Explorando as Diferenças e Aplicações
No campo da cirurgia, a mentoria desempenha um papel crucial no desenvolvimento profissional dos cirurgiões. Entretanto, entender as nuances entre os diferentes estilos e tipos de mentoria é fundamental para maximizar o impacto dessa relação. Kashiwagi descreve uma série de estilos de mentoria que podem ser aplicados de acordo com as necessidades específicas do mentor e do mentee. Este artigo explora esses estilos e discute como eles podem ser aplicados eficazmente na prática cirúrgica.
Introdução
A mentoria não é uma abordagem única. Diferentes estilos de interação entre mentor e mentee podem ser adotados dependendo dos objetivos da mentoria e das características individuais dos envolvidos. É importante diferenciar entre “tipos” e “estilos” de mentoria: enquanto os tipos referem-se ao escopo e à organização do programa de mentoria, os estilos referem-se ao processo real de interação entre mentor e mentee. Vamos nos concentrar nos principais estilos de mentoria descritos por Kashiwagi e suas implicações para a cirurgia.
Estilos de Mentoria
Dyad
O estilo mais tradicional de mentoria, a “Dyad”, envolve uma relação direta entre um mentor e um mentee. Neste modelo, geralmente é o mentee quem seleciona o mentor, permitindo um maior controle sobre o processo de mentoria. Este estilo é comum em ambientes onde há um número suficiente de mentores disponíveis e onde o mentee tem clareza sobre suas necessidades de orientação.
Peer
No estilo “Peer”, a mentoria ocorre entre indivíduos de idades, experiências e níveis hierárquicos semelhantes. Esse modelo é particularmente útil em contextos em que a mentoria hierárquica tradicional não é ideal ou em ambientes onde há uma escassez de mentores seniores eficazes e comprometidos. Na cirurgia, este estilo pode ser valioso para residentes que estão em fases semelhantes de treinamento, permitindo uma troca de experiências e apoio mútuo.
Facilitated Peer
Uma variação do modelo “Peer” é o “Facilitated Peer”, no qual um mentor sênior supervisiona o grupo de mentoria entre pares. Este estilo combina a abordagem colaborativa do peer mentoring com a orientação e supervisão de um mentor mais experiente, criando um equilíbrio entre autonomia e suporte.
Speed
O estilo “Speed” refere-se a uma interação única e breve entre mentor e mentee, geralmente com duração de 10 a 15 minutos, para determinar se uma relação de mentoria seria benéfica para ambas as partes. Esse estilo pode ser útil em conferências ou eventos profissionais, onde há oportunidade de realizar várias dessas interações rápidas, permitindo ao mentee explorar múltiplas possibilidades de mentoria.
Functional
No estilo “Functional”, o mentor é emparelhado com o mentee para fornecer orientação em um projeto específico. Este estilo é altamente focado e orientado para resultados, ideal para situações onde o mentee precisa de assistência em um aspecto particular de seu trabalho, como a condução de uma pesquisa ou o desenvolvimento de uma nova técnica cirúrgica.
Group
O estilo “Group” envolve a mentoria de um grupo de mentees por vários mentores seniores, possivelmente de diferentes áreas de especialização. Este modelo pode ser particularmente eficaz na cirurgia, onde diferentes aspectos de uma condição clínica complexa podem ser abordados por especialistas em áreas complementares, proporcionando uma formação mais holística para o mentee.
Distance
No estilo “Distance”, o mentor é recrutado de uma instituição geograficamente separada da do mentee. Com o avanço da tecnologia, este estilo de mentoria tem se tornado cada vez mais viável, permitindo que mentees acessem orientação de especialistas de renome mundial, independentemente da localização física. Na cirurgia, isso pode significar acesso a técnicas ou conhecimentos especializados que não estão disponíveis localmente.
Aplicação na Cirurgia
Na prática da cirurgia, a escolha do estilo de mentoria deve ser cuidadosamente considerada em função das necessidades do mentee e dos recursos disponíveis. Por exemplo, um residente em início de carreira pode se beneficiar mais de uma abordagem “Dyad”, enquanto um cirurgião mais experiente, procurando desenvolver uma nova área de especialização, pode preferir um estilo “Functional” ou “Group”. É igualmente importante reconhecer que, em muitos casos, diferentes estilos de mentoria podem ser combinados ao longo da carreira de um cirurgião. Por exemplo, um cirurgião pode começar com uma mentoria “Dyad” e, conforme progride, envolver-se em “Peer” mentoring ou até mesmo em uma mentoria “Distance” para ampliar seu conhecimento em áreas específicas.
Conclusão
Os estilos de mentoria descritos por Kashiwagi oferecem uma estrutura valiosa para cirurgiões que buscam orientação em diferentes fases de suas carreiras. Compreender essas opções e aplicá-las de forma estratégica pode ser a chave para o sucesso profissional e o desenvolvimento contínuo na cirurgia.
“O verdadeiro mentor não apenas transmite conhecimento, mas também inspira a busca constante pelo aprimoramento.” – William Osler.
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