aparecimento de manifestações clínicas de Gossipiboma é variável, em particular se o material permanecer estéril. Ele depende da localização do material retido e do tipo de reação orgânica, e foi estimado em entre 10 dias a vários anos. Em patologia, duas reações de corpo estranho pode occorer. A primeira resposta é a produção asséptica de fibrina, o que leva à formação de aderências, material de encapsulamento e à formação de granulomas de corpo estranho. Nesta apresentação, o paciente pode permanecer assintomático por meses ou anos. A segunda resposta é exsudativa, com formação de abcessos, fístulas aos órgãos internos como o estômago, intestino, bexiga, cólon ou vagina, ou também fístula externa para a parede abdominal. Os sintomas dependem do órgão afetado principalmente e podem resultar da compressão, obstrução, síndrome de má absorção, ou crescimento bacteriano. Eles incluem dor abdominal, tumor palpável, náuseas, vômitos, sangramento retal, diarréia, disúria, piúria, hematúria e urgência urinária. Os sintomas sistêmicos como febre, anorexia, anemia e perda de peso também podem occurer. No entanto, a resposta inflamatória e aderências podem formar uma cápsula com o bloqueio omental e órgãos adjacentes, podendo o paciente permanecer assintomático. A falta de sintomas pode dificultar ou retardar o diagnóstico, que muitas vezes é realizado incidentalmente.
Possibilidades diagnósticas
O diagnóstico pode ser difícil. Suspeita clínica e o uso de estudos de imagem são importantes, pois é a regra a inexistência ou inespecificidade de sintomas em vários anos após a operação. No pré-operatório pode ser levantada suspeita por meio de estudos radiológicos ou endoscópicos. Muitos casos só são descobertos no intra-operatório. Tomografia computadorizada é o exame complementar de escolha para o diagnóstico e avaliação dessas complicações. Ele fornece informações detalhadas sobre a lesão na maioria dos casos. A aparência pode ser lesão cística espongiforme, cápsula hiperdensa em camadas concêntricas, ou calcificações murais. A presença de gás é indicativa de perfuração do intestino ou à formação de abcessos. Os principais diagnósticos diferenciais são: aderências pós-operatórias, fecalomas, contusões, hematomas, intussuscepção, volvo, tumores e abscessos intracavitários.
Tratamento e Prognóstico
O tratamento de escolha é a remoção cirúrgica que pode ser realizada por laparoscopia ou laparotomia, e visa prevenir complicações. O prognóstico da gossipiboma é variável com taxas de mortalidade de 11 para 35%. Quando a remoção ocorre no período pós-operatório imediato, a morbidade e mortalidade são baixas; no entanto, se o material foi mantido por um longo tempo a remoção pode exigir operação extensa e ter elevado índice de complicações.
Implicações médico-legais
Há muitas implicações médico-legais com gossypiboma. Revisão de negligência médica impetradas entre 1988 e 1994 revelou 40 casos de gossipiboma, que representaram 48% de todos os corpos estranhos. Não foi possível determinar se o material esquecimento representou falta de qualidade do cirurgião ou quadro de enfermagem.
Procedimentos preventivos
A abordagem mais importante é a prevenção. As medidas preventivas necessárias incluem o uso de material têxtil com marcadores radiopacos e contagem minuciosa de materiais cirúrgicos. São recomendadas quatro contagens: na montagem do material, antes da operação, no início do fechamento da cavidade e durante a síntese da pele. Dhillon e Park reforçam a importância da exploração dos quatro quadrantes abdominais no final da operação em todos os casos, mesmo após a contagem das compressas. No caso de contagem incorreta, a menos que o paciente seja considerado instável, a síntese da cavidade não deve ser realizada até que todas elas estejam localizados.
CONCLUSÃO
Gossipiboma é um problema médico-legal sério e sua incidência está aparentemente aumentando. Por isso, os meios e métodos nos procedimentos cirúrgicos durante o ato operatório e no contexto geral da sala de operações precisam ser revistos para tomarem-se medidas preventivas. Formação continuada de profissionais da área médica e estrita adesão à técnica operatória são primordiais para a prevenção de gossipiboma.
10 Princípios da RELAÇÃO CIRURGIÃO-PACIENTE


Quando a perspectiva de uma cirurgia surge, seja para corrigir uma condição médica, melhorar a estética ou simplesmente enfrentar uma situação inesperada, o medo e a apreensão são reações naturais. A visão de dor, complicações e a sensação de perda de controle podem ser opressoras, especialmente diante dos avanços tecnológicos prometidos pela medicina. No entanto, para enfrentar esses desafios de forma eficaz e justa, é crucial entender o processo cirúrgico e os papéis envolvidos. Aqui estão algumas orientações para pacientes e familiares, com base em princípios éticos e práticos da medicina moderna.
1. Relação Paciente-Cirurgião (ã): Construindo Confiança
A confiança mútua entre paciente e médico é fundamental. Evite se submeter a pressões para procedimentos rápidos e impessoais. Um relacionamento humanizado, onde o médico dedica tempo para entender o paciente, é essencial para evitar acusações injustas e frustrações. As consultas devem ser um espaço para esclarecimentos detalhados e empáticos, não apenas para realizar procedimentos.
2. Clareza e Transparência na Informação
Informações claras sobre o procedimento, suas consequências e riscos são essenciais. Evite jargões técnicos e explique cada aspecto da cirurgia em termos compreensíveis. A comunicação aberta reduz a ansiedade e prepara os pacientes para os possíveis desdobramentos da cirurgia.
3. Expectativas Realistas
Especialmente em procedimentos estéticos, alinhar as expectativas do paciente com a realidade é crucial. Muitas vezes, expectativas irreais podem levar a descontentamentos. É importante discutir de maneira honesta o que a cirurgia pode realmente alcançar e o que pode ser meramente aspiracional.
4. Avaliação Abrangente do Risco
O risco cirúrgico não se limita a aspectos cardíacos. Uma avaliação completa deve considerar todos os sistemas do corpo e a saúde mental do paciente. Exames físicos completos e, se necessário, avaliações psicológicas são partes vitais do pré-operatório.
5. O Papel do Anestesiologista
A escolha e a administração da anestesia são responsabilidades cruciais e devem ser discutidas com o anestesiologista. A decisão sobre o tipo de anestesia deve considerar as melhores práticas e o estado de saúde do paciente, não apenas a preferência do cirurgião.
6. Preparação para Possíveis Mudanças
A cirurgia pode trazer surpresas. É importante que o paciente esteja ciente de que o plano cirúrgico pode mudar com base nas condições encontradas durante o procedimento. Essas mudanças podem influenciar o tempo de recuperação e os custos envolvidos.
7. Documentação Completa
Preencher adequadamente o prontuário médico é crucial. Todos os detalhes, desde os exames realizados até os esclarecimentos fornecidos, devem estar documentados com precisão. Essa prática não apenas protege o paciente, mas também o profissional médico.
8. Comunicação Detalhada do Procedimento
Descreva minuciosamente o ato cirúrgico e os materiais encaminhados para análise. Certifique-se de que todos os procedimentos sejam seguidos corretamente e que todos os materiais estejam devidamente identificados.
9. Pós-Operatório: Acompanhamento e Cuidados
O acompanhamento pós-operatório deve ser meticuloso. Registre as datas e horários das visitas médicas e todas as providências tomadas. Forneça orientações claras sobre a alta e o acompanhamento ambulatorial.
10. Atenção ao Estado Emocional do Paciente
Pacientes com instabilidade emocional podem ter uma experiência mais difícil com a cirurgia. É vital que essas questões sejam abordadas com apoio especializado para garantir que o paciente esteja mentalmente preparado para o procedimento.
Conclusão
A ética na medicina, especialmente na cirurgia, vai além dos conceitos de eficiência técnica e competência. Trata-se de respeito mútuo e comunicação aberta entre médico e paciente. A prática médica ideal exige não apenas habilidades técnicas e conhecimento, mas também empatia, compreensão e um compromisso com a integridade e o bem-estar do paciente. Assim, com preparação cuidadosa e uma abordagem centrada no paciente, é possível enfrentar os desafios da cirurgia com confiança e esperança. Esta abordagem humanizada e informativa ajuda a construir uma relação de confiança, minimizando o medo e a ansiedade associados ao tratamento cirúrgico e garantindo que todos os aspectos do cuidado sejam geridos com a maior consideração e respeito.
The General Surgery Job Market

There is a current shortage of general surgeons nationwide. A growing elderly population and ongoing trends toward increased health care use have contributed to a higher demand for surgical services, without a corresponding increase in the supply of surgeons. The number of general surgeons per 100,000 people in the United States declined by 26% from the 1980s to 2005. Cumulative growth in demand for general surgery is projected to exceed 25% by 2025. The Association of American Medical Colleges has projected a shortage of 41,000 general surgeons by 2025. General surgeons make up 33% of the total projected physician shortage, the second highest after primary care physicians, who make up 37% of the total shortage. Despite the demand for general surgeons, the percentage of general surgery trainees going directly into practice is decreasing while the percentage of trainees pursuing subspecialty training is increasing. A recent study reported that graduating residents who lacked confidence in their skills to operate independently were more likely to pursue subspecialty training. This suggests that some graduating residents are motivated to obtain subspecialty training to gain more experience rather than narrow their clinical scope of practice. Given the projected shortage of general surgeons, this will be a crucial distinction when reforming surgical education. General surgery trainees interested in career planning would benefit from understanding the demand for general and/or specialty skills in a job market heavily influenced by a constant stream of new graduates. However, little is currently known about the demand for subspecialty vs general surgical skills in the current job market. The goal of this study was to describe the current job market for general surgeons in the United States, using Oregon and Wisconsin as surrogates. Furthermore, we sought to compare the skills required by the job market with those of graduating trainees with the goal of gaining insight that might assist in workforce planning and surgical education reform.
Survival Guide for SURGERY ROUND

