O TEMPLO DO CIRURGIÃO.
Templo (do latim templum, “local sagrado”) é uma estrutura arquitetônica dedicada ao serviço religioso. O termo também pode ser usado em sentido figurado. Neste sentido, é o reflexo do mundo divino, a habitação de Deus sobre a terra, o lugar da Presença Real. É o resumo do macrocosmo e também a imagem do microcosmo: ‘o corpo é o templo do Espírito Santo’ (I, Coríntios, 6, 19).
Dos locais especiais, O corpo humano (morada da alma), a Cavidade Peritoneal e o Bloco Cirúrgico, se bem analisados, são muito semelhantes e merecem atitudes e comportamentos respeitáveis. O Templo, em todos os credos, induz à meditação, absoluto silêncio tentando ouvir o Ser Supremo. A cavidade peritoneal | abdominal , espaço imaculado da homeostase, quando injuriada, reage gritando em dor, implorando uma precoce e efetiva ação terapêutica.
O Bloco Cirúrgico, abrigo momentâneo do indivíduo solitário, que mudo e quase morto de medo, recorre à prece implorando a troca do acidente, da complicação, da recorrência, da seqüela, da mutilação, da iatrogenia e do risco de óbito pela agressiva e controlada intervenção que lhe restaure a saúde, patrimônio magno de todo ser vivo.
O Bloco Cirúrgico clama por respeito ao paciente cirúrgico, antes mesmo de ser tomado por local banal, misturando condutas vulgares, atitudes menores, desvio de comportamento e propósitos secundários. Trabalhar no Bloco Cirúrgico significa buscar a perfeição técnica, revivendo os ensinamentos de William Stewart Halsted , precursor da arte de operar, dissecando para facilitar, pinçando e ligando um vaso sangüíneo, removendo tecido macerado, evitando corpos estranhos e reduzindo espaço vazio, numa síntese feita com a ansiedade e vontade da primeira e a necessidade e experiência da última.
Mas, se a cirurgia e o cirurgião vêm sofrendo grande evolução, técnica a primeira e científica o segundo, desde o início do século, a imagem que todo doente faz persiste numa simbiose entre mitos e verdades. A cirurgia significa enfrentar ambiente desconhecido chamado “sala de cirurgia” onde a fobia ganha espaço rumo ao infinito. O medo ainda prepondera em muitos.
A confiança neste momento além de um reconhecimento é um troféu que o cirurgião recebe dos pacientes e seus familiares. Tanto a CONFIANÇA quanto a SEGURANÇA têm que ser preservadas a qualquer custo. Não podem correr o risco de serem corroídas por palavras e atitudes de qualquer membro da equipe cirúrgica. Não foi tarefa fácil transformar, para a população, o ato cirúrgico numa atividade científica, indispensável, útil e por demais segura. Da conquista da cirurgia, como excelente arma terapêutica para a manutenção de um alto padrão de qualidade técnica, resta a responsabilidade dos cirurgiões, os herdeiros do suor e sangue, que se iniciou com o trabalho desenvolvido por Billroth, Lister, Halsted, Moyniham, Kocher e uma legião de figuras humanas dignas do maior respeito, admiração e gratidão universal.
No ato operatório os pacientes SÃO TODOS SEMELHANTES EM SUAS DIFERENÇAS, desde a afecção, ao prognóstico, ao caráter da cirurgia e especialmente sua relação com o ato operatório. Logo, o cirurgião tem por dever de ofício entrar no bloco cirúrgico com esperança e não deve sair com dúvida. Nosso trabalho é de equipe, cada um contribui com uma parcela, maior ou menor, para a concretização do todo, do ato cirúrgico por completo, com muita dedicação, profissionalismo e sabedoria. Toda tarefa, da limpeza do chão ao ato de operar, num crescendo, se faz em função de cada um e em benefício da maioria, o mais perfeito possível e de uma só vez, quase sempre sem oportunidade de repetição e previsão de término.
