Prontuário Médico
Evolução Cirúrgica S.O.A.P.
A Engenharia do Prontuário Médico, Ética, LGPD e Defesa Profissional
Autor: Prof. Dr. Ozimo Gama (Tempo de Leitura: 12 minutos)

Introdução
O prontuário médico transcende a simples formalidade administrativa; ele é o repositório sagrado do segredo médico, o espelho da qualidade assistencial e a testemunha silenciosa de cada decisão clínica tomada na beira do leito. No ambiente de alta complexidade da cirurgia do aparelho digestivo, onde o limiar entre a recuperação fisiológica e a complicação catastrófica é estreito, a evolução médica diária exige uma precisão quase matemática. A prática de preencher o prontuário é uma obrigação legal e uma responsabilidade intransferível do médico assistente. Em hospitais de ensino — o berço da formação cirúrgica —, acadêmicos de medicina e médicos residentes (especializandos) realizam as anotações sob a estrita supervisão, correção e responsabilidade solidária de seus preceptores ou médicos do staff. É uma prática antiética, ilegal e frontalmente condenável delegar o preenchimento da evolução clínica a qualquer profissional que não seja um médico habilitado perante o Conselho Regional de Medicina (CRM) ou um acadêmico em treinamento devidamente supervisionado. Historicamente e na atualidade, o prontuário médico corretamente preenchido tem sido a principal, e muitas vezes a única, peça de defesa do cirurgião em casos de denúncias por suposto mau atendimento, imperícia, imprudência ou negligência. Quando a polícia, o Poder Judiciário ou as Câmaras Técnicas do CRM são acionados, o prontuário é o primeiro documento requisitado. Se a sua técnica cirúrgica no bloco operatório for irretocável, mas a sua evolução na enfermaria for omissa, perante a lei, o cuidado não existiu.
Aspectos Históricos e a Gênese do Modelo S.O.A.P.
Até meados do século XX, os prontuários médicos eram estruturados de forma cronológica e narrativa, assemelhando-se a um diário confuso, onde informações vitais perdiam-se num mar de textos desorganizados. A revolução ocorreu na década de 1960, quando o Dr. Lawrence L. Weed publicou o artigo seminal “Medical records that guide and teach” (N Engl J Med; 1968). Weed propôs uma inversão de paradigma: o Problem-Oriented Medical Record (Prontuário Médico Orientado por Problemas). No Brasil, este modelo foi amplamente adotado e adaptado sob a sigla POPE (Prontuário Orientado por Problemas e Evidências), destacando a necessidade de fundamentar cada passo clínico em evidências científicas sólidas. A espinha dorsal deste modelo é a nota de evolução estruturada no formato S.O.A.P., que divide o raciocínio médico em quatro quadrantes fundamentais: Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano. Esta sistematização traz objetividade, clareza, facilidade de auditoria e, principalmente, permite que qualquer membro da equipe multidisciplinar (enfermagem, fisioterapia, nutrição) compreenda imediatamente o estado clínico e as metas terapêuticas do paciente cirúrgico.
A Estrutura do S.O.A.P. Cirúrgico
Na rotina da enfermaria de cirurgia digestiva, a evolução deve seguir um rigor técnico absoluto. O cabeçalho deve, obrigatoriamente, conter a identificação completa do paciente (Nome, Idade, Registro Hospitalar), a Enfermaria/Leito, o Diagnóstico Principal, o Nome da Cirurgia Realizada, o Dia de Pós-Operatório (ex: PO2 de Gastrectomia Total) e o Horário exato do atendimento.
Abaixo, detalhamos como cada componente da sigla S.O.A.P. deve ser preenchido sob a ótica cirúrgica:
1. “S” – Dados Subjetivos (A Voz do Paciente)
Compreende as queixas do paciente, sua percepção sobre a evolução e informações fornecidas por acompanhantes. Em cirurgia, não basta escrever “passou bem”. É imperativo interrogar ativamente sobre:
- Dor: Utilizar escalas validadas (ex: Escala Visual Analógica – EVA de 0 a 10). A dor é em cólica? É contínua? Piora à mobilização?
- Trato Gastrointestinal: Houve náuseas ou episódios de êmese? Houve eliminação de flatos (sinal crucial de retorno do trânsito intestinal)? Houve evacuação? Como foi a aceitação da dieta oferecida?
- Mobilização: O paciente deambulou? Conseguiu sentar na poltrona? (Dados vitais para a profilaxia de trombose venosa profunda e atelectasia).