SURGERY ROUND
Medical students are often attached to the various services. They can provide a significant contribution to patient care. However, their work requires supervision by the surgical intern/resident who takes primary clinical responsibility. Subinterns are senior medical students who are seeking additional clinical experience. Their assistance is needed and appreciated, but again, close supervision of their clinical responsibilities by the intern/resident is mandatory.Outside reading is recommended, including textbooks, reference sources, and monthly journals.Eating is prohibited in patient care areas.Maintain patient confidentiality at all times.At conferences use only patient initials in presentations; and speak carefully and respectfully on work rounds.
PRINCIPLES
1. Always be punctual (this includes ward rounds, operating room, clinics, conferences, morbidity and mortality). Personal appearance is very important. Maintain a high standard including clean shirt and tie (or equivalent) and a clean white coat. The day begins early. Be ready with all the data to start rounds with the senior resident or chief resident. Be sure to provide enough time each morning to examine your patients before rounds.
ABOUT NOTES
2.Aim to get all of your chart notes written as soon as possible; this will greatly increase your effi ciency during the day. Sign and print your name, and include your beeper number, date, and time. Progress notes on patients are required daily. Surgical progress notes should be succinct and accurate, briefl y summarizing the patient’s clinical status and plan of management. Someone unfamiliar with the case should be able to get a good understanding of the patient’s condition from one or two notes. Operative consent is obtained after admitting the patient, performing the history and physical examination, discussing the risks, benefi ts, and alternatives of the procedure(s), and having the patient’s nurse sign the consent with the patient. If you are unaware of the risks and benefi ts of a procedure, discuss this with the service chief resident. Blood transfusion attestation forms need to be signed by the counseling physician before each surgical procedure.
OPERATING ROOM
3. Arrive in the operating room with the patient and before the attending physician or chief resident. Make sure that the charts and all of the relevant x-rays are in the operating room. Make sure that the x-rays are on the x-ray view box prior to the commencement of the case. The intern or resident performing the case should be familiar with the patient’s history and physical exam, current medications, and comorbidities, and be familiar with the principles of the operation prior to arriving in the operating room. Make it a habit to introduce yourself to the patient before the operation. It is mandatory that the surgical resident involved with a case in the operating room attend the start of the case punctually. Scheduled operative cases do not necessarily occur at the listed time. For this reason, it is necessary to check with the operating room front desk frequently. Do not rely on being paged. Conduct in the operating room includes assisting with the preoperative positioning and preparation of the patient; this includes shaving, catheterization, protection of pressure points, and thromboembolism protection. The resident should escort the patient from the operating room to the intensive care unit (ICU) or the postanesthetic care unit with the anesthesiologists. The operating surgeon is responsible for dictating the case. The resident must record all cases performed. For cases admitted to the surgery ICU, a hand-over to the surgery ICU resident is mandatory.This includes discussing all the preoperative assessment, operative details, and postoperative management of the case with the ICU resident.
ROUNDS
4. Signing out to cross-cover services must be performed in a meticulous and careful fashion. All patients should be discussed between the surgical intern and the cross-covering intern to cover all potential problems. A sign-out list containing all the patients, patient locations, and the responsible attendings should be given personally to the cross-cover intern. Any investigations performed at night (e.g., lab studies, chest x-ray, electrocardiogram [ECG]) should be checked that night by the covering intern. No test order should go unchecked. Abnormal lab values should be reviewed and discussed with the senior resident or the attending staff, especially on preoperative patients. Starting antibiotics should be a decision left to the senior resident or attending staff. If consultants are asked to see patients, their recommendations mustbe discussed with your senior resident or attending priorto initiating any new plans. Independent thought is good; independent action is bad.
SUPERVISION
5. Document all procedures performed on patients—including arterial lines, chest tubes, and central lines—with a short procedure note in the chart. Every patient contact should be documented in the patient record.If you see a patient in the middle of the night, write a short note to describe your assessment and plan. Remember, if there is no documentation, then nobody responded to the patient’s complaint or needs. Obtain appropriate supervision for procedures. There are always more senior residents available if your chief is not. Protect yourself; practice universal precautions! Wash your hands before and after examining a patient. Wear gloves. All wounds should be inspected every day by the surgical intern as part of the clinical examination. Please re-dress them; the nursing staff is not always immediately available to do so. There should never be any surprises in the morning.
RESIDENTS
Your senior resident is responsible for the service and should be kept aware of any problems, regardless of the time of day. If the senior resident is not available, the attending staff should be contacted directly. There are always senior residents in the hospital who are available to be used as resources for emergencies. Always be aware of who is in-house (i.e., consult resident, ICU resident, trauma chief). A surgery resident’s days are long. They start early and they fi nish late. Always remember the three A’s to being a successful resident: Affable, Available, and Able. Be prepared to maintain a flexible daily schedule depending on the workload of the service and the requirement for additional manpower.
“COMO PODEMOS CURAR A MEDICINA?”
“Nos últimos anos percebemos que estávamos na mais profunda crise da existência da medicina, devido a algo sobre o que você normalmente não pensa quando você é um médico preocupado em fazer o bem para as pessoas, que é o custo do tratamento de saúde. Não há um país no mundo que não esteja perguntando agora se podemos custear o que médicos fazem. A luta política que desenvolvemos tornou-se aquela sobre se o governo é o problema ou se as companhias de seguro são o problema. E a resposta é sim e não; é mais profundo que tudo isso. A causa de nossos problemas é, na verdade, a complexidade que a ciência nos deu. E para entender isso, voltarei algumas gerações…”
“CIRURGIA: PASSADO, PRESENTE e FUTURO ROBÓTICO”
A cirurgiã e inventora Catherine Mohr nos guia pela história da cirurgia (e seu passado pré-anestesia e pré-antissepsia), e depois demonstra algumas das mais novas ferramentas para cirurgias realizadas através de pequenas incisões, usando ágeis mãos robóticas.
Prontuário Médico | EVOLUÇÃO CIRÚRGICA S.O.A.P

INTRODUÇÃO
O prontuário médico é o conjunto de documentos padronizados e ordenados, onde devem ser registrados todos os cuidados profissionais prestados aos pacientes e que atesta o atendimento médico a uma pessoa numa instituição de assistência médica ou num consultório médico. É também o documento repositório do segredo médico do paciente. O preenchimento do prontuário médico é obrigação e responsabilidade intransferíveis do médico, fazendo-se exceção aos hospitais de ensino, onde alunos de medicina o fazem sob supervisão, correção e responsabilidade de médicos, sejam professores de medicina ou do staff do hospital de ensino. É prática antiética e ilegal, portanto condenável, delegar seu preenchimento a outrem que não médico habilitado perante o Conselho de Medicina. O prontuário médico corretamente preenchido é, e efetivamente tem sido, a principal peça de defesa do médico nos casos de denúncias por mal atendimento com indícios de imperícia, imprudência ou negligência, ou seja, na presunção da existência de erro médico. Este é o primeiro documento que a polícia, a Justiça e o próprio Conselho solicitam aos hospitais/médicos denunciados para apreciação dos fatos da denúncia.
ASPECTOS HISTÓRICOS
Na década de 1960, Lawrence Weed publicou um artigo (Weed LL. Medical records that guide and teach. N Engl J Med; 1968) que descreve um modelo de prontuário que é atualmente adotado em diversos centros médicos de todo o mundo. O modelo de Weed se destaca pela objetividade, organização, maior facilidade de acesso às informações para tomada de decisões e pela descrição sistemática das evidencias e das razões que apoiam as conclusões e os planos diagnósticos e terapêuticos durante o acompanhamento do paciente. O termo originalmente utilizado por Weed para o seu modelo de prontuário foi Prontuário Médico Orientado por Problemas (Problem-Oriented Medical Record).
No Brasil este modelo ficou conhecido como Prontuário Orientado por Problemas e Evidências (POPE) para destacar uma das características básicas deste modelo que é a ênfase nas evidências clínicas e científicas. No POPE as notas de evolução são orientadas pelos problemas ativos do paciente e segue o contexto descrito como SOAP. Cada letra da sigla SOAP se refere a um dos quatro aspectos fundamentais das notas de evolução diária, ou seja os dados subjetivos (S), os dados objetivos (O), a avaliação (A) e o planejamento (P).
COMO DEVE SER PREENCHIDO O PRONTUÁRIO NO SISTEMA S.O.A.P.?
No momento da realização das anotações o médico deverá identificar o paciente pelo nome e sobrenome, juntamente com a idade, a Clínica ao qual esta internado e o horário. Os itens de evolução médica são assim transcritos:
1. Os dados subjetivos (S) compreendem as queixas dos pacientes e outras informações fornecidas pelos pacientes, parentes ou acompanhantes.
2. Os dados objetivos (O) incluem os achados de exame físico e os achados de exames complementares.
3. A avaliação (A) se refere às conclusões sobre a situação do paciente, os pensamentos relativos ao diagnóstico e a resposta ao tratamento, tomando por base os achados subjetivos e objetivos.
4. Os planos (P) inclui os exames a serem solicitados visando o diagnóstico, as razões para inclusão, modificação de doses ou retirada de itens da terapêutica e as informações prestadas aos pacientes e familiares visando orientação e educação.
ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS
A “medicina de defesa” reforça a importância do prontuário e de seu preenchimento completo. O documento, para ser admitido em juízo como elemento de prova, necessita de ter sua autenticidade reconhecida, estar datado e assinado. A ausência desses elementos demonstra má qualidade da assistência prestada ao paciente. Rasuras comprometem o valor legal. Em casos de retificações, aconselha-se a escrever entre parênteses indicações como sem efeito, digo ou expressões análogas e, a seguir, escrever a correção.
Segundo o artigo 299 do Código Penal, a anotação incorreta, incompleta, falseada ou inexistente no prontuário quanto aos fatos relacionados com o paciente pode caracterizar falsidade ideológica: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Pena – reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de 1 (um) ano a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular”. Se o agente for funcionário público e cometer o crime, prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
Desta forma deverão constar em cada folha de evolução clínica do paciente as seguintes informações:
1. Identificação: Nome, idade e sexo; 2. Dias de Internação; 3. Diagnósticos (Sindrômico, Anatômico e Etiológico); 4. Terapêutica Básica; e 5.Data e hora de atendimento;
Os autores de todos os registros no prontuário deverão ser identificados através do nome completo e assinatura do profissional assistente com seu número de inscrição no respectivo conselho de classe. Recomenda-se SEMPRE USAR CARIMBO. Em caso de não-profissionais assistentes, como alunos em treinamento, é necessário que sua assinatura conste ao lado da do titular atendente.
A caligrafia faz parte da ética profissional do médico. As anotações precisam ser legíveis. “É vedado ao médico receitar ou atestar de forma secreta ou ilegível, assim como assinar em branco papeletas de receituários, laudos, atestados ou quaisquer outros documentos médicos” (artigo 39 do Código de Ética Médica). Nos prontuários em suporte de papel, é obrigatória a legibilidade da letra do profissional que atendeu o paciente (Resolução CFM n.º 1.638/02).
LIFE AS A SURGEON