O trabalho do CIRURGIÃO é feito com carinho, muita dignidade, humildade e executado em função da alegria do resultado obtido aliado a dimensão ética do dever cumprido que transcende a sua existência. A vida do cirurgião se materializa no ato operatório e o bloco cirúrgico, palco do nosso trabalho não tolera e jamais permite atitudes menores, inferiores, ambas prejudiciais a todos os pacientes e a cada cirurgião. Como ambiente de trabalho de uma equipe diversificada, precisamos manter, a todo custo, o controle de qualidade, eficiência, eficácia e efetividade técnina associados aos mais altos valores ético, pois lidamos com o que há de mais precioso da criação divina na Terra: O SER HUMANO.
“Tem presença de Deus, como já a tens. Ontem estive com um doente, um doente a quem quero com todo o meu coração de Pai, e compreendo o grande trabalho sacerdotal que os médicos levam a cabo. Mas não se ponham orgulhosos, porque todas as almas são sacerdotais. Devem pôr em prática esse sacerdócio! Ao lavares as mãos, ao vestires a bata, ao calçares as luvas, pensa em Deus, e pensa nesse sacerdócio real de que fala São Pedro, e então não se te meterá a rotina: farás bem aos corpos e às almas” São Josemaria Escriva
Bariatric Complications

Over the past decade, following the publication of several long-term outcome studies that showed a significant improvement in cardiovascular risk and mortality after bariatric surgery, the number of bariatric procedures being carried out annually in the UK has grown exponentially. Surgery remains the only way to produce significant, sustainable weight loss and resolution of comorbidities. Nevertheless, relatively few surgeons have developed an interest in this field. Most bariatric surgery is now performed in centres staffed by surgeons with a bariatric interest, usually as part of a multidisciplinary team.
The commonest weight loss procedures performed around the world at present are the gastric band, the gastric bypass and the sleeve gastrectomy. In very obese patients, an alternative operation is the duodenal switch, while the new ileal transposition procedure represents one of the few purely metabolic operations designed specifically for the treatment of type II diabetes. Older operations such as vertical banded gastroplasty and jejuno-ileal bypass are now obsolete, although patients who have undergone such procedures in the distant past may still present to hospital with complications. The main endoscopic option at present is insertion of a gastric balloon, with newer procedures like the endoscopic duodenojejunal barrier and gastric plication on the horizon. Implantable neuroregulatory devices (gastric ‘pacemakers’) represent a new direction for surgical weight control by harnessing neural feedback signals to help control eating.
It should be within the capability of any abdominal surgeon to manage the general complications of bariatric surgery, which include pulmonary atelectasis/pneumonia, intra-abdominal bleeding, anastomotic or staple-line leak with or without abscess formation, deep vein thrombosis (DVT)/pulmonary embolus and superficial wound infections. Patients may be expected to present with malaise, pallor, features of sepsis or obvious wound problems. However, clinical features may be difficult to recognise owing to body habitus. Abdominal distension, tenderness and guarding may be impossible to determine clinically due to the patient’s obesity. Pallor is non-specific. Fever and leucocytosis may be absent. Wound collections may be very deep. These complications in a bariatric patient should be actively sought with appropriate investigations. In particular, it is vital for life-threatening complications such as bleeding, sepsis and bowel obstruction to be recognised promptly and treated appropriately. A persistent tachycardia may be the only sign heralding significant complications and should always be taken seriously. It is useful to classify complications as ‘early’, ‘medium’ and ‘late’ because, from the receiving clinician’s point of view, the differential diagnosis will differ accordingly.
Complications of bariatric surgery presenting to the GENERAL SURGEON
A “PROFISSÃO” CIRÚRGICA
“A arte de curar vem do coração e da mente mais do que das mãos.” – Hipócrates
Na complexa tapeçaria da sociedade moderna, as profissões desempenham papéis fundamentais na organização dos serviços necessários ao bem-estar coletivo. Definida pelo American College of Surgeons, uma profissão é um campo onde a maestria de um corpo complexo de conhecimento e habilidades é essencial. É uma vocação em que o conhecimento científico ou a prática de uma arte, fundamentada nesse conhecimento, é empregada em benefício dos outros. O compromisso com a competência, a integridade e a moralidade forma a base de um contrato social entre a profissão e a sociedade, que concede à profissão um monopólio sobre o uso de seu conhecimento, considerável autonomia na prática e o privilégio da auto-regulação. Em troca, a profissão deve prestar contas a quem serve e à sociedade como um todo.