- Exemplo: “Paciente refere dor incisional leve (EVA 2/10), com boa aceitação de dieta líquida. Nega náuseas. Refere eliminação de flatos durante a madrugada. Deambulou no corredor hoje cedo.”
2. “O” – Dados Objetivos (A Visão do Cirurgião)
Inclui os dados vitais irrefutáveis, o exame físico focado e os resultados de exames complementares laboratoriais ou de imagem. Este é o terreno da evidência mensurável.
- Sinais Vitais: Frequência Cardíaca (FC), Pressão Arterial (PA), Frequência Respiratória (FR), Temperatura (T) e Saturação de O2. A taquicardia inexplicada no pós-operatório de uma anastomose intestinal é o primeiro grito de socorro de uma fístula, antes mesmo da febre ou da dor peritonítica.
- Exame Físico Específico: * Abdome: Globoso? Flácido? Ruídos hidroaéreos presentes? Dor à palpação (diferenciar dor incisional de irritação peritoneal)?
- Ferida Operatória (FO): Limpa e seca? Hiperemiada? Presença de secreção (serosa, purulenta, hemática)?
- Drenos: Tipo de dreno (ex: Jackson-Pratt, Blake, Penrose). Qual o aspecto do débito (seroso, sero-hemático, bilioso, entérico, fecaloide)? Qual o volume em 24 horas?
- Estomas: Colostomia/Ileostomia com mucosa rósea (vitalidade)? Edemaciada? Isquêmica? Estoma funcionante (presença de fezes na bolsa)?
- Exemplo: “PA: 120×70 mmHg; FC: 88 bpm; FR: 16 irpm; T: 36,8ºC. Abdome: flácido, RHA+, indolor à palpação profunda. FO: sem hiperemia, curativo limpo. Dreno de Blake em FIE: débito de 30ml sero-hemático em 24h. Labs (05/10): Hb 11.2, Leucócitos 8.500 (sem desvio), PCR 12 (em queda).”
3. “A” – Avaliação (O Raciocínio Clínico)
A Avaliação é a síntese. É o momento em que o cirurgião processa os dados Subjetivos e Objetivos para emitir o seu juízo de valor sobre o estado do paciente. Não é a repetição dos diagnósticos da internação, mas a avaliação do momento atual.
- O paciente está evoluindo conforme o esperado para o dia de pós-operatório?
- Há suspeita de complicações (íleo paralítico prolongado, infecção de sítio cirúrgico, fístula anastomótica, sangramento, pneumonia)?
- Exemplo: “Paciente no 2º PO de Colectomia Direita Videolaparoscópica por Adenocarcinoma. Evolução clínica e laboratorial amplamente favorável. Trânsito intestinal restabelecido. Sem sinais de complicações infecciosas ou hemorrágicas no momento.”
4. “P” – Plano (A Conduta e o Futuro)
O Plano define as ações imediatas e de médio prazo. É a conduta terapêutica e diagnóstica fundamentada na avaliação recém-feita.
- Terapêutica: Progressão ou regressão de dieta? Transição de analgesia venosa para via oral? Suspensão de fluidos intravenosos? Descalonamento ou suspensão de antibioticoterapia profilática/terapêutica?
- Procedimentos: Retirada de dreno? Troca de curativo? Retirada de Sonda Vesical de Demora (SVD)?
- Diagnóstico: Solicitação de novos exames laboratoriais ou tomografia de abdome (se suspeita de complicação)?
- Educação/Alta: Orientações ao paciente e preparo para alta hospitalar.
- Exemplo: “1. Progredir para dieta pastosa; 2. Suspender hidratação venosa e manter acesso salinizado; 3. Trocar analgesia para via oral; 4. Retirar dreno de Blake hoje; 5. Programar alta hospitalar para amanhã, caso mantenha tolerância à dieta.”
Aspectos Éticos, Legais e Atualizações Normativas
A prática médica contemporânea exige que a evolução cirúrgica esteja blindada contra vulnerabilidades legais. A doutrina da “medicina de defesa” tem dado lugar à Prevenção Jurídica Ativa, onde o prontuário é o escudo. Segundo o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018), em seu Capítulo X, é vedado ao médico negar acesso ao prontuário ao paciente, bem como é infração ética grave deixar de elaborar prontuário legível para cada paciente.
O Código Penal e a Falsidade Ideológica
As anotações devem refletir a estrita verdade temporal e clínica. O Artigo 299 do Código Penal Brasileiro é taxativo quanto ao crime de falsidade ideológica: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita…”. A pena varia de 1 a 5 anos de reclusão. Evoluções “clonadas” (o infame “copiar e colar” do dia anterior no prontuário eletrônico sem verificar o paciente) que não relatam a mudança do estado clínico (ex: o paciente apresentou febre à noite, mas a evolução matinal diz “afebril” por cópia da véspera) podem caracterizar este crime, além de negligência médica. No papel, rasuras anulam o valor probatório; deve-se usar a expressão “digo” ou “em tempo” para retificações.