Life as a Surgeon
Surgical careers begin long before one is known as a surgeon. Medicine in general, and surgery in particular, is competitive from the start. As the competition begins, in college or earlier, students are confronted with choices of doing what interests them and what they may truly enjoy vs doing what is required to get to the next step. It is easy to get caught up in the routine of what is required and to lose track of why one wanted to become a doctor, much less a surgeon, in the first place. The professions of medicine and surgery are vocations that require extensive knowledge and skill. They also require a high level of discretion and trustworthiness. The social contract between the medical profession and the public holds professionals to very high standards of competence and moral responsibility. Tom Krizek goes on to explain that a profession is a declaration of a way of life ‘‘in which expert knowledge is used not primarily for personal gain, but for the benefit of those who need that knowledge.’’
For physicians, part of professionalism requires that when confronted with a choice between what is good for the physician and what is good for the patient, they choose the latter. This occurs and is expected sometimes to the detriment of personal good and that of physicians’ families. Tom Krizek even goes so far as to question whether surgery is an ‘‘impairing profession.’’ This forces one to consider the anticipated lifestyle. In sorting this out, it is neither an ethical breach nor a sign of weakness to allocate high priority to families and to personal well-being. When trying to explain why surgery may be an impairing profession, Krizek expands with a cynical description of the selection process. Medical schools seek applicants with high intelligence; responsible behavior; a studious, hard-working nature; a logical and scientific approach to life and academics; and concern for living creatures. He goes further to explain that in addition to these characteristics, medical schools also look for intensity and drive, but are often unable to make distinctions among those who are too intense, have too much drive, or are too ingratiating.
Medical School
There are many ethical challenges confronting medical students. As they start, medical students often have altruistic intentions, and at the same time are concerned with financial security. The cost of medical education is significant. This can encourage graduates to choose specialty training according to what will provide them the most expedient means of repaying their debt. This can have a significant, and deleterious, impact on the health care system in that the majority of medical graduates choose to pursue specialty training, leaving a gap in the availability of primary care providers. As medical students move into their clinical training, they begin interacting with patients. One concern during this time is how medical students should respond and carry on once they believe that a mistake on their part has resulted in the injury or death of another human being. In addition, the demands of studying for tests, giving presentations, writing notes, and seeing patients can be overwhelming. The humanistic and altruistic values that medical students have when they enter medical school can be lost as they take on so much responsibility. They can start to see patient interactions as obstacles that get in the way of their other work requirements. During their clinical years, medical students decide what field they will ultimately pursue. For students to make an informed decision about a career in surgery, they need to know what surgeons do, why they do it, and how surgery differs from other branches of medicine. It is important for them to be aware of what the life of a surgeon entails and whether it is possible for them to balance a surgical career with a rewarding family life.
Surgical Residency
Beginning residents are confronted with a seemingly unbearable workload, and they experience exhaustion to the point where the patient may seem like ‘‘the enemy.’’ At the same time, they must learn how to establish strong trusting relationships with patients. For the first time, they face the challenge of accepting morbidity and death that may have resulted directly from their own actions. It is important that residents learn ways to communicate their experience to friends and family, who may not understand the details of a surgeon’s work but can provide valuable support. The mid-level resident confronts the ethical management of ascending levels of responsibility and risks, along with increasing emphasis on technical knowledge and skills. It is at this level that the surgical education process is challenged to deal with the resident who does not display the ability to gain the skills required to complete training as a surgeon. Residents at this level also must deal with the increasing level of responsibility to the more junior residents and medical students who are dependent on them as teacher, organizer, and role model. All of this increasing responsibility comes at a time when the resident must read extensively, maintain a family life, and begin to put long-range plans into practice in preparation for the last rotation into the chosen final career path. The senior surgical resident should have acquired the basics of surgical technique and patient management, accepting nearly independent responsibility for patient care. The resident at this level must efficiently and fairly coordinate the functioning team, engage in teaching activities, and work closely with all complements of the staff. As far as ethics education is concerned, residents at this stage should be able to teach leadership, teamwork, and decision-making. They should be prepared to take on the value judgments that guide the financial and political aspects of the medical and surgical practice.
The Complete Surgeon
The trained surgeon must be aware of the need to differentiate between the business incentives of medical care and doing what is right for a sick individual. As financial and professional pressures become more intense, the challenge increases to appropriately prioritize and balance the demands of patient care, family, education, teaching, and research. For example, how does the surgeon deal with the choice between attending a child’s graduation or operating on an old patient who requests him rather than an extremely well-trained associate who is on call? How many times do surgeons make poor choices with respect to the balance of family vs work commitments? Someone else can
competently care for patients, but only parents can be uniquely present in the lives of their children. Time flies, and surgeons must often remind themselves that their lives and the lives of their family members are not just a dress rehearsal.
Knowing When to Quit
A 65-year-old surgeon who maintains a full operating and office schedule, is active in community and medical organizations, and has trained most of her surgical colleagues is considering where to go next with her career. Recently, her hospital acquired the equipment to allow robotic dissection in the area where she does her most complicated procedures. She has just signed up to learn this new technology, but is beginning to reflect on the advisability of doing this. How long should she continue at this pace, and how does she know when to slow down and eventually quit operating and taking the responsibility of caring for patients? Murray Brennan summarizes the dilemma of the senior surgeon well. The senior surgeon is old enough and experienced enough to do what he does well. He yearns for the less complicated days where he works and is rewarded for his endeavors. He becomes frustrated by restrictive legislation, the tyranny of compliance, and the loss of autonomy. Now regulated, restricted, and burdened with compliance, with every medical decision questioned by an algorithm or guideline, he watches his autonomy of care be ever eroded. Frustrated at not being able to provide the care, the education, and the role model for his juniors, he abandons the challenge.
Finishing with Grace
Each surgeon should continuously map a career pathway that integrates personal and professional goals with the outcome of maintaining value, balance, and personal satisfaction throughout his or her professional career. He or she should cultivate habits of personal renewal, emotional self-awareness, and connection with colleagues and support systems, and must find genuine meaning in work to combat the many challenges. Surgeons also need to set an example of good health for their patients. Maintaining these values and healthy habits is the work of a lifetime. Rothenberger describes the master surgeon as a person who not only knows when rules apply, recognizes patterns, and has the experience to know what to do, but also knows when rules do not apply, when they must be altered to fit the specifics of an individual case, and when inaction is the best course of action. Every occasion is used to learn more, to gain perspective and nuance. In surgery, this is the rare individual who puts it all together, combining the cognitive abilities, the technical skills, and the individualized decision-making needed to tailor care to a specific patient’s illness, needs, and preferences despite incomplete and conflicting data. The master surgeon has an intuitive grasp of clinical situations and recognizes potential difficulties before they become major problems. He prioritizes and focuses on real problems. He possesses insight and finds creative ways to manage unusual and complex situations. He is realistic, self-critical, and humble. He understands his limitations and is willing to seek help without hesitation. He adjusts his plans to fit the specifics of the situation. He worries about his decisions, but is emotionally stable.
Ethics in Surgery : R.I.S.K.
Renewed public attention is being paid to ethics today. There are governmental ethics commissions, research ethics boards, and corporate ethics committees. Some of these institutional entities are little more than window dressing, whereas others are investigative bodies called into being, for example, on suspicion that financial records have been altered or data have been presented in a deceptive manner. However, many of these groups do important work, and the fact that they have been established at all suggests that we are not as certain as we once were, or thought we were, about where the moral boundaries are and how we would know if we overstepped them. In search of insight and guidance, we turn to ethics. In the professions, which are largely self-regulating, and especially in the medical profession, whose primary purpose is to be responsive to people in need, ethics is at the heart of the enterprise.
Responsibility to the patient in contemporary clinical ethics entails maximal patient participation, as permitted by the patient’s condition, in decisions regarding the course of care. For the surgeon, this means arriving at an accurate diagnosis of the patient’s complaint, making a treatment recommendation based on the best knowledge available, and then talking with the patient about the merits and drawbacks of the recommended course in light of the patient’s life values. For the patient, maximal participation in decision making means having a conversation with the surgeon about the recommendation, why it seems reasonable and desirable, what the alternatives are, if any, and what the probable risks are of accepting the recommendation or pursuing an alternative course.
This view of ethically sound clinical care has evolved over the latter half of the 20th century from a doctor-knows-best ethic that worked reasonably well for both patients and physicians at a time when medical knowledge was limited and most of what medicine could do for patients could be carried in the doctor’s black bag or handled in a small, uncluttered office or operating room. What practical steps can be taken by clinicians to evaluate patient attitudes and behavior relative to the patient’s cultural context so that the physician and patient together can reach mutually desired goals of care? Marjorie Kagawa-Singer and her colleagues at the University of California, Los Angeles, developed a useful tool for ascertaining patients’ levels of cultural influence. It goes by the acronym RISK:
Resources: On what tangible resources can the patient draw, and how readily available are they?
Individual identity and acculturation: What is the context of the patient’s personal circumstances and her degree of integration within her community?
Skills: What skills are available to the patient that allow him to adapt to the demands of the condition?
Knowledge: What can be discerned from a conversation with the patient about the beliefs and customs prevalent in her community and relevant to illness and health, including attitudes about decision making and other issues that may affect the physician-patient relationship.
Leadership in SURGICAL TEAM