Os Elementos Essenciais da Profissão
No cerne de toda profissão estão quatro elementos fundamentais:
- Monopólio do Conhecimento Especializado: Profissionais detêm o direito exclusivo de utilizar conhecimentos e habilidades especializados, o que lhes confere uma posição única na sociedade.
- Autonomia e Auto-Regulação: Em troca deste monopólio, profissionais desfrutam de uma relativa autonomia na prática e são responsáveis pela sua própria regulação.
- Serviço Altruísta: A profissão deve servir tanto indivíduos quanto a sociedade de forma altruísta, colocando o bem-estar do paciente acima de outros interesses.
- Responsabilidade pela Manutenção e Expansão do Conhecimento: Profissionais são responsáveis por atualizar e expandir continuamente seu conhecimento e habilidades.
O Que é Profissionalismo?
Profissionalismo descreve as qualidades cognitivas, morais e colegiais de um profissional. É o conjunto de razões pelas quais um pai se orgulha de dizer que seu filho é um médico e cirurgião. Profissionalismo é mais do que apenas conhecimento técnico; é uma combinação de ética, respeito e dedicação ao ofício e ao paciente.
Por Que Precisamos de um Código de Conduta Profissional?
A confiança é o alicerce da prática cirúrgica. O Código de Conduta Profissional esclarece a relação entre a profissão cirúrgica e a sociedade que serve, frequentemente referido como contrato social. Para os pacientes, o código cristaliza o compromisso da comunidade cirúrgica em relação aos indivíduos e suas comunidades. A confiança é construída, tijolo por tijolo.
O Código de Conduta Profissional
O Código de Conduta Profissional aplica os princípios gerais do profissionalismo à prática cirúrgica e serve como a fundação sobre a qual os privilégios profissionais e a confiança dos pacientes e do público são conquistados. Durante o cuidado pré-operatório, intraoperatório e pós-operatório, os cirurgiões têm a responsabilidade de:
- Advogar Eficazmente pelos interesses dos pacientes.
- Divulgar Opções Terapêuticas incluindo seus riscos e benefícios.
- Divulgar e Resolver Conflitos de Interesse que possam influenciar as decisões de cuidado.
- Ser Sensível e Respeitoso com os pacientes, compreendendo sua vulnerabilidade durante o período perioperatório.
- Divulgar Completamente Eventos Adversos e Erros Médicos.
- Reconhecer Necessidades Psicológicas, Sociais, Culturais e Espirituais dos pacientes.
- Incorporar Cuidados Especiais para Pacientes Terminais.
- Reconhecer e Apoiar as Necessidades das Famílias dos Pacientes.
- Respeitar o Conhecimento, Dignidade e Perspectiva de outros profissionais de saúde.
A Necessidade do Código de Profissionalismo para Cirurgiões
Procedimentos cirúrgicos são experiências extremas que impactam os pacientes fisiológica, psicológica e socialmente. Quando os pacientes se submetem a uma experiência cirúrgica, devem confiar que o cirurgião colocará seu bem-estar acima de todas as outras considerações. O código escrito ajuda a reforçar esses valores, garantindo que a confiança e o compromisso sejam mantidos.
Princípios Fundamentais do Código de Conduta Profissional
- Primazia do Bem-Estar do Paciente: Os interesses do paciente sempre devem vir em primeiro lugar. O altruísmo é central para esse conceito, e é o altruísmo do cirurgião que fomenta a confiança na relação médico-paciente.
- Autonomia do Paciente: Pacientes devem entender e tomar suas próprias decisões informadas sobre o tratamento. Os médicos devem ser honestos para que os pacientes façam escolhas educadas, garantindo que essas decisões estejam alinhadas com práticas éticas.
- Justiça Social: Como médicos, devemos advogar pelos pacientes individuais enquanto promovemos a saúde do sistema de saúde como um todo. Precisamos equilibrar as necessidades dos pacientes (autonomia) sem desviar recursos escassos que beneficiariam a sociedade (justiça social).
“Não há maior coisa a ser conquistada do que a confiança dos pacientes e da sociedade, pois ela é a base sobre a qual construímos nossas práticas e nossa profissão.” – William Osler
