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Transplante Hepático na Insuficiência Hepática Aguda

25 de setembro de 2025 9:54 PM

Critérios, Sobrevida e Complicações


Introdução

A insuficiência hepática aguda (IHA) é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela instalação rápida de disfunção hepática em pacientes previamente hígidos, acompanhada de coagulopatia e encefalopatia. Sem tratamento definitivo, a mortalidade ultrapassa 80% em muitos cenários. O transplante hepático é a única terapia curativa em casos graves, sendo fundamental identificar precocemente quais pacientes se beneficiam da cirurgia. Para isso, critérios clínicos e laboratoriais foram desenvolvidos e validados, destacando-se os de King’s College e Clichy, além de ferramentas modernas como o MELD score.


Critérios Prognósticos


Sobrevida e Complicações Pós-Transplante

Apesar da maior mortalidade precoce, pacientes que superam o período inicial apresentam sobrevida comparável aos transplantados por doença crônica.


Tabela Comparativa dos Principais Critérios e Resultados

Critério / IndicadorDefinição / ParâmetroAplicaçãoSobrevida Pós-TH (1 ano / 5 anos)Principais Complicações
King’s College (Paracetamol)pH < 7,30 OU INR > 6,5 + Cr > 3,4 + encefalopatia III–IVMais utilizado mundialmente65–80% / 55–70%Infecção, disfunção precoce do enxerto
King’s College (Outras causas)INR > 6,5 OU ≥ 3 critérios (idade, etiologia, intervalo, INR, bilirrubina)Prognóstico em IHA não-paracetamol65–75% / 55–65%Infecção, complicações biliares
ClichyEncefalopatia + Fator V < 20% (<30 anos) ou < 30% (>30 anos)Mais usado em hepatite fulminante viral60–70% / 50–60%Disfunção primária do enxerto
MELD ≥ 30Escore baseado em INR, bilirrubina e creatininaComplementar à decisãoVariável conforme etiologiaComplicações infecciosas e vasculares

Conclusão

O transplante hepático é a única alternativa eficaz para pacientes com IHA sem perspectiva de regeneração espontânea. A aplicação correta dos critérios de King’s College e Clichy, associada ao uso de escores como o MELD, permite identificar precocemente os candidatos ideais. Apesar da maior taxa de complicações infecciosas e disfunção do enxerto no pós-operatório imediato, os resultados a longo prazo são satisfatórios, com sobrevida em 5 anos alcançando 70% em centros especializados. A decisão deve sempre ser multidisciplinar, precoce e baseada em critérios clínico-laboratoriais, maximizando as chances de sucesso.


“A oportunidade de indicar o transplante não se repete: reconhecer o momento certo é o maior desafio do hepatologista e do cirurgião.” — Adaptado de Roger Williams

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Publicado por: PROF. DR. OZIMO GAMA

Categorias: The Surgeon NEWS, Transplante Hepático

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