Leadership is a process of social influence in which one person can enlist the aid and support of others in the accomplishment of a common task. Successful leaders can predict the future and set the most suitable goals for organizations. Effective leadership among medical professionals is crucial for the efficient performance of a healthcare system. Recently, as a result of various events and reports such as the ‘Bristol Inquiry’, and ‘To Err is Human’ by the Institute of Medicine, the healthcare organizations across different regions have emphasized the need for effective leadership at all levels within clinical and academic fields. Traditionally, leadership in clinical disciplines needed to display excellence in three areas: patient care, research and education.
Within the field of surgery, the last decade has seen various transformations such as technology innovation, changes to training requirements, redistribution of working roles, multi-disciplinary collaboration and financial challenges. Therefore, the current concept of leadership demands to set up agendas in line with the changing healthcare scenario. This entails identifying the needs and initiating changes to allow substantive development and implementation of up-to-date evidence. This article delineates the definition and concept of leadership in surgery. We identify the leadership attributes of surgeons and consider leadership training and assessment. We also consider future challenges and recommendations for the role of leadership in surgery.
PRINCIPLES OF LEADERSHIP FOR GENERAL SURGEONS
A cirurgia é uma forma de terapia para as doenças que é motivada pelo CORAÇÃO, planejada na CABEÇA e executada pelas MÃOS.
“A cirurgia é uma forma de terapia para as doenças que é motivada pelo CORAÇÃO, planejada na CABEÇA e executada pelas MÃOS.”
Prof . Phd. Tom DeMeester
DEFINIÇÃO DE CIRURGIA (By Tom DeMeester / Gastrão 2012)
O RELATO CIRÚRGICO

DESCRIÇÃO DO ATO OPERATÓRIO – RELATO CIRÚRGICO
O relato cirúrgico deve incluir informações detalhadas e precisas para garantir uma documentação completa e eficaz. É prejudicial descrever “oficiosamente” o ato operatório, isto é, fazer descrição sumariíssima apenas dos tempos cirúrgicos básicos com apresentação do mesmo relatório para todos os procedimentos idênticos. É preciso criticar com veemência relatos cirúrgicos em que constem apenas “cirurgia feita pela técnica habitual”. Valiosos detalhes são omitidos e se perdem para consultas, pesquisas e esclarecimentos. Deve-se evitar “descrição” prévia, injustificável em todos os casos. O ato cirúrgico será registrado como dissertação minuciosa das táticas e técnicas operatórias usadas, dos acidentes cirúrgicos, das dificuldades técnicas, daquilo que foi visto e realizado do início ao fim do procedimento. Pela sua importância, tal relatório poderá ser refeito em ocasião de mais calma e propícia à reflexão, atentando-se ao maior zelo pela legibilidade.O documento deve conter:
- Identificação do Paciente: Nome completo, idade, número de prontuário e outras informações pessoais relevantes.
- Nome do Procedimento Cirúrgico: Identificação clara do procedimento realizado.
- Diagnóstico: Condição clínica ou patologia que motivou a cirurgia.
- Nome do Cirurgião e da Equipe: Inclusão dos nomes do cirurgião principal, auxiliares, e membros da equipe de enfermagem.
- Horário de Início e Fim da Operação: Registre com precisão os horários para controle do tempo operatório.
- Estado Geral do Paciente: Descrição breve do estado geral do paciente antes e após o procedimento.
Aspectos a Evitar:
- Descrição Sumária: Evitar a descrição excessivamente resumida do ato operatório. Cada relato deve ser específico e adaptado ao procedimento realizado, não devendo ser padronizado para todos os casos semelhantes.
- Relatos Padrão: Evitar o uso de frases genéricas como “cirurgia feita pela técnica habitual”, que omitem detalhes essenciais e dificultam futuras consultas e pesquisas.
Detalhamento do Relato:
- Condições do Paciente: Descrição das condições do paciente antes e após a cirurgia.
- Afecções Concomitantes: Registro de qualquer condição adicional ou comorbidade presente.
- Tempo de Início e Fim: Hora exata de início e término da operação.
- Posição do Paciente e Uso de Coxim: Descrição da posição do paciente e do uso de dispositivos de suporte.
- Aspecto da Afecção: Grau de inflamação, disseminação e gravidade da afecção tratada.
- Produtos de Anti-sepsia: Detalhamento dos produtos utilizados para anti-sepsia.
- Via de Acesso: Descrição da via de acesso utilizada.
- Uso de Eletrocautério: Registro do uso de eletrocautério durante o procedimento.
- Fios e Suturas: Tipos e características dos fios e suturas utilizados.
- Técnica Cirúrgica: Descrição minuciosa da técnica empregada.
Exames e Materiais:
- Radiológicos Transoperatórios: Descrição dos exames radiológicos realizados durante a operação.
- Materiais e Peças Cirúrgicas: Registro de peças obtidas para histopatologia, biópsias, secreções colhidas, e tipo de sutura empregada, incluindo aquelas no fechamento da ferida cirúrgica.
- Objetos Relacionados a Crimes: Classificação e rotulagem de objetos que possam indicar crime para envio ao instituto médico-legal ou à autoridade policial.
- Desenhos Esquemáticos: Se possível, incluir desenhos esquemáticos para ilustrar aspectos importantes da cirurgia.
Aspectos Adicionais:
- Lesões por Arma Branca e Trajetos de Projetis: Descrição detalhada das lesões e trajetos internos, se aplicável, incluindo a extração de projéteis e corpos estranhos.
- Solicitação de Exame Histopatológico: Anotar a solicitação para exame histopatológico das peças cirúrgicas que requerem estudo diagnóstico.
- Cabeçalho e Itens da Folha de Descrição: Preencher com data, hora, duração da cirurgia, forma de anestesia, nomes dos auxiliares e outros profissionais, e assinatura com carimbo.
Importância do Relato:
A descrição cirúrgica deve ser um relato detalhado e de valor científico, que inspire confiança e credibilidade. A equipe deve conferir todo o material cirúrgico, incluindo gazes e compressas, antes e depois da operação, para garantir que nenhum corpo estranho permaneça no paciente. Intercorrências durante o ato cirúrgico devem ser anotadas no prontuário. A folha de descrição cirúrgica, quando bem preenchida, é um documento essencial para comprovar os procedimentos realizados, além de ser crucial para a cobrança dos gastos pelo serviço de faturamento e para a defesa em caso de dúvidas, demandas judiciais ou processos ético-profissionais.
“Ex nihilo nihil fit”
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VALORES ÉTICOS DOS ESTAGIÁRIOS DA CLÍNICA CIRÚRGICA

EXCELÊNCIA
Nunca baixar os seus padrões pessoais e profissionais. Fazer sempre o melhor, NÃO SOMENTE O POSSÍVEL.
Fazer sempre a coisa certa, mesmo quando ninguém está olhando.
RESPONSABILIDADE
Cumprir rigorosamente as atribuições em relação aos cuidados com os pacientes do serviço.
Ser uma força positiva com comprometimento na melhor assistência ao paciente.
DISCIPLINA
É a construção diária do seu objetivo.
O sucesso vem um pequeno passo de cada vez. O amanhã começa agora.