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e a Certificação Digital
A Resolução CFM nº 1.638/2002 tornou obrigatória a legibilidade do prontuário em papel (o fim definitivo da “letra de médico” ilegível). Contudo, a grande revolução normativa reside no Prontuário Eletrônico. De acordo com a Resolução CFM nº 1.821/2007 (e suas atualizações, como a Resolução 2.299/2021), para que um documento médico eletrônico tenha validade legal e elimine a necessidade do papel, ele deve utilizar sistema de segurança com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2), que exige a Assinatura Digital com certificado ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira). Sem o token ou certificado digital em nuvem assinado pelo médico, a evolução digitada não tem presunção de veracidade jurídica plena. A senha do sistema do hospital não substitui a assinatura digital. A prática de fornecer seu login e token para que o residente ou interno assine por você é falta ética gravíssima, equiparada à quebra de sigilo e falsidade ideológica.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709/2018)
O prontuário cirúrgico contém dados sensíveis (informações sobre saúde). A implementação da LGPD obriga as instituições e os médicos a garantirem o acesso restrito a essas informações. A evolução clínica SOAP não pode ser fotografada pelo celular do médico e enviada em grupos de mensagens (como WhatsApp) sem a desidentificação completa do paciente ou consentimento expresso. Vazamentos de dados contidos no prontuário geram pesadas multas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e processos civis por dano moral.
Pontos-Chave para a Prática Diária do Residente
- Tempo é Documento: A data e a hora do atendimento são cruciais. A evolução médica reflete o paciente naquele minuto exato. A cronologia dos eventos salva ou condena o cirurgião em uma sindicância.
- O Perigo do Copiar/Colar: No prontuário eletrônico, o recurso de copiar a evolução do dia anterior induz ao erro, perpetuando dados vitais antigos ou ignorando exames recentes. Cada dia exige uma avaliação autêntica e original.
- Assinatura e Carimbo: No papel, carimbo e assinatura legível com CRM. No eletrônico, Assinatura Digital (ICP-Brasil). A validação de quem prescreve ou evolui é intransferível.
- Comunicação Multidisciplinar: A evolução SOAP não é escrita apenas para o juiz ou para o CRM; ela é lida pelo enfermeiro que administrará o antibiótico, pelo fisioterapeuta que mobilizará o paciente e pelo nutrólogo que ajustará a dieta. Clareza é respeito pela equipe e segurança para o doente.
Conclusões Aplicadas à Prática do Cirurgião Digestivo
A evolução cirúrgica é a radiografia do intelecto do médico. O método S.O.A.P. obriga o cirurgião do aparelho digestivo a estruturar seu pensamento científico de maneira cartesiana, garantindo que nenhum dreno, ostomia ou sintoma de alarme passe despercebido na enfermaria. Em uma era dominada pela alta tecnologia robótica e laparoscópica no centro cirúrgico, é na beira do leito e na frente da tela do Prontuário Eletrônico que o pós-operatório é vencido. Compreender as legislações vigentes, a obrigatoriedade da certificação digital e a rigidez da LGPD protege o patrimônio e a carreira do profissional, permitindo que ele exerça a arte da cirurgia com paz de espírito, sabendo que sua conduta está não apenas eticamente correta, mas juridicamente blindada.
“O prontuário não é apenas um registro de doenças, mas sim o livro de memórias de uma batalha travada em conjunto pelo médico e pelo paciente. Uma palavra mal escrita ou omitida pode ser tão letal quanto um bisturi mal empunhado na sala de operações.” — Aforismo da Educação Médica Cirúrgica.
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Laparoscopic Colorectal Surgery
With the introduction of laparoscopic colectomy nearly 20 years ago, a relatively slow adoption of laparoscopic colorectal surgery into surgical practice has taken place. It is estimated that 10% to 25% of all colorectal resections are performed utilizing laparoscopy. The persistent steep learning curve, the lack of high-volume colorectal surgery by general surgeons (who perform the bulk of colonic resection in the United States), and the modest advantages reported are but a few of the reasons that the percentage of laparoscopic colorectal procedures has not dramatically risen. With the publication of several large, prospective randomized trials for colon cancer, along with the interest in single-port surgery and natural orifice surgery, there appears to be a renewed interest in minimally invasive procedures for the colon and rectum. This chapter will provide an overview of these issues and offer a current assessment of the common diseases to which minimally invasive techniques have been applied.
