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Neoadjuvância no Adenocarcinoma de Pâncreas: Evidências e Aplicações Clínicas

13 de setembro de 2025 11:48 AM

Introdução

O adenocarcinoma de pâncreas é uma das neoplasias mais agressivas do trato gastrointestinal, caracterizada por diagnóstico tardio, baixa ressecabilidade e alta taxa de recorrência. Apesar dos avanços técnicos e terapêuticos, a sobrevida global em 5 anos permanece inferior a 10%. A terapia neoadjuvante (quimioterapia com ou sem radioterapia antes da cirurgia) vem ganhando papel central, especialmente em tumores localmente avançados, borderline ressecáveis e, em casos selecionados, em tumores ressecáveis. Seu objetivo é tratar micrometástases precoces, aumentar taxas de ressecção R0 e selecionar pacientes com melhor biologia tumoral para cirurgia.


Racional da Neoadjuvância


Evidências Recentes

O estudo PREOPANC (fase III, multicêntrico) demonstrou que quimiorradioterapia neoadjuvante não aumentou complicações maiores, fístula pancreática ou mortalidade pós-operatória, reforçando a segurança da estratégia.


Critérios para Indicar Neoadjuvância em Tumores Ressecáveis

  1. Marcadores de alto risco:
  2. Achados clínicos e radiológicos:
  3. Preocupação com adesão ao adjuvante:

Taxa de Abandono da Neoadjuvância


Segurança Cirúrgica

Estudos randomizados e coortes demonstram que a neoadjuvância não aumenta o risco de complicações pós-operatórias, incluindo fístula pancreática, infecção intra-abdominal e mortalidade hospitalar. Em alguns trabalhos, observou-se até redução da incidência de fístula pancreática clinicamente relevante.


Pontos-Chave para a Prática


Conclusão

A terapia neoadjuvante no adenocarcinoma de pâncreas representa um avanço significativo, transformando a abordagem tradicional baseada em cirurgia seguida de adjuvância. Atualmente, é padrão para tumores borderline ressecáveis, considerada em tumores ressecáveis com alto risco prognóstico, e investigada em ensaios clínicos como alternativa ao tratamento clássico. O futuro caminha para uma estratificação mais refinada baseada em biomarcadores, imagem funcional e resposta precoce ao tratamento, permitindo individualizar a neoadjuvância e maximizar o benefício oncológico.


“O futuro da cirurgia oncológica não é apenas retirar o tumor, mas entender a biologia da doença e intervir no momento certo.” — Veronesi

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#PancreaticCancer #Neoadjuvância #OncologiaCirúrgica #CirurgiaDigestiva #EducaçãoMédicaContinuada

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Publicado por: PROF. DR. OZIMO GAMA

Categorias: Educação Continuada, The Surgeon NEWS

Tags:

Uma resposta to “Neoadjuvância no Adenocarcinoma de Pâncreas: Evidências e Aplicações Clínicas”

  1. Excelente postagem Prof. Dr. Ózimo Gama. Texto objetivo trazendo o que exiage com evidência científica atual. Parabéns.

    By rjuniorcirurgiaufpiedubr on 16 de setembro de 2025 às 8:39 AM

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