Turma 02 de RM Cirurgia Geral (HTLF)

Dr Antonio Filho (UEMA)
Dr Arimatéia Morales (UESPI)
Dra Livia Andrade (UFMA)
Dra Maura Calazeiras (UNICEUMA – APROVADA EM COLOPROCTOLOGIA NA UFCE)
Dr Igor Neiva (UNICEUMA – APROVADO EM ONCOLOGIA CIRÚRGICA NO INCA – RJ)
A todos os ex-residentes desejamos boa sorte e muitas realizações nesta nova etapa profissional.
Surgical Rotation: 5 PRINCIPLES

1.Getting along with the nurses.
The nurses do know more than the rest of us about the codes, routines, and rituals of making the wards run smoothly. They may not know as much about pheochromocytomas and intermediate filaments, but about the stuff that matters, they know a lot. Acknowledge that, and they will take you under their wings and teach you a ton!
2. Helping out.
If your residents look busy, they probably are. So, if you ask how you can help and they are too busy even to answer, asking again probably would not yield much. Always leap at the opportunity to shag x-rays, track down lab results, and retrieve a bag of blood from the bank. The team will recognize your enthusiasm and reward your contributions.
3. Getting scutted.
We all would like a secretary, but one is not going to be provided on this rotation. Your residents do a lot of their own scut work without you even knowing about it. So if you feel like scut work is beneath you, perhaps you should think about another profession.
4. Working hard.
This rotation is an apprenticeship. If you work hard, you will get a realistic idea of what it means to be a resident (and even a practicing doctor) in this specialty. (This has big advantages when you are selecting a type of internship. Staying in the loop. In the beginning, you may feel like you are not a real part of the team. If you are persistent and reliable, however, soon your residents will trust you with more important jobs. Educating yourself, and then educating your patients. Here is one of the rewarding places (as indicated in question 1) where you can soar to the top of the team. Talk to your patients about everything (including their disease and therapy), and they will love you for it.
5. Maintaining a positive attitude.
As a medical student, you may feel that you are not a crucial part of the team. Even if you are incredibly smart, you are unlikely to be making the crucial management decisions. So what does that leave: attitude. If you are enthusiastic and interested, your residents will enjoy having you around, and they will work to keep you involved and satisfied. A dazzlingly intelligent but morose complainer is better suited for a rotation in the morgue. Remember, your resident is likely following 15 sick patients, gets paid less than $2 an hour, and hasn’t slept more than 5 hours in the last 3 days. Simple things such as smiling and saying thank you (when someone teaches you) go an incredibly long way and are rewarded on all clinical rotations with experience and good grades.
Having fun! This is the most exciting, gratifying, rewarding, and fun profession and is light years better than whatever is second best (this is not just our opinion).
By: Alden H. Harken MDProfessor and Chair, Department of Surgery, University of California, San Francisco–East Bay, Oakland, California, Chief of Surgery, Department of Surgery, Alameda County Medical Center, Oakland, California
AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA
MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIA_AVALIAÇÃO PRÉ_OPERATÓRIA

O médico CIRURGIÃO realiza a avaliação pré-operatória e define a necessidade de avaliação complementar, considerando a otimização das condições clínicas do paciente e a realização de exames complementares. Pacientes hígidos, com idade inferior a 40 anos, sem fatores de risco detectados na anamnese e no exame físico, a serem submetidos a cirurgias de pequeno porte, após a avaliação clínica básica poderão ser encaminhados à cirurgia após avaliação do Anestesiologista. Porém, nos casos em que o paciente tenha alguma comorbidade, idade maior de 60 anos, estado físico ASA II ou acima, obesidade, dependência funcional ou cirurgia de médio ou grande porte, estará indicado avaliação pré-operatória mais pormenorizada .
“poderosos além de qualquer medida…”

Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso? Na verdade, quem não quer que você seja? Você é um filho de Deus. Seu papel pequeno não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se encolher, para que outras pessoas não se sintam inseguros ao seu redor. Estamos todos feitos para brilhar, como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não é apenas em alguns de nós, está em todos. E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. Como estamos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.
Esse texto é atribuído a Marianne Williamson, uma autora e palestrante americana. A passagem faz parte de seu livro “A Return to Love: Reflections on the Principles of A Course in Miracles” (1992). Williamson explora temas de autoaceitação, potencial humano e espiritualidade, incentivando as pessoas a reconhecerem e expressarem sua luz interior. A citação destaca a ideia de que o verdadeiro medo não está em nossa inadequação, mas no poder e potencial que temos para impactar positivamente o mundo ao nosso redor.
Safe Surgery Save Lives

Evento Adverso (EA) é definido de acordo com a International Classification for Patient Safety proposta pela World Alliance for Patient Safety da Organização Mundial de Saúde (OMS) como incidente que resulta em dano (harm) ao paciente. Incidente definido como evento ou circunstância que poderia ter causado ou que resultou desnecessariamente em dano ao paciente e evento como algo que acontece com ou envolve o paciente. Os eventos adversos (EAs) têm estimativa de ocorrência em 4 a 16% de todos os pacientes hospitalizados, sendo que mais de metade nos cuidados cirúrgicos, dos quais acima de 50% são evitáveis. A ocorrência de EAs é considerada um problemade importância internacional sendo crescente o envolvimento de pesquisadores,profissionais de saúde e gestores de saúde na avaliação de EAs e inúmeras as instituições,redes de relacionamento e websites referentes ao tema.
Em 2004, expressando a preocupação mundial com a segurança de pacientes, foi criada pela OMS a World Alliance for Patient Safety tendo como elemento central a formulação do Global Patient Safety Challenge, que engloba temas representativos dos principais aspectos dos riscos relacionados com a assistência à saúde, considerados relevantes para os países membros da OMS. O primeiro tema selecionado foi infecção associada à prestação de serviço em saúde, seguido de segurança dos cuidados cirúrgicos,tendo como objetivo prevenir erros, evitar danos e salvar vidas. O número de cirurgias de maior porte realizadas anualmente no mundo foi estimado pela OMS em 234 milhões, o que corresponde a uma cirurgia para cada 25 pessoas.
Cirurgia de maior porte inclui qualquer procedimento realizado na sala de cirurgia envolvendo incisão, excisão, manipulação, ou sutura de tecido que geralmente requer anestesia geral ou regional, ou sedação profunda para controlar a dor. Em países industrializados complicações ocorrem em 3 – 16% dos procedimentos cirúrgicos realizados em pacientes internados, com taxa de mortalidade de 0,4 – 0,8%. Estudos realizados em países em desenvolvimento estimam uma taxa de mortalidade de 5 a 10% em pacientes submetidos à cirurgia de maior porte. A segurança em cirurgia emerge como importante preocupação para a saúde pública global. Cirurgia é um dos mais complexos e caros serviços prestados pelos sistemas de saúde.
Nos países em desenvolvimento , o mau estado da infraestrutura e dos equipamentos; os problemas quanto ao suprimento e à qualidade de medicamentos e de material médico-cirúrgico; as falhas na gestão da organização e no controle de infecção; o desempenho insatisfatório dos profissionais devido à baixa motivação ou à deficiência na capacitação técnica; as falhas no correto diagnóstico pré-operatório; as deficiências na consulta pré-anestésica, e o subfinanciamento dos custos operacionais dos serviços de saúde, tornam a probabilidade de ocorrência de eventos adversos muito maior do que em países industrializados.
Veja alguns dados:
World Alliance for Patient Safety : forward programme. World Health Organization 2004, apud: Harvard Medical Practice Study in 1991
Eventos Adversos na Clínica Cirúrgica
EVENTOS ADVERSOS # COMPLICAÇÕES