Learning Curve
Numerous previous studies have evaluated the learning curve involved in laparoscopic colectomy. It is estimated by conventional laparoscopic techniques that the learning curve for laparoscopic colectomy is at least 20 cases but more likely 50 cases. The need to work in multiple quadrants of the abdomen, the need for a skilled laparoscopic assistant, and the lack of yearly volume has kept the learning curve relatively steep. The surgeon may also need to work in reverse angles to the camera. All of these combined add to the complexity of the procedure and result in the need to perform a number of cases before the surgeon and surgical team become proficient. More recent publications have suggested the learning curve is more than 20 cases. In a prospective randomized study of colorectal cancer in the United Kingdom, the CLASICC trial, surgeons had to perform at least 20 laparoscopic resections before they were allowed to enter the study. The study began in July 1996 and was completed in July 2002. Despite the surgeons’ prior experience, the rate of conversion dropped from 38% to 16% over the course of the study, suggesting that a minimum of 20 cases may not be enough to overcome the learning curve. In the COLOR trial from Europe, another prospective randomized study for colon cancer that required a prerequisite experience in laparoscopic colon resection before surgeons could enter patients in the study, surgeon and hospital volume were directly related to a number of operative and postoperative outcomes. The median operative time for high-volume hospitals (>10 cases/year) was 188 minutes, compared to 241 minutes for low-volume hospitals (<5 cases/year); likewise, conversion rates were 9% versus 24% for the two groups. High-volume groups also had more lymph nodes in the resected specimens, fewer complications, and shortened hospital stays. These two relatively recent multicenter studies suggest that the learning curve is clearly greater than 20 cases and that surgeons need to perform a minimum yearly number of procedures to maintain their skills.
Outcomes
There may not be another area in recent surgical history that has been more heavily scrutinized than laparoscopic colorectal surgery. The plethora of accumulated data allows a careful assessment of all outcome measures for nearly every colorectal disease and procedure. In comparison to conventional colorectal surgery, the benefits of laparoscopy for colorectal procedures compared to open techniques include a reduction in postoperative ileus, postoperative pain, and a concomitant reduction in the need for analgesics; an earlier tolerance of diet; a shortened hospital stay; a quicker resumption of normal activities; improved cosmesis; and possibly preservation of immune function. This is offset by a prolongation in operative time, the cost of laparoscopic equipment, and the learning curve for these technically challenging procedures. When reporting the outcomes of laparoscopic colectomy, a natural selection bias applies when comparing conventional and laparoscopic cases. The most complex cases are generally not suitable for a laparoscopic approach and therefore are performed via an open approach. Also, in many series the results of the successfully completed laparoscopic cases are compared to conventional cases, and the cases converted from a laparoscopic to a conventional procedure may be analyzed separately. Few studies, with the exception of the larger prospective randomized studies, leave the converted cases in the laparoscopic group as part of the “intention to treat” laparoscopic group. This clearly introduces selection bias.
Although the results of prospective randomized trials are available for almost every disease process requiring colorectal resection, the majority of studies of laparoscopic colectomy are retrospective case-control series or noncomparative reports. The conclusions regarding patient outcomes must therefore come from the repetitiveness of the results rather than the superiority of the study design. For any one study, the evidence may be weak; but collectively, because of the reproducibility of results by a large number of institutions, even with different operative techniques and postoperative management parameters, the preponderance of evidence favors a minimally invasive approach with respect to postoperative outcomes.
Operative Time
Nearly all the comparative studies provide information regarding operative times. The definition of the operative time may vary with each series, and there may be different groups of surgeons performing the laparoscopic and conventional procedures. With the exception of a few reports, nearly all studies demonstrated a prolonged operative time associated with laparoscopic procedures. In prospective randomized trials, the procedure was roughly 40 to 60 minutes longer in the laparoscopic groups. As the surgeon and team gain experience with laparoscopic colectomy, the operating times do reliably fall, but rarely do they return to the comparable time for a conventional approach.