Introdução
O termo “Evento Adverso (EA)” cirúrgico é relativamente novo, mas o conceito de monitoramento dos resultados cirúrgicos, incluindo complicações pós-operatórias, é muito antigo. Desde 1732, existem referências a sistemas de coleta de informações hospitalares. Na Grã-Bretanha, estatísticas vitais datam de 1838, e já em 1850, a associação entre higiene das mãos e a transmissão de infecções foi estabelecida. Em 1854, os riscos de má higiene nos hospitais foram destacados, e em 1910, Ernest Codman defendeu a avaliação rotineira dos resultados negativos em cirurgias para melhorar a qualidade da assistência. Nos anos 1990, o interesse em erros e danos relacionados à saúde cresceu, mudando o foco das pesquisas para estratégias de enfrentamento e uma abordagem sistêmica ou organizacional.
Epidemiologia
Os EAs cirúrgicos contribuem significativamente para a morbidade pós-operatória, e sua avaliação e monitoramento frequentemente são imprecisos. Com a redução do tempo de permanência hospitalar e o aumento do uso de técnicas cirúrgicas inovadoras, especialmente minimamente invasivas e endoscópicas, a eficiência no monitoramento dos eventos adversos torna-se crucial. Revisões recentes identificaram que os EAs são desfavoráveis, indesejáveis, prejudiciais, impactam o paciente e estão associados ao processo de assistência à saúde, mais do que a um processo natural de doenças. A análise dos EAs é complexa devido à variabilidade dos sistemas de registro e às diversas definições na literatura científica para complicações pós-operatórias.
Custo e Efeitos de Medicina Legal
As complicações pós-operatórias resultam da interação de fatores dependentes do paciente, sua enfermidade e a atenção à saúde recebida. O estudo dos EAs cirúrgicos é relevante pela sua frequência, impacto considerável sobre a saúde dos pacientes e repercussão econômica no gasto social e sanitário. Além disso, os EAs servem como instrumento de avaliação da qualidade da assistência. Eventos adversos evitáveis, suscetíveis a intervenções de prevenção, são de maior interesse para a saúde pública. EAs cirúrgicos estão relacionados a acidentes intra-operatórios, complicações pós-operatórias imediatas ou tardias e ao fracasso da intervenção cirúrgica.
Nos Estados Unidos, um estudo em hospitais de Colorado e Utah calculou uma taxa de incidência de 1,9% para pacientes internados, e 3,0% para pacientes submetidos a cirurgia ou parto, com 54% dos EAs considerados evitáveis. Em 5,6% dos casos, os EAs resultaram em óbito. Na Austrália, a prevalência de internações cirúrgicas associadas a um EA foi de 21,9%, com 47,6% dos EAs classificados como altamente evitáveis. Na Espanha, um estudo em cirurgias de parede abdominal encontrou complicações em 16,32% dos pacientes.
Diferença entre Complicação e Evento Adverso
Complicações pós-operatórias surgem da interação entre fatores do paciente, da doença e da atenção recebida. Eventos Adversos, por outro lado, são desfavoráveis, indesejáveis e prejudiciais, resultantes do processo de assistência à saúde. Embora ambos afetem a recuperação, os EAs são frequentemente evitáveis com intervenções preventivas.
Conclusão
A segurança em cirurgia no Brasil é preocupante. Em 2003, 52,5% dos hospitais inspecionados pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo apresentaram condições físicas inadequadas. Hospitais de pequeno porte, que representam 62% dos estabelecimentos, enfrentam desafios significativos em termos de complexidade e densidade tecnológica.
Como Ernest Codman sabiamente afirmou: “A melhoria na assistência médica só pode ser alcançada com a análise sistemática dos resultados”. Esta frase histórica ressoa ainda hoje, destacando a importância da avaliação e monitoramento dos EAs cirúrgicos para a melhoria contínua da qualidade e segurança na assistência à saúde.
World’s Greatest Surgeon
On July 12, 2008, the world lost an incredible talent. A renegade physician, a pioneer, the father of open-heart surgery, and perhaps the best surgeon who ever lived, Dr. Michael DeBakey died of natural causes at 99. Because of his groundbreaking research, cutting-edge medical devices and maverick approach to cardiac surgery, DeBakey literally changed the rules of the game and thousands of lives are saved each day.
What can we learn from Michael DeBakey’s life and career?
1. Build your brand.
With a career that spanned more than 70 years, DeBakey built a reputation for being indispensable. His patients included everyone from the ordinary person next door and people with no means to a list of Who’s Who among world leaders. Presidents Kennedy, Johnson and Nixon, President Boris Yeltsin, King Hussein of Jordan, the Shah of Iran, Turkish President Turgut Ozal, just to name a few, engaged DeBakey because they knew he was the best. The Journal of the American Medical Association said in 2005, “Many consider Michael E. DeBakey to be the greatest surgeon ever.” Is your personal brand strong enough that if you left your company, colleagues and customers would have a difficult time getting along without you?
2. Be a guru, thought leader, industry expert.
Dr. DeBakey published more than 1,000 medical reports, research papers, chapters and books on topics related to cardiovascular medicine. He helped establish the National Library of Medicine, the world’s largest and most prestigious repository of medical archives. DeBakey played a key role in organizing a specialized medical center system to treat soldiers returning from the war. This system is now the Veterans’ Administration Medical Center System. For his numerous contributions Dr. DeBakey was awarded the Presidential Medal of Freedom, the Congressional Gold Medal, Congress’ highest civilian honor, the National Medal of Science, the country’s highest scientific award, and The United Nations Lifetime Achievement Award. Do people see you as a guru in your field? How distinctive is your knowledge base? How well do you garner, contribute and leverage knowledge?
3. Never quit learning.
As a child, DeBakey was required to borrow a book from the library each week and read it. He read the entire Encyclopedia Britannica before entering high school. Overseeing cases, consulting with colleagues and mentoring younger surgeons, he made his mark on the world right up to the end. DeBakey performed his last surgery at age 90 and continued to travel the globe giving lectures. Perhaps you’re thinking, “Who would want a 90-year-old surgeon operating on them?” The answer could be, “Someone who’s performed more than 60,000 cardiovascular procedures in his career.” Do you have a reputation for lifelong learning, for continually adding value? When we stop bringing something new to the game, the game is over.
4. Risk more, gain more.
DeBakey took risks others weren’t willing to take to advance medicine. Tubing, clamps, pumps, protocols all bear the mark of DeBakey’s passion for innovation. Yet, product and process innovations often pull people out of their comfort zones and some of DeBakey’s early breakthroughs weren’t accepted initially—in fact they were ridiculed. For example, in 1939, when Drs. DeBakey and Alton Ochsner linked cigarette smoking to lung cancer, many in the medical community derided it. Then in 1964, the Surgeon General confirmed their findings and documented the cause and effect. There was also skepticism when DeBakey discovered that he could substitute parts of diseased arteries with synthetic (Dacron) grafts—a procedure that enables surgeons to repair aortic aneurysms in the chest and abdomen. He initially figured out how to stitch synthetic blood vessels on his wife’s sewing machine. Now the procedure is widely used. DeBakey was also the first to perform bypass surgery and the first to perform a successful removal of a blockage of the carotid (main) artery of the neck, a procedure that has become the standard protocol for treating stroke. The world is not changed by those who are unwilling to take risks. Is your passion for advancing your field by taking a risk bigger than your fear of rejection or making a mistake?
5. Refuse to sell out on your dream.
DeBakey developed an interest in medicine in his father’s pharmacy where he listened to physicians talk shop. The vision to become a doctor was clear, the question was, “what kind?” In 1932, there simply wasn’t anything you could do for heart disease, if a patient had a heart attack the long-term prognosis wasn’t good. While he was still in school in 1932, DeBakey invented the roller pump—a critical part of the heart-lung machine that takes over the functions of the heart and lungs during open-heart surgery. This not only created the era of open-heart surgery, it cemented DeBakey’s passion to make a mark in the world of cardiovascular medicine. Engagement is about pouring your heart, mind and soul into a dream that causes you to fire on all cylinders. Does your career fulfill your desires? Or, have you sacrificed a dream that could make you come alive for a life of duty and routine that simply “works”?
6. Play to your genius.
DeBakey said, “I like my work, very much. I like it so much that I don’t want to do anything else.” Most people who are happy in life spend time doing what they love. This usually makes them extremely good at what they do. Dr. DeBakey exemplified the power of what can happen when our work requires what we are good at and passionate about. Playing to your genius is about using your gifts and talents to pursue a passion that makes a significant contribution to the people and the world you serve. Playing to your genius also promotes autonomy and self-direction, cultivates commitment, stimulates personal growth and makes work fun. Are you engaged in work you’re good at and passionate about—work that makes a contribution and needs to be done? Or are you just biding time?
7. Balance passion with discipline and focus.
With regard to his patients, the indefatigable DeBakey had an uncompromising dedication to perfection. He was known as a taskmaster who set very high standards, yet he never demanded more from others than he demanded from himself. Heart surgeons who trained under DeBakey say he was hard to keep up with when making patient rounds. They joked that he was from another world because he could maintain his focus and intensity for hours. In a world of competing priorities and information overload it’s easy to lose focus and get distracted. But, if you are playing to your genius and doing what you love, it’s easier to be disciplined and maintain a maniacal focus. Are you disciplined? Do you have a maniacal focus? Would your customers (internal and external) say you are relentless when it comes to pursuing perfection?
8. Find a void and figure out how to fill it.
Michael DeBakey’s innovations are on par with the likes of Thomas Edison, Alexander Graham Bell, Jonas Salk, Henry Ford and Alfred Nobel. During World War II, he helped establish the mobile army surgical hospitals or MASH units. He was a key player in the development of artificial hearts, artificial arteries and bypass pumps that help keep patients alive who are waiting for transplants. He was among the first to recognize the importance of blood banks and transfusions. He also helped create more than 70 surgical instruments that made procedures easier and clinical outcomes more effective. If something couldn’t be done, DeBakey found a way to do it. In 1967, Dr. Christiaan Barnard performed the first human heart transplant in South Africa. Dr. DeBakey was among the first to begin doing the procedure in the United States. The problem was that recipients’ bodies rejected the new organs and death rates were high. In the 1980s cyclosporine, a new anti-rejection drug paved the way for organ transplants. Again, DeBakey was among the first to develop new protocols and advance the field of heart transplants. Where are the gaps in your organization or industry? What would happen if you developed a reputation for filling these voids?
9. Show people that their work matters.
Michael DeBakey is known not only for his prolific contributions to the medical field, but also as a symbol of hope and encouragement to his colleagues. Many years ago a colleague of ours shadowed Dr. DeBakey for a day at The Methodist Hospital in Houston, Texas. He was struck by DeBakey’s capacity to affirm each person he saw in the course of the day. In one particular encounter, DeBakey began chatting with an elderly janitor who was sweeping the floor. DeBakey asked the man about his wife and children. He told the older man, obviously not for the first time, that the hospital couldn’t function without the janitor because germs would spread, increasing the chances of infection in the hospital. Later in the day, our colleague tracked down the janitor and asked him, “What exactly do you do? Tell me about your job.” With pride, the janitor replied: “Dr. DeBakey and I? We save lives together.” He’s right. After all, consider what would happen to our healthcare systems if the cleaning crews went on strike. DeBakey understood that showing the janitor exactly how he contributes to a larger, more heroic cause is crucial. This creates a powerful dynamic. Realizing that he is working toward a worthy goal, the janitor’s perceptions about his work changed. It had new meaning and his enthusiasm for the job was rejuvenated. Great leaders make time to help people see how their work is connected to something bigger. For a surgeon like DeBakey, those five or ten minutes each day were costly, unless, of course, you consider the productivity generated by a janitor whose work has been transformed. Right now, how many people in your organization are engaged in work that five years from today no one will give a rip about? Can you make the link between what you do and a noble or heroic cause? Can you make this link for others?
10. Be generative—inspire others to pursue the cause.
Generativity is the care and concern for the development of future generations through teaching, mentoring, and other creative contributions. It’s about leaving a positive legacy. All great leaders are generative and Michael DeBakey was no exception. He inspired many medical students to pursue careers in cardiovascular surgery. His reputation brought many people to Baylor College of Medicine and helped transform it into one of the premier medical institutions in the world. DeBakey trained and mentored almost 1,000 surgeons and physicians. In 1976, his students founded the Michael E. DeBakey International Surgical Society. Many of his residents went on to serve as chairpersons and directors of their own successful academic surgical programs in the United States and around the world. Are the people you’ve touched in your career learning, growing and making a difference as a result of your influence? Have they been inspired to build a better world than the world they inherited? Michael DeBakey applied his problem-solving skills to many parts of medicine that have changed our way of life. Timothy Gardner, M.D., president of the American Heart Association said it well, “DeBakey’s legacy will live on in so many ways—through the thousands of patients he treated directly and through his creation of a generation of physician educators, who will carry his legacy far into the future. His advances will continue to be the building blocks for new treatments and surgical procedures for years to come.”
Michael DeBakey’s life and legacy proves that one person who chooses to play to their genius can change the world and make it a better place for all. What legacy will you leave behind?
O CIRURGIÃO (POEMA)

O CIRURGIÃO
Um corpo inerte aguarda sobre a mesa
Naquele palco despido de alegria.
O artista das obras efêmeras se apresenta.
A opereta começa, ausente de melodia
E o mascarado mudo trabalha com presteza.
Sempre começa com esperança e só términa com certeza.
Se uma vida prolonga, a outra vai-se escapando.
E nem sempre do mundo o aplauso conquistando
Assim segue o artista da obra traiçoeira e conquistas passageiras.
Há muito não espera do mundo os louros da vitória
Estudar, trabalhar é sua história, e a tua maior glória
Hás de encontrar na paz do dever cumprido.
Quando a vivência teus cabelos prateando
E o teu sábio bisturi, num canto repousando
Uma vez que sua missão vai terminando
Espera do bom Deus por tudo, a ti, seja piedoso.
SOIS VÓS INSTRUMENTO DA TUA OBRA.
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Qual o momento certo? AGORA.
“So live your life that the fear of death can never enter your heart. Trouble no one about their religion; respect others in their view, and demand that they respect yours. Love your life, perfect your life, beautify all things in your life. Seek to make your life long and its purpose in the service of your people. Prepare a noble death song for the day when you go over the great divide. Always give a word or a sign of salute when meeting or passing a friend, even a stranger, when in a lonely place. Show respect to all people and grovel to none. When you arise in the morning give thanks for the food and for the joy of living. If you see no reason for giving thanks, the fault lies only in yourself. Abuse no one and no thing, for abuse turns the wise ones to fools and robs the spirit of its vision. When it comes your time to die, be not like those whose hearts are filled with the fear of death, so that when their time comes they weep and pray for a little more time to live their lives over again in a different way. Sing your death song and die like a hero going home.”

~ Chief Tecumseh (Poem from Act of Valor the Movie)
The Qualities of a GOOD SURGEON