Return of Bowel Activity and Resumption of Diet
Reduction in postoperative ileus is one of the proposed major advantages of minimally invasive surgery. Nearly all of the retrospective and prospective studies comparing open and laparoscopic colectomy have shown a statistically significant reduction in the time to passage of flatus and stool. Most series demonstrate a 1- to 2-day advantage for the laparoscopic group. Whether the reduction of ileus relates to less bowel manipulation or less intestinal exposure to air during minimally invasive surgery remains unknown. With the reduction in postoperative ileus, the tolerance by the patient of both liquids and solid foods is quicker following laparoscopic resection. The time to resumption of diet varies from 2 days to 7 days, but in the majority of comparative studies, this is still 1 to 2 days sooner than in patients undergoing conventional surgery. Again, the physician and patient were not blinded in nearly all studies, which may have altered patient expectations. However, the overwhelming reproducible data reported in both retrospective and prospective studies of laparoscopic procedures does likely favor a reduction of postoperative ileus and tolerance of liquid and solid diets.
Postoperative Pain
To measure postoperative pain, a variety of assessments have been performed to demonstrate a significant reduction in pain following minimally invasive surgery; some studies utilize an analog pain scale, and others measure narcotic requirements. Physician bias and psychologic conditioning of patients may interfere with the evaluation of postoperative pain. There are also cultural variations in the response to pain. Three of the early prospective randomized trials have evaluated pain postoperatively, and all three have found a reduction in narcotic requirements in patients undergoing laparoscopic colectomy. In the COST study, the need both for intravenous and oral analgesics was less in patients undergoing successfully completed laparoscopic resections. Numerous other nonrandomized studies have shown a reduction in postoperative pain and narcotic usage.
Length of Stay
The quicker resolution of ileus, earlier resumption of diet, and reduced postoperative pain has resulted in a shortened length of stay for patients after laparoscopic resection when compared to traditional procedures. Recovery after conventional surgery has also been shortened, but in the absence of minimally invasive techniques, it would seem unlikely that the length of stay could be further reduced. In nearly all comparative studies, the length of hospitalization was 1 to 6 days less for the laparoscopic group. Although psychological conditioning of the patient cannot be helped and likely has a desirable effect, the benefits of minimally invasive procedures on the overall length of stay cannot be discounted. The benefit, however, is more likely a 1 to 2 day advantage only. The more recent introduction of clinical pathways, both in conventional and laparoscopic surgery, has also narrowed the gap but appears to be more reliable in patients undergoing a minimally invasive approach.
Hospital Costs
One of the disadvantages of laparoscopy is the higher cost related to longer operative times and increased expenditures in disposable equipment. Whether the total cost of the hospitalization (operative and hospital costs) is higher following laparoscopic colectomy is debatable. A case-control study from the Mayo Clinic looked at total costs following laparoscopic and open ileocolic resection for Crohn’s disease (CD). In this study, 66 patients underwent laparoscopic or conventional ileocolic resection and were well matched. Patients in the laparoscopic group had less postoperative pain, tolerated a regular diet 1 to 2 days sooner, and had a shorter length of stay (4 vs. 7 days). In the cost analysis, despite higher operative costs, the overall mean cost was $3273 less in the laparoscopic group. The procedures were performed by different groups of surgeons at the institution, and although the surgeons may have introduced biases, this study was undertaken during the current era of cost containment, in which all physicians are encouraged to reduce hospital stays. The results are similar for elective sigmoid diverticular resection with a mean cost savings of $700 to $800. Clearly, if operative times and equipment expenditure are minimized, the overall cost of a laparoscopic resection should not exceed a conventional approach.
Tratamento Laparoscópica da DIVERTICULITE AGUDA
O aumento da prevalência de doença diverticular fez o seu adequado manuseio mais um assunto de debate constante. Especialmente para os casos de diverticulite, progresso considerável tem sido feito em termos de diagnóstico e tratamento. Diagnóstico apropriado em TC e técnicas intervencionistas são agora amplamente disponíveis, bem como agentes antimicrobianos eficazes. Finalmente, como a ressecção cirúrgica do cólon envolvido é a única maneira de erradicar definitivamente essa condição, a colectomia eletiva laparoscópica surgiu como uma opção segura e interessante entre as opções de tratamento. Embora tenha sido recentemente contestada sobre a sua progressão, a história natural da diverticulite é assumida como sendo a de recorrência ao longo do tempo, pelo menos, em um terço dos pacientes. O medo das complicações desta doença benigna e prevalente tem motivado sociedades médicas e cirúrgicas para produzir orientações e consensos sobre o assunto. A mortalidade geralmente vem de sepse recorrente e/ou operações de emergência para casos mais complicados. Como resultado, o procedimento cirúrgico mais realizado, a sigmoidectomia eletiva, é normalmente indicada para todos os casos complicados e muitos dos não-complicados. A abordagem laparoscópica para a colectomia esquerda tem evoluído e condições seguras são oferecidas aos pacientes, quando realizado por cirurgiões experientes em laparoscopia.