Following is a list of Dr. Ephraim McDowell’s personal qualities described as “C” words along with evidence corroborating each of the characteristics.
Courageous: When he agreed to attempt an operation that his teachers had stated was doomed to result in death, he, as well as his patient, showed great courage.
Compassionate: He was concerned for his patient and responded to Mrs. Crawford’s pleas for help.
Communicative: He explained to his patient the details of her condition and her chances of survival so that she could make an informed choice.
Committed: He promised his patient that if she traveled to Danville, he would do the operation. He made a commitment to her care.
Confident: He assured the patient that he would do his best, and she expressed confidence in him by traveling 60 miles by horseback to his home.
Competent: Although lacking a formal medical degree, he had served an apprenticeship in medicine for 2 years in Staunton, Virginia, and he had spent 2 years in the study of medicine at the University of Edinburgh, an excellent medical school. In addition, he had taken private lessons from John Bell, one of the best surgeons in Europe. By 1809 he was an experienced surgeon.
Carefull: Despite the fact that 2 physicians had pronounced Mrs. Crawford as pregnant, he did a careful physical examination and diagnosed that she was not pregnant but had an ovarian tumor. He also carefully planned each operative procedure with a review of the pertinent anatomic details. As a devout Presbyterian, he wrote special prayers for especially difficult cases and performed many of these operations on Sundays.
Courteous: He was humble and courteous in his dealings with others. Even when he was publicly and privately criticized after the publication of his case reports, he did not react with vitriol. The qualities of character demonstrated by Dr. Ephraim McDowell 200 years ago are still essential for surgeons today.
Dr. Ephraim McDowell exemplified the essential qualities that define a great surgeon. His courage was evident when he accepted to perform an operation deemed fatal by his mentors, facing the unknown with determination. His compassion shone through in his genuine concern for the well-being of his patients, responding to cries for help with sensitivity and empathy. He was communicative, ensuring that his patients were well-informed about their conditions and the risks involved, enabling decisions based on knowledge. Additionally, Dr. McDowell demonstrated unwavering commitment to his patients, keeping promises and ensuring that each received the best possible care.
His confidence in his abilities, even without a formal degree, was supported by a robust education and a continuous dedication to learning. Dr. McDowell was competent, the result of years of study and practice, conducting meticulous physical examinations and planning each procedure with precision. His courtesy and humility in interactions, even in the face of criticism, showed a character that valued respect and integrity. These qualities, demonstrated two centuries ago, are timeless and continue to define ethical practice in modern surgery. As William Osler aptly stated, “The practice of medicine is an art, not a trade; a calling, not a business; a calling in which your heart will be exercised equally with your head.”
Etiqueta Médica : Postura Cirúrgica na U.T.I.
A etiqueta no ambiente hospitalar vai além das regras de boa convivência. Ela oferece recursos para que os profissionais construam relacionamentos sólidos, além de ensiná-los a lidar com os “sabotadores da carreira”, como indiscrição e a falta de educação. Logo as atitudes no trabalho devem ser pautadas pelo bom senso, pelo bom gosto e pelo equilíbrio. Esses três fatores têm um único objetivo: fazer-nos pessoas melhores na convivência com os demais. Certamente, pensar muito antes de agir nos protege de escolhas equivocadas de comportamentos. As relações de trabalho e os ambientes hospitalares mudaram muito nos últimos anos, assim como as regras de convivência e as competências relacionais. Hoje, muitas empresas adotam estações de trabalho em que todos compartilham o mesmo espaço. Tudo o que se fala pode ser ouvido. A privacidade é muito menor, o que exige discrição. As atribuições das lideranças também evoluíram: em vez de mandar, os líderes devem convencer as suas equipes para serem respeitados. Outro desafio é promover a boa convivência entre gerações diferentes nas empresas. Os avanços tecnológicos exigem muito mais dos relacionamentos com colegas de todos os níveis. Portanto, o uso de emails, redes sociais e mensagens instantâneas, entre outros recursos, deve preservar sempre a cortesia, o respeito e a devida atenção ao outro. Sendo a “regra de platina” das relações humanas: trate os outros melhor do que você gostaria de ser tratado!
Ao encaminhar o paciente no pós-operatório para U.T.I. o Cirurgião legalmente mantém sua responsabilidade sob os cuidados cirúrgicos deste paciente, sendo a partir daí um dos profissionais que participará na orientação das condutas clínicas relacionadas ao procedimento cirúrgico do paciente. Desta forma deve ficar á livre disposição dos INTENSIVISTAS para dirimir qualquer dúvida ou prestar orientações quanto a evolução cirúrgica do paciente em questão.
Alguns cuidados são importantes para serem lembrados nesta relação CIRURGIÃO e o Corpo Clínico das Unidades de TERAPIA INTENSIVA…
- Ao executar um procedimento cirúrgico, lembre-se que se algum evento adverso pode ocorrer, este um dia irá acontecer (Lei de Murphy). Prepara-se o pior possível. Se pensas que após uma complicação cirúrgica as coisas não podem piorar, acredite que podem. E serão justamente esta equipe de Especialistas que nos ajudaram a conduzir melhor o caso.
- Nada na Medicina permanece constante, em especial no pós-operatório, e nenhum órgão falha isoladamente.
- Cuidado com a Lei da Especialização: se fores um martelo, o resto do mundo é um prego. Aquele que pensa que sabe tudo, não sabe nada.
- Um “abdómen agudo cirúrgico” é diagnosticado após o exame físico por parte de um cirurgião EXPERIENTE e COMPROMETIDO, podendo ou não ser ratificado pelos exames complementares. Não existe nenhum teste complementar isolado para isso.
- Antes de solicitarmos um exame complementar, precisamos planejar o que faremos se for positivo ou negativo. Se as respostas forem iguais, não o solicitaremos. Corolário: Se o teste não altera a nossa estratégia, não solicitaremos.
- Não existe nenhum efeito adverso que não possa ser causado por um determinado fármaco. Se o fármaco não é essencial no tratamento, não usaremos.
- Geralmente a qualidade do cuidado prestado ao paciente é inversamente proporcional ao número de especialidades (consultores) envolvidos nesse caso particular. Todo paciente cirúrgico possui um único cirurgião responsável pelo procedimento em questão.
- Se as orientações médicas forem passíveis de má interpretação pela equipe multidisciplinar, elas certamente serão mal interpretadas. Portanto precisamos sempre nos perguntar: “Eu fui claro nas minhas orientações?”.
- Nunca ignore uma chamada de atenção de um dos membros da equipe Multidisciplinar, em especial do corpo de enfermagem. É função destes colegas nos informar. A nossa função é decidir. Seja cordial e serás retribuído da mesma maneira. Se fores desagradável, terás uma vida miserável. Jamais confunda o carteiro com a mensagem da carta.
- Se não sabes o que fazer, não faças nada e pede ajuda. Fazer mal não é melhor que não fazer nada. Pede e insiste na ajuda se tiveres dúvidas ou complicações que você nunca conduziu. Erros de inexperiência em doentes críticos podem ter consequências catastróficas.
Deixe nos comentários a sua contribuição.
BOM PLANTÃO.
Prof. Dr. Henrique Walter Pinotti (Gastrão 2009)
“A cirurgia lida com a VIDA, logo não existe cirurgia banal.”
A cirurgia do aparelho digestivo deve ser conceituada como ciência e arte que, através do progresso técnico e da melhor organização das sociedades, expandiu seus horizontes. Hoje, essa especialidade médica se aproxima cada vez mais do indivíduo, compreendendo suas enfermidades, emoções e função na sociedade. Ao cirurgião digestivo, protagonista dessa especialidade, cabe o papel não só de tratar eficientemente, mas também de conhecer as causas das doenças e criar atitudes preventivas. Além disso, deve considerar os ônus sociais e econômicos das enfermidades cirúrgicas e adotar uma visão bio-psico-social do paciente.
O fundamento Filosófico da Cirurgia Digestiva
Hipócrates, o Pai da Medicina, já havia estabelecido os elos entre medicina e filosofia. Ele afirmava: “O médico que é, ao mesmo tempo, filósofo assemelha-se aos deuses. Não há grande diferença entre a medicina e a filosofia, porque todas as qualidades do bom filósofo devem ser encontradas no médico: desinteresse, zelo, pudor, dignidade, seriedade, tranquilidade de julgamento, serenidade, decisão, pureza de vida, conhecimento do que é útil e necessário na vida, reprovação do que é mau, alma livre de suspeitas e devoção à divindade.” Claudius Galenus, conhecido como Galeno, complementou essa visão com sua vasta produção literária, afirmando que “o ótimo médico necessita ser também ótimo filósofo”. Para ele, a prática da medicina exigia um profundo conhecimento filosófico.
A Filosofia da Cirurgia
A filosofia como ciência lida com o saber racional, sendo uma reflexão crítica sobre os fundamentos do conhecimento e seus valores normativos: lógica, ética e estética. A Filosofia da Cirurgia é uma ciência cujos conhecimentos e objetivos transcendem os de outras filosofias, pois lida diretamente com a vida humana e toda a complexidade que sua prática requer. Conduzida sob o signo da ética, visa gerar felicidade para o operado e seus dependentes. Essa filosofia é robustecida tanto na direção individual quanto na missão social, especialmente quando o profissional possui grande sensibilidade humana e uma ampla formação técnica e ética. Enquanto no Direito existe o princípio de “tratar de maneira distinta os desiguais”, a Cirurgia, embora recomende procedimentos diferentes conforme a doença e o estado do paciente, trata igualmente os socialmente desiguais. Na doença, todos são iguais; o paciente anestesiado pertence ao mundo dos iguais.
Doutrina Filosófica da Cirurgia Digestiva
A doutrina da Filosofia da Cirurgia tem finalidades elevadas, superando as de muitas outras profissões, pois coloca as necessidades do paciente acima dos interesses pessoais. A prática cirúrgica, conduzida com ética e conhecimento profundo, busca não apenas a cura, mas o bem-estar e a felicidade do paciente e de seus familiares. A cirurgia é uma especialidade médica dedicada ao tratamento de doenças, traumas e complicações de saúde por meio de intervenções manuais e instrumentais realizadas por médicos especializados. No contexto da cirurgia digestiva, essas intervenções são focadas no sistema digestivo, englobando uma série de órgãos essenciais para a digestão, absorção de nutrientes e eliminação de resíduos do corpo.
O Sistema Digestivo e Suas Funções
O sistema digestivo começa na boca e se estende até o ânus, incluindo órgãos como intestino grosso e delgado, estômago, duodeno, faringe e fígado. Esses órgãos são responsáveis não apenas pela digestão dos alimentos, mas também pela absorção de nutrientes e eliminação de substâncias desnecessárias ao organismo. Todo o processo digestivo é regulado pelo sistema nervoso e por hormônios, com o cérebro desempenhando um papel crucial na percepção da fome e no início da digestão.
A Importância de Escolher um Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo
Qualquer procedimento cirúrgico é delicado, exigindo uma combinação de conhecimentos técnicos, éticos e humanísticos. No campo da cirurgia do aparelho digestivo, essa responsabilidade é ainda maior devido à complexidade das doenças tratadas e à precisão exigida nas intervenções. Portanto, é fundamental que o cirurgião responsável tenha a formação e a experiência necessárias para oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes.
Formação e Qualificação do Cirurgião do Aparelho Digestivo
Um cirurgião do aparelho digestivo é um profissional altamente capacitado, com pelo menos 10 anos de estudos obrigatórios, que envolvem:
- 6 anos de graduação em Medicina;
- 2 anos de Residência Médica em Cirurgia Geral;
- 2 anos de Residência Médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo, regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Esse período de treinamento permite ao cirurgião não apenas adquirir o conhecimento teórico, mas também desenvolver as habilidades práticas necessárias para realizar procedimentos complexos com segurança e eficiência. Além disso, o cirurgião do aparelho digestivo está habilitado a utilizar tanto técnicas convencionais quanto métodos minimamente invasivos, como a cirurgia laparoscópica e endoscopia diagnóstica, que resultam em menor tempo de recuperação e menos dor para o paciente.
Áreas de Atuação e Doenças Tratadas
Os cirurgiões do aparelho digestivo são especializados em diagnosticar, tratar e prevenir uma ampla gama de doenças que afetam os órgãos abdominais. Entre os principais tratamentos realizados por esses especialistas estão as cirurgias de câncer do estômago, esôfago, intestinos, reto, pâncreas, fígado, vesícula biliar e vias biliares. Esses profissionais não apenas realizam os procedimentos cirúrgicos para tratar esses tipos de câncer, mas também atuam na prevenção, oferecendo aconselhamento e exames regulares aos pacientes em risco.
Além disso, o cirurgião do aparelho digestivo trata diversas outras condições comuns, como:
- Refluxo gastroesofágico e esofagite;
- Hérnia de hiato e da parede abdominal;
- Obesidade mórbida (cirurgia bariátrica);
- Gastrite e úlcera gástrica/duodenal;
- Tumores malignos do aparelho digestivo;
- Transplante de Órgãos do Aparelho Digestivo;
- Pancreatite e cálculos biliares;
- Doença diverticular (diverticulite);
- Retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
- Hemorróidas, fístulas e fissuras anais;
- Hérnias da parede abdominal, entre outras condições.
Escolhendo o Cirurgião
Antes de se submeter a qualquer procedimento cirúrgico, é crucial que o paciente verifique a formação e as qualificações do médico responsável. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados:
- Formação Acadêmica: Certifique-se de que o médico possui os requisitos de formação necessários, incluindo residência em cirurgia do aparelho digestivo.
- Afiliado a Entidades Científicas: Verifique se o cirurgião é membro de alguma sociedade científica representativa, como o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) ou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
- Atualização Constante: O campo da medicina está sempre evoluindo, e é essencial que o cirurgião mantenha-se atualizado com os últimos avanços em sua área.
- Feedback de Pacientes: Converse com pacientes que já foram operados pelo médico para conhecer suas experiências e opiniões sobre o profissional.
Considerações Finais
A decisão de se submeter a uma cirurgia é sempre delicada, e a escolha do cirurgião é um passo fundamental para garantir o sucesso do procedimento. Procurar um especialista em cirurgia do aparelho digestivo, com a devida formação e experiência, pode fazer toda a diferença no resultado final. Além disso, é recomendável sempre buscar uma segunda opinião médica para garantir que o diagnóstico e o tratamento proposto sejam os mais adequados para sua condição de saúde.
Lembre-se: procure sempre um médico especialista e informe-se adequadamente antes de qualquer procedimento